POLÍTICA NACIONAL

CDH analisa sugestão de plebiscito em 2026 sobre volta da monarquia no Brasil

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) vai analisar uma sugestão legislativa que pede a convocação de um plebiscito em 2026 para os eleitores decidirem se querem ou não a restauração da monarquia no Brasil. 

A ideia partiu de um cidadão do estado de São Paulo e pode virar um projeto de lei se for acatada pela comissão. A Sugestão (SUG) 9/2024 foi criada após obter mais de 30 mil apoios como ideia legislativa no portal e-Cidadania. Em 2019, a CDH rejeitou uma sugestão legislativa similar (SUG 18/2017).

e-Cidadania

Criado pelo Senado em 2012, o e-Cidadania é um portal que estimula a participação dos cidadãos nas atividades legislativas, orçamentárias, de fiscalização e de representação parlamentar. 

Por esse portal, qualquer pessoa pode apresentar ideias legislativas ao Senado. Essas ideias ficam disponíveis no portal aguardando apoio de internautas durante quatro meses. Se a ideia legislativa consegue mais de 20 mil apoios nesse período, ela é encaminhada para a CDH na forma de sugestão legislativa. A comissão decide, então, se arquiva a sugestão ou se a transforma em projeto de lei (PL) ou em proposta de emenda à Constituição (PEC).

Até hoje, mais de 95 mil ideias de cidadãos e cidadãs de todo o país já foram enviadas ao Senado; 394 foram transformadas em sugestão legislativa, das quais já viraram proposições (PL ou PEC) 46 ideias legislativas. Algumas dessas ideias acabam virando proposição mesmo sem alcançar 20 mil votos on-line, já que um senador pode se inspirar em uma ideia e apresentar um projeto ou PEC por iniciativa própria.

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Mais de 2 mil ideias legislativas estão atualmente abertas para receber apoios.

Monarquia

A SUG 9/2024 propõe que o Congresso Nacional convoque um plebiscito para 2026 para que a população decida se quer ou não “restaurar a monarquia parlamentarista no Brasil”. Na avaliação do autor da ideia, identificado como Ilgner A. D. L., “a república presidencialista se mostrou não efetiva, tendo que gastar orçamentos, que poderiam ser investidos no povo, para comprar apoio no Senado e Câmara”. 

Para ele, com o retorno da monarquia parlamentarista, “o partido eleito teria mais autonomia para governar, sem precisar usar dinheiro público para ter apoio”. Ele avalia que em países como Espanha, Inglaterra e Dinamarca “o parlamentarismo monárquico tem se mostrado efetivo, os índices de corrupção são baixos, e os investimentos públicos são altos, porque o partido eleito pelo povo tem mais autonomia para governar em um sistema parlamentarista”.

Forma de governo

O Brasil foi monarquia por 67 anos: da independência, em 7 de setembro de 1822, até a proclamação da república, em 15 de novembro de 1889. Tivemos dois “reis”, os imperadores Pedro I (1822 a 1831) e Pedro II (1831 a 1889), ou seja, em 2024 o Brasil completa 135 anos como república. A monarquia brasileira foi parlamentarista de 1847 a 1889.

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Desde a primeira constituição republicana, de 1891, o Brasil é presidencialista. Esse sistema só foi interrompido por um breve período parlamentarista, entre 1961 e 1963. Em 1963 um referendo popular decidiu pelo retorno ao presidencialismo. Durante a ditadura militar, foi mantido o presidencialismo, mesmo não havendo eleições livres.

Em 21 de abril de 1993, os eleitores brasileiros votaram em plebiscito para escolher a forma de governo (república ou monarquia) e o sistema de governo (presidencialismo ou parlamentarismo). A votação foi prevista no artigo 2° do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), aprovado junto com a Constituição Federal de 1988. A República Presidencialista venceu por ampla maioria.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

CAE vota emendas ao projeto que aumenta o piso salarial de médicos

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A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) tem reunião marcada para esta terça-feira (11), às 10h. Há nove itens na pauta de votações. Um deles é o PL 1.365/2022, projeto de lei que aumenta o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas.

O projeto, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), eleva esse piso de R$ 3.636 para R$ 13.662 para a jornada de 20 horas semanais. A iniciativa provocou discordâncias quanto ao seu impacto financeiro e à fonte dos recursos.

A matéria já havia sido analisada pela CAE e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e estava para ser enviada à Câmara dos Deputados, mas um grupo de senadores, entre os quais Jaques Wagner (PT-BA), apresentou recurso para que o texto seja votado pelo Plenário do Senado antes de ir à Câmara.

Desde então, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou quatro emendas de Plenário, que devem ser avaliadas agora pela CAE. O senador responsável pela relatoria dessas emendas é Nelsinho Trad (PSD-MS).

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Medicamentos para empregados

Outro projeto de lei na pauta da CAE é o PL 3.079/2024, do senador Weverton (PDT-MA), que permite às empresas custear parte dos remédios dos empregados e seus dependentes.

O projeto cria o Programa de Medicamentos do Trabalhador. De acordo com o texto, a empresa que aderir à iniciativa fica autorizada a custear os medicamentos cobertos pelo programa (em regime de coparticipação com seus empregados).

A proposta determina que o programa ofereça medicamentos tanto para os empregados quanto para seus dependentes.

Para incentivar as empresas a participar do programa, o projeto permite que elas deduzam do lucro tributável (para fins de apuração do imposto sobre a renda) o dobro das despesas comprovadamente realizadas no período-base do programa.

A proposta recebeu parecer favorável do senador Nelsinho Trad. Ele sugeriu algumas mudanças no texto, como a recomendação de direcionar 3% das arrecadações com loterias para o custeio do Programa de Medicamentos do Trabalhador.

Simples municipal

Também está na pauta da comissão o projeto de lei que cria o Simples Municipal (PLP 51/2021). De acordo com o autor da proposta, senador Jaques Wagner (PT-BA), trata-se de um regime especial que permite às prefeituras mais pobres pagar uma contribuição previdenciária menor.

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Wagner também destaca que, com essa iniciativa, os municípios mais ricos vão pagar uma contribuição maior, o que, segundo ele, pode aumentar o valor total destinado à seguridade social.

A matéria conta com parecer favorável do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

Além disso, estão na pauta da CAE o PL 1.859/2022, projeto de lei que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos nas áreas de seca, e propostas que tratam de pedidos de autorização para crédito externo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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