POLÍTICA NACIONAL

Câmara entrega no dia 10 de junho premiação que valoriza o trabalho das mulheres cientistas

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A Câmara dos Deputados realiza no dia 10 de junho, às 10h, no Salão Nobre, a cerimônia de entrega do prêmio Mulheres na Ciência Amélia Império Hamburger.

Conferido pela Mesa Diretora da Casa, o prêmio consiste na concessão de diploma de menção honrosa a três cientistas que tenham se destacado por suas contribuições para a pesquisa científica nas áreas de ciências exatas, naturais e humanas.

Na edição deste ano, serão premiadas:

  • Adriana Goulart de Sena Orsini – professora titular de Direito de Trabalho e de Direito Processual do Trabalho da Universidade Federal de Minas Gerais. Entre outros trabalhos, foi coordenadora e líder da Pesquisa do Projeto Coletivo “Acesso à Justiça pela via dos Direitos, Solução de Conflitos e Justiça Digital” da UFMG e coordenadora do Programa RECAJ UFMG – Ensino, Pesquisa e Extensão em Acesso à Justiça e Solução de Conflitos desde 2007. É autora de diversos artigos, capítulos de livros e livros, bem como coordenadora de diversos livros jurídicos, além de desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 3a Região – Minas Gerais.
  • Eli Narciso da Silva Torres – socióloga e mestre em Educação pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul; doutora em Educação (Unicamp) e pós-doutora pela Nova de Lisboa, Portugal. É policial penal e atua no aperfeiçoamento profissional das policiais, como quadro permanente da Senapen/Ministério da Justiça e Segurança Pública. Na Unicamp, é pesquisadora colaboradora no Núcleo de Políticas Públicas e vincula-se ao Observatório de Violência, Segurança Pública e Penitenciária, onde orienta pesquisas na área de segurança pública. É autora do livro “Prisão, Educação e Remição de Pena no Brasil” (2019) e Organizadora dos livros “Prisões, Violência e Sociedade: Debates Contemporâneos” (Org. 2017). Atualmente atua na formulação e execução de políticas públicas que assegurem os direitos das mulheres, na função de diretora de Programa, na Secretaria Executiva/MMulheres.
  • Fernanda dos Santos Farnese – pesquisadora no Instituto Federal Goiano, Campus Rio Verde, Goiás. É Ph.D em Fisiologia Vegetal (Ciências Agrárias), já tendo realizado trabalhos no Instituto Agronômico da França e no Instituto de Agrobiologia da Espanha. Em suas pesquisas, busca alternativas para aumentar a produtividade da soja durante os períodos de seca causados por veranicos. Por esses trabalhos, recebeu o prêmio “Para Mulheres na Ciência”, da Unesco, Academia Brasileira de Ciências e Loreal Paris; e o prêmio “Young Scientists Award”, da Academia Mundial de Ciências, como pesquisadora destaque internacional em Ciências Agrárias.
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Sobre o prêmio
Cada deputado pode indicar até uma pessoa, e a escolha final é feita por um Conselho Deliberativo formado pelo segundo-secretário; pela presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher; pelo presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e por um representante de cada partido político com assento na Casa, indicado pelo respectivo líder.

O nome do prêmio homenageia Amélia Império Hamburger, renomada cientista brasileira que foi física, professora, pesquisadora e divulgadora científica. Com trabalhos em diversas áreas da física, realizou incursões pela epistemologia e história das ciências, motivada por interesses no ensino de física e na preservação da memória da ciência no Brasil.

A premiação é o reconhecimento da excelência da participação feminina na solução dos grandes desafios da humanidade e também visa estimular mais mulheres a se capacitarem e ingressarem no campo científico.

Mais informações estão disponíveis na página do Prêmio Mulheres na Ciência.

Da Redação – GM

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Hugo Motta destaca mudança histórica para os trabalhadores

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O presidente da Câmara, Hugo Motta, ressaltou que a aprovação da PEC que acaba com a escala 6X1 (um dia de descanso e 44 horas semanais) e fixa jornada semanal de 40 horas é a maior mudança para os trabalhadores desde a Constituição de 1988.

“Mais do que falar sobre horas trabalhadas, o debate que tivemos é sobre o tempo de vida. É sobre o direito de viver, não apenas sobreviver. É sobre a liberdade de escolha sobre o tempo livre, porque tempo livre também é dignidade humana e dignidade é fundamento da Constituição”, afirmou.

Motta ressaltou três “pilares inegociáveis” tanto para Câmara como para o governo federal: redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção dos salários dos trabalhadores. “Esta aprovação ficará registrada na história desta Legislatura e na trajetória de cada parlamentar que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos”, disse.

Saúde
Os gastos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de quase R$ 1 bilhão com afastamentos e licenças foram apontados por Motta como justificativa para defender a proposta. “Reduzir a jornada não é apenas reorganizar horários, é uma medida estrutural de promoção da saúde. É uma política pública”, afirmou o presidente da Câmara, que citou as mais de 3.200 pessoas ouvidas no programa Câmara pelo Brasil para compreender os impactos em cada setor e construir o texto mais equilibrado possível.

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Carga alta
Motta afirmou que o Brasil está entre os países com maior carga horária de trabalho do mundo e convive, há décadas, com estagnação da produtividade. “Isso mostra que produtividade não pode ser medida apenas pela quantidade de horas trabalhadas. Trabalhadores mais descansados produzem mais. Proteger o tempo humano é proteger a economia, a saúde, a família e a dignidade das pessoas.”

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Léo Prates (PDT - BA)
Léo Prates: conquista das famílias brasileiras

Para o relator da proposta, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), a mudança é um pequeno texto, mas uma grande conquista dos trabalhadores e, principalmente, das famílias brasileiras. “Aqui é uma reforma na qualidade de vida do brasileiro, mas é sobretudo sinal dos seres humanos que formaremos no futuro. É sobre isso e por isso.”

País maduro
Para o autor da proposta, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a proposta é a maior legislação desde a Consolidação das Leis do Trabalho. “Estamos dizendo para a sociedade brasileira que o país está maduro, a economia está madura e chegou a hora para olharmos para trabalhadores e trabalhadoras. Estamos dobrando o tempo do descanso remunerado”, disse.

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Segundo Lopes, ele trabalhou por mais de dez anos em uma padaria todos os dias da semana. “Trabalhando 64 horas, 10 horas por dia, 4 horas no domingo. Sei como isso prejudica o sonho da juventude, o sonho de uma mãe que quer conviver com o filho.”

Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Erika Hilton (PSOL - SP)
Erika Hilton: escala 6×1 é desumana

A deputada Erika Hilton (Psol-SP), autora de proposta analisada junto, afirmou que a escala 6×1 é desumana, rouba esperança e dignidade. “As pessoas precisam trabalhar para viver e não viver para trabalhar”, declarou. Ela afirmou que precisou criar as irmãs para a mãe poder trabalhar nessa escala nos finais de ano, “voltando 2, 3 horas da manhã”, porque trabalhava em lojas.

O presidente da comissão especial que analisou a proposta, deputado Alencar Santana (PT-SP), afirmou que sem a força humana, sem a consciência humana a economia não funcionaria. “É o trabalhador brasileiro que faz essa economia pujante do nosso país. Hoje é um dia histórico, um grande passo”, declarou.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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