POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova ampliação de acesso gratuito a implantes contraceptivos

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A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto que garante em lei o direito de mulheres em idade reprodutiva atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ao acesso gratuito a implantes contraceptivos de longa duração.

O atendimento deverá incluir orientação sobre os métodos contraceptivos disponíveis na rede pública, cabendo à paciente escolher livremente o método que deseja utilizar.

O texto aprovado é um substitutivo da relatora, deputada Flávia Morais (MDB-GO), ao Projeto de Lei 1328/22, do deputado José Nelto (União-GO), e outra proposta apensada.

O projeto original previa a oferta gratuita dos implantes apenas para mulheres em situação de vulnerabilidade. Já o substitutivo amplia o acesso para todas as mulheres em idade reprodutiva atendidas pela rede pública de saúde e estabelece prioridade para aquelas em situação de vulnerabilidade.

A relatora afirma que os implantes contraceptivos têm eficácia superior a 99% e, por dispensarem o uso diário, reduzem o risco de falhas no método. “A aprovação deste projeto é um passo decisivo para a construção de uma sociedade mais justa, em que a maternidade seja uma escolha e não uma imposição do destino”, afirma.

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Ela também ressalta que a proposta segue recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e fortalece o direito ao planejamento familiar previsto na Constituição Federal e na Lei 9.263/96.

Como é hoje
Até meados de 2025, o único método contraceptivo reversível de longa duração disponível no SUS era o DIU de cobre. Em julho daquele ano, o Ministério da Saúde incorporou o implante subdérmico de etonogestrel à rede pública. A implementação da medida ocorre de forma gradual, com treinamento de profissionais e distribuição dos dispositivos aos estados e municípios.

Atualmente, o SUS oferece gratuitamente:

  • preservativo externo (masculino);
  • preservativo interno (feminino);
  • DIU de cobre;
  • implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel (Implanon);
  • pílulas anticoncepcionais (combinada e só de progestagênio);
  • anticoncepcionais injetáveis (mensal e trimestral);
  • contracepção de emergência (pílula do dia seguinte);
  • laqueadura tubária;
  • vasectomia.

Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

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Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Motta apoia subvenção de R$ 12 por tonelada para produtores de cana do Nordeste

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a Medida Provisória (MP) 1345/26, que cria uma subvenção de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar para produtores do Nordeste, chega em boa hora.

Segundo o deputado, o repasse de R$ 300 milhões ao setor ajudará a reduzir os impactos da queda no preço do açúcar, do aumento no custo dos insumos e das tarifas de exportação. Motta destacou o compromisso da Casa com a medida, que pode beneficiar cerca de 17 mil produtores de cana-de-açúcar na região.

A subvenção de R$ 12 por tonelada para os produtores de cana-de-açúcar do Nordeste foi viabilizada por meio de uma emenda apresentada pelo deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL) à medida provisória. A emenda foi acolhida no relatório final aprovado na comissão mista nesta terça-feira (30), estendendo o apoio e incluindo a subvenção econômica para mitigar os impactos das tarifas internacionais sobre o açúcar e o etanol do Nordeste.

Plano Safra da Agricultura Familiar
Hugo Motta participou do lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar, ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O programa prevê R$ 85,2 bilhões para linhas de financiamento de pequenos produtores.

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Mais cedo, o presidente da Câmara também acompanhou o lançamento do Plano Safra para o agronegócio empresarial, no Palácio do Planalto.

“Falar de agricultura familiar é falar de um Brasil que trabalha cedo, em terras espalhadas pelo País. É o agro do feijão, do milho e de outros produtos. A agricultura familiar garante a segurança alimentar do país”, defendeu Motta.

O deputado afirmou que a Câmara acompanhará de perto a execução do programa para garantir que os recursos cheguem aos trabalhadores do campo.

“É preciso que o recurso chegue rápido e sem burocracia ao agricultor, lá na ponta. A Câmara vai acompanhar a execução desse plano para que ele saia do papel e vire trator, semente e renda na vida dos brasileiros”, disse o presidente da Câmara.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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