POLÍTICA NACIONAL

CCT discute na quarta-feira avanços e impactos da inteligência artificial

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A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) realiza, nesta quarta-feira (22), às 10h, uma audiência pública para debater o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). O objetivo é subsidiar a avaliação da política pública “Inteligência Artificial no Brasil: impacto das políticas públicas para seu desenvolvimento e bem-estar da população”.

A audiência faz parte do plano de trabalho aprovado pela comissão em julho, que prevê uma série de debates para subsidiar o relatório final da avaliação da política pública sobre inteligência artificial.

O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), elaborado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e outras instituições, busca promover o avanço científico e tecnológico, solucionar desafios nacionais e ampliar o bem-estar social. Entre suas ações estão iniciativas em infraestrutura tecnológica, sustentabilidade, capacitação profissional, pesquisa, regulação e governança.

A reunião atende ao REQ 22/2025 – CCT, do senador Astronauta Marcos Pontes (PL–SP). Segundo o parlamentar, a evolução da inteligência artificial (IA) tem produzido profundos impactos econômicos e sociais no Brasil e no mundo.

“A evolução da inteligência artificial (IA) nos últimos anos tem produzido profundos impactos econômicos e sociais em todos os países. Além dos próprios governos, institutos de pesquisa e consultorias especializadas analisam e tentam estimar como a IA afetará os diferentes mercados de bens e serviços e as possíveis consequências sobre variáveis econômicas relevantes, tais como produtividade, empregabilidade e nível de preços”, argumenta o senador.

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Pontes lembra ainda que o Senado aprovou, em 2024, projeto do marco legal da inteligência artificial, que estabelece princípios para o desenvolvimento e uso responsável da IA. Do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o PL 2.338/2023, hoje em análise na Câmara, destaca a centralidade da pessoa humana, a proteção de dados, a responsabilidade pelos sistemas de IA e o fomento à inovação. 

Convidados confirmados:

  • secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (MS), Ana Estela Haddad;
  • diretor de Informações Estratégicas e Inovação do Ministério da Educação (MEC), Fernando de Barros Filgueiras; e
  • gerente do Departamento das Indústrias de TI, Telecom e Economia Criativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – Marconi Edson Ferreira Viana (participação por videoconferência)

Também foram convidados representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério da Fazenda (MF), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com presenças ainda aguardando confirmação.

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Camily Oliveira, sob supervisão de Augusto Castro

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proibição de radares de trânsito escondidos, inclusive os portáteis

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A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece critérios mais rígidos de visibilidade e sinalização para a instalação de radares de fiscalização de velocidade (fixos e portáteis) nas vias públicas de todo o País.

O projeto insere regras no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para padronizar a fiscalização. Com a mudança, ficam estabelecidas as seguintes exigências:

  • fim dos radares escondidos – fica proibida a instalação de radares fixos escondidos atrás de árvores, postes, marquises ou passarelas. Os radares portáteis (usados por agentes) também não podem ficar ocultos;
  • painel de velocidade – radares fixos instalados em vias com duas ou mais faixas no mesmo sentido deverão obrigatoriamente ter um painel eletrônico (display) mostrando a velocidade do veículo na hora da passagem;
  • estudo prévio e lista na internet – a instalação de qualquer radar exigirá um estudo técnico justificando sua necessidade. O órgão de trânsito deverá publicar na internet a lista de todos os radares, com os locais exatos e a data da última verificação do Inmetro;
  • distância mínima – fica proibido o uso de radares portáteis muito próximos aos radares fixos (a distância mínima entre eles deverá ser de 500 metros nas cidades e 2 km nas rodovias).
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O colegiado aprovou o substitutivo da relatora, deputada Rosana Valle (PL-SP), favorável ao Projeto de Lei 4751/24, de autoria do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Em seu parecer, Rosana Valle destacou que a medida busca transformar a fiscalização em um ato mais transparente e educativo.

“A proposta confere maior segurança jurídica aos condutores e fortalece a educação para o trânsito, coibindo práticas meramente arrecadatórias associadas à chamada ‘indústria da multa'”, reforçou a relatora.

Ajuste no texto
Rosana Valle fez alterações no projeto original para adequá-lo à realidade financeira dos municípios e incorporar normas que já existiam em resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

O projeto original exigia que todos os radares fixos tivessem o painel eletrônico indicando a velocidade, além de uma luz intermitente. A relatora retirou a obrigatoriedade da luz e restringiu a exigência do painel de velocidade apenas para vias maiores (com duas ou mais faixas). Para a deputada, obrigar cidades pequenas a comprarem painéis para todos os seus radares tornaria o custo inacessível e inviabilizaria a segurança no trânsito local. Além disso, ela adicionou ao texto a obrigação da publicação dos estudos técnicos na internet.

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Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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