POLÍTICA NACIONAL

CAS aprova Carlos Chagas no ‘Livro dos Heróis da Pátria’

Publicado em

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (30) projeto que inclui o nome do cientista Carlos Chagas no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. O PL 3.967/2024, do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), recebeu parecer favorável do relator, senador Humberto Costa (PT-PE), que preside o colegiado. Se não houver recurso para votação em Plenário, o texto vai à Câmara dos Deputados.

Marcos Pontes enfatizou a importância do cientista para o Brasil. Ele elogiou o parecer elaborado por Humberto Costa e considerou que a ciência ganha com a inclusão de Chagas no livro.

Defasagem

O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria registra o nome e homenageia os brasileiros ou grupos de brasileiros que tenham oferecido a vida em defesa e construção do país com dedicação e heroísmo excepcionais. Ele está guardado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

O senador Flávio Arns (PSB-PR) observou o alto número de pessoas que contribuíram com o Brasil em diversas áreas e cujos nomes a serem incluídos no livro têm sido constantemente aprovados pela CAS e pela Comissão de Educação (CE), que ele preside. O parlamentar disse ter visitado o Panteão da Pátria há poucos dias, onde se deparou com a surpresa de ver o último nome acrescido ao livro datar de 2018, além da depreciação da praça onde o documento está abrigado.

Leia Também:  Comissão aprova projeto que amplia cota racial para 30% em concursos federais

— O livro está desatualizado em seis anos. Eu fiquei abismado com a falta de cuidado com o patrimônio da humanidade, inclusive porque a Praça dos Três Poderes está com inúmeras pedras soltas. Precisamos buscar a quem de direito, para que sejam chamados à responsabilidade. Quando o nome de Carlos Chagas vai estar no livro, cuja atualização está totalmente atrasada? — questionou Arns.

Carlos Chagas

Carlos Ribeiro Justiniano Chagas nasceu em 1878 na cidade de Oliveira (MG) e fez descobertas importantes para a medicina, como a doença de Chagas — causada pelo protozoário Trypanosoma cruzique usa o barbeiro como hospedeiro. A doença provoca febre, dor de cabeça e inchaço no rosto e pernas. Se não tratada, pode se tornar crônica e levar a problemas cardíacos e digestivos. A transmissão ocorre de algumas formas, como picada do barbeiro, ingestão de alimentos contaminados e de mãe infectada para o feto.

A descoberta foi feita quando o cientista tinha 30 anos de idade. Antes disso, Chagas já havia desenvolvido técnicas inovadoras para combater à malária, que estava em surto na cidade de Itatinga (SP).  

Leia Também:  Câmara pode votar nesta segunda-feira projeto sobre liberação de recursos para enfrentamento de calamidade pública

Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, desde cedo Chagas demonstrava interesse pela pesquisa científica. Iniciou a carreira sob orientação de Oswaldo Cruz, seu mentor em pesquisas científicas e que atualmente dá nome à instituição em que começou seus trabalhos, a Fundação Oswaldo Cruz. Chagas morreu aos 55 anos de idade, no Rio de Janeiro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado

Published

on

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.

Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.

Leia Também:  Comissão debate projeto que libera venda de remédios em supermercados

Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA