POLÍTICA NACIONAL

CAE autoriza empréstimo de US$ 67 milhões para projetos de energia renovável

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Projetos para ampliar o uso de energias renováveis no Nordeste, no norte de Minas Gerais e no estado do Espírito Santo poderão receber US$ 67 milhões em financiamento externo. A operação será contratada pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB), com garantia da União, e terá recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Climate Investments Fund (CIF).

A autorização está prevista na Mensagem (MSF) 5/2026, aprovada nesta terça-feira (11) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O texto, relatado pelo senador Camilo Santana (PT-CE), segue para o Plenário em regime de urgência.

O dinheiro será destinado ao Programa de Integração de Energias Renováveis do Nordeste. O objetivo é facilitar a entrada de fontes renováveis, como as de produção variável, no Sistema Interligado Nacional (SIN), além de melhorar a eficiência e a qualidade do fornecimento de energia.

Para isso, estão previstos projetos de geração de energia renovável e de modernização dos sistemas de transmissão e distribuição. Segundo a documentação, a iniciativa também contribuirá para a redução das emissões de carbono e para o desenvolvimento sustentável.

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Até US$ 33,5 milhões virão do BID e outros US$ 33,5 milhões, do CIF. Não haverá contrapartida financeira do BNB. Os recursos poderão ser liberados ao longo de quatro anos. O cronograma apresentado prevê desembolsos totais de US$ 6,7 milhões em 2026, US$ 20,1 milhões em 2027, US$ 26,8 milhões em 2028 e US$ 13,4 milhões em 2030.

Juros e pagamento

Os dois empréstimos têm carência de 96 meses, ou oito anos, e prazo de amortização de 20 anos, com pagamentos semestrais. As condições dos juros, porém, são diferentes. Nos US$ 33,5 milhões do BID, os juros serão calculados pela taxa SOFR (Secured Overnight Financing Rate) — referência para empréstimos em dólar — acrescida da margem aplicada pelo banco. Também poderá haver uma comissão de até 0,75% ao ano sobre o valor ainda não liberado. 

Já o empréstimo de US$ 33,5 milhões do CIF terá juros fixos de 1,33% ao ano, cobrados a partir de cada desembolso. Em análise atualizada em janeiro de 2026, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) estimou custo de 5,59% ao ano para a operação com o BID e de 1,33% ao ano para a operação com o CIF.

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Para efeito de comparação, uma captação do Tesouro no mercado internacional com prazos equivalentes teria custos estimados em 7,05% e 7,33% ao ano, respectivamente. Por isso, a STN considerou aceitáveis os custos das duas operações.

A União será responsável por garantir os empréstimos caso o BNB não cumpra os pagamentos. Em contrapartida, o banco oferecerá à União títulos públicos federais equivalentes a 120% do valor de cada empréstimo, ou até US$ 40,2 milhões por operação.

A MSF 5/2026 informa ainda que o BNB recebeu classificação A de capacidade de pagamento, correspondente a alto desempenho e baixo risco de inadimplência. Antes da assinatura dos contratos, deverão ser novamente verificadas a situação de adimplência do banco e as condições necessárias ao primeiro desembolso, além da formalização das contragarantias oferecidas à União.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

CAE aprova transição de três anos para novo piso de médicos e dentistas

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O novo piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas será implantado gradualmente ao longo de três anos, conforme proposta aprovada nesta terça-feira (11) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O piso, já aprovado anteriormente pelo Senado, será de R$ 13.662 para jornada de 20 horas semanais. A proposta segue para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O PL 1.365/2022, da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), já havia sido aprovado em votação final pela CAS. Mas um recurso levou a proposta ao Plenário, onde foram apresentadas quatro emendas. Como as mudanças têm impacto econômico e financeiro, as emendas foram encaminhadas à CAE, que aprovou o novo texto que estabelece a implantação gradual do novo piso.

Pela emenda aprovada, o piso será implantado em três etapas: 40% do valor no primeiro exercício financeiro após a publicação da lei, 70% no segundo e 100% no terceiro. Segundo o relatório do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), a transição dará tempo para que empregadores públicos e privados se adaptem ao aumento e poderá reduzir impactos sobre o mercado de trabalho, sem alterar o valor final do piso.

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O texto também prevê reajuste anual do piso pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na rede privada e eleva para 50% os adicionais pelo trabalho noturno e pelas horas extras. O piso atual é de R$ 3.636 para jornada de 20 horas semanais.

Emendas

O parecer de Nelsinho acolheu apenas uma das quatro emendas apresentadas em Plenário. Duas retiravam servidores públicos do alcance do piso ou do reajuste anual. Segundo o relator, não deve haver diferença de remuneração entre profissionais que exercem a mesma atividade apenas em razão do vínculo de trabalho.

A terceira tornava facultativa a compensação da União a estados, Distrito Federal e municípios pelo aumento das despesas com pessoal. Com a rejeição, foi mantida a previsão de compensação integral pela União, por meio do Fundo Nacional de Saúde (FNS).

A senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR), que é cirurgiã-dentista, defendeu a implantação gradual.

— Tão importante quanto garantir um novo piso é garantir que ele seja viável e possa, de fato, ser cumprido. Por isso, considero importante a implementação gradual, que permite a adaptação sem renunciar ao valor integral do piso — afirmou.

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A senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) destacou a importância de preservar o poder aquisitivo dos profissionais.

— Não adianta a gente votar esse piso e não ter algo que possa garantir que haja uma forma de evitar a perda desse poder aquisitivo — disse.

Também favorável à proposta, o senador Izalci Lucas (PL-DF) destacou as dificuldades para manter profissionais nos serviços de saúde diante das condições de contratação.

— É fundamental a gente aprovar esse piso dos médicos e dentistas, para que a gente possa, de fato, ter esses profissionais atuando com dignidade — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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