POLÍTICA NACIONAL

Congresso Nacional celebra os 90 anos do programa ‘A Voz do Brasil’

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O Congresso Nacional celebrou os 90 anos do programa A Voz do Brasil em sessão solene nesta terça-feira (5). O programa é produzido de maneira integrada pelos setores de comunicação do Executivo, Legislativo e Judiciário, e é reconhecido como símbolo da comunicação pública do Brasil desde sua primeira transmissão.

O senador Jorge Kajuru (PSB-GO), que presidiu a sessão solene, destacou a consolidação da locução de abertura “Em Brasília, 19 horas”, que se tornou marca registrada de A Voz do Brasil. Ele considerou o programa um instrumento de transparência e integração nacional, especialmente nas regiões mais distantes do país. 

— Para mim, é presente dos céus participar de tão significativa comemoração. O programa é mais do que apenas um canal de divulgação de notícias oficiais. É um instrumento de unificação e de integração nacional que contribui para o fortalecimento de nossa identidade enquanto brasileiros. A programação dialoga com as necessidades locais e convida os brasileiros a participarem ativamente da construção de um país verdadeiramente democrático. 

Criado em 22 de julho de 1935, durante a ditadura do Estado Novo, como Programa Nacional, a produção tinha o objetivo de divulgar atos do governo federal. Em 1938, passou a se chamar A Hora do Brasil e ganhou transmissão obrigatória em todas as emissoras de rádio, das 19h às 20h. Em 1971, recebeu o nome atual.

Com sessenta minutos de duração, A Voz do Brasil reserva 25 minutos ao Executivo, 20 minutos à Câmara dos Deputados, 10 minutos ao Senado Federal e cinco minutos ao Poder Judiciário. O Tribunal de Contas da União (TCU) também participa da Voz, três vezes na semana. 

A solenidade foi uma sugestão do senador Angelo Coronel (PSD-BA) (REQ 13/2025), depois subscrita pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Ciro Nogueira (PP-PI) e pelos deputados federais Marx Beltrão (PP-AL), Charles Fernandes (PSD-BA), Cleber Verde (MDB-MA) e Guilherme Uchoa (PSB-PE). 

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A trajetória de A Voz do Brasil foi tema de reportagem da especial da Agência Senado em 22 de julho, quando se completaram os 90 anos da primeira transmissão.

“Farol democrático”

O deputado Marx Beltrão considerou A Voz do Brasil um “farol democrático” e homenageou a equipe responsável pelo programa. Para o parlamentar, esses profissionais “fazem da informação uma missão e, da cidadania, um valor inegociável”. 

— Democracia sem informação é só aparência. Não estamos apenas comemorando um aniversário, mas celebrando um compromisso com a transparência, com a escuta ativa da sociedade e com o futuro de uma comunicação pública que torna o Brasil um país mais consciente, mais informado e mais justo. Que essa voz nunca se cale. 

Na opinião do senador Chico Rodrigues (PSB-RR), A Voz do Brasil é um patrimônio cultural, jornalístico e institucional brasileiro. Ele considerou o programa uma referência mundial de credibilidade e disse que, ao celebrar os seus 90 anos, o Parlamento “reafirma o compromisso com a transparência e o direito da sociedade à informação”. 

— Num país de dimensões continentais e desigualdades regionais marcantes, garantir informação oficial, gratuita e acessível é uma missão de alto valor democrático — ressaltou o senador. 

Para o deputado Charles Fernandes, a sessão solene é uma prova de que o Congresso Nacional brasileiro reconhece o rádio como instrumento de democracia. O deputado ressaltou também que o programa “marcou gerações”, sendo “aliado do povo” e um “símbolo de unidade nacional”.

Modernização

Jorge Kajuru destacou a capacidade de o programa se reinventar ao longo dos anos, com a inclusão de uma linguagem mais acessível e a adesão da produção às novas tecnologias. 

—  Hoje, A Voz não está apenas no rádio: está na TV, na internet, nas redes sociais e em aplicativos de celular. Até mesmo a vinheta do programa passou a transmitir a riqueza das manifestações culturais do Brasil. O programa traz notícias e informações de todas as cinco regiões: do Acre à Paraíba, do Amapá ao Rio Grande do Sul. É uma preocupação que raramente se vê nas emissoras privadas — declarou.

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A comemoração dos 90 anos também vai marcar o lançamento de uma nova identidade visual para o programa e a atualização da trilha sonora, que mantém como tema principal a composição O Guarani, do maestro Carlos Gomes.

Selo institucional

A solenidade também serviu para o lançamento de um selo institucional dos Correios em homenagem aos 90 anos de A Voz do Brasil. A diretora de Governança e Estratégia dos Correios, Juliana Pícoli Agatte, ressaltou o significado da celebração para a democracia brasileira. 

— Assim como os Correios unem o Brasil por meio da comunicação postal, encurtando distâncias físicas e conectando pessoas em todos os cantos do território, o programa A Voz do Brasil cumpre um papel igualmente essencial: aproximar o Estado do seu povo, garantindo transparência e acesso à informação. Ambos são símbolos de continuidade, de tradição e de serviço público de qualidade, fundamentais para fortalecer as estruturas de uma nação democrática e soberana — declarou Juliana.

Além do selo dos Correios, a Casa da Moeda vai lançar uma moeda comemorativa pelos 90 anos de A Voz do Brasil.

Também participaram da sessão solene personalidades como o diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicações (EBC), Bráulio Costa Ribeiro; o coordenador da TV Justiça, Denilson Morales; e o secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Tiago Cesar dos Santos. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Senado Verifica reforça atuação contra desinformação nas eleições deste ano

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A circulação de vídeos manipulados, áudios clonados, conteúdos fora de contexto e falsas denúncias torna o enfrentamento à desinformação um dos principais desafios das eleições deste ano. Com o avanço da inteligência artificial e o aumento do consumo de notícias pelas redes sociais, conteúdos enganosos alcançam diferentes públicos e se tornam cada vez mais difíceis de identificar.

Nesse cenário, garantir a integridade das eleições também significa assegurar que o cidadão tenha acesso a informações confiáveis para exercer livremente o direito ao voto. O Senado participa desse esforço por meio do Senado Verifica, serviço oficial da Casa de combate à desinformação.

Criado em 2020, o canal recebe dúvidas dos cidadãos, verifica afirmações, consulta fontes oficiais e áreas técnicas e apresenta os esclarecimentos em linguagem simples. Entre os materiais analisados pela equipe do Senado Verifica estão publicações sobre o processo de votação, regras eleitorais e a escolha dos representantes para o Senado.

Parceria com o TSE

Desde 2022, o Senado faz parte do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral, que tem como referência um protocolo de intenções firmado com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A iniciativa busca ampliar a divulgação de informações seguras sobre, por exemplo, urnas eletrônicas, fiscalização do processo eleitoral, apuração dos votos e normas que orientam as campanhas.

Gestora do Núcleo de Assessoria de Imprensa do Senado, Ester Monteiro explica que essa cooperação ocorre principalmente em duas frentes:

  • o monitoramento de conteúdos enganosos e o atendimento às dúvidas da população;
  • a educação midiática (com a produção de reportagens, entrevistas, podcasts e vídeos educativos).

— Nosso objetivo não é apenas desmentir uma informação depois que ela viraliza, mas preparar o cidadão para reconhecer estratégias de manipulação e avaliar a autoria, as evidências e o contexto antes de compartilhar — destaca ela.

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Inteligência artificial

Nas eleições de 2026, uma das principais preocupações é o uso indevido da inteligência artificial. Áudios clonados, vídeos manipulados e imagens sintéticas podem ser utilizados para atribuir a candidatas ou candidatos falas ou situações que nunca ocorreram.

As regras do TSE determinam que conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial na propaganda eleitoral devem ser claramente identificados como tais. Além disso, proíbem o uso de deepfakes (vídeos ou áudios gerados por inteligência artificial que imitam pessoas reais) para favorecer ou prejudicar candidaturas.

Essas normas também impedem que sistemas de inteligência artificial recomendem, sugiram ou priorizem candidatos, partidos, federações ou coligações.

Onde consultar informações verificadas?

A Justiça Eleitoral ampliou a parceria com plataformas digitais e reformulou a página Fato ou Boato, que reúne checagens e materiais educativos produzidos por instituições e agências parceiras.

O Senado Verifica também responde a dúvidas da população e esclarece informações relacionadas ao Senado e ao processo eleitoral. Mas esse serviço não substitui a Justiça Eleitoral, não investiga crimes e nem aplica sanções. Mande sua dúvida pelo WhatsApp: (61) 98190-0601.

Onde denunciar conteúdos suspeitos?

Conteúdos falsos, manipulados ou fora de contexto que possam comprometer a integridade das eleições podem ser encaminhados para o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral do TSE.

Já as denúncias sobre propaganda eleitoral irregular, nas ruas ou na internet, devem ser enviadas para o Pardal (também do TSE). Sempre que possível, o cidadão deve preservar o link da publicação, registrar a tela e anotar a data, o horário e o perfil responsável.

Antes de compartilhar, verifique

O combate à desinformação também depende da sua participação. Mensagens alarmistas, sem autoria ou que peçam compartilhamento urgente exigem atenção redobrada.

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Antes de encaminhar esse tipo de mensagem, siga este passo a passo:

  • veja quem produziu o conteúdo;
  • busque a fonte/publicação original;
  • confira a data da postagem e o contexto;
  • consulte as fontes oficiais (página ou perfil oficial informado pelo candidato/partido);
  • confira o site do Tribunal Superior Eleitoral: tse.jus.br.

Combater a desinformação não significa impedir críticas, opiniões ou divergências. Significa proteger o direito de cada pessoa de participar do debate público e escolher seus representantes com base em informações confiáveis.

Neste ano, quando escolhermos dois senadores (ou senadoras) por estado e pelo Distrito Federal, esse cuidado é essencial para preservar a liberdade do voto e a integridade das eleições.

Fato ou boato? Veja aqui as últimas checagens publicadas pelo TSE

– É falso que ministros tenham autorizado redes sociais a descumprir ordens da Justiça nas Eleições 2026

 É falso que Eleições 2026 terão novas urnas; presença de observadores internacionais e abertura de código-fonte também não são novidade

– Abertura do código-fonte é realizada desde 2002; ato não é responsabilidade direta do ministro André Mendonça

– Ministros Barroso e Moraes não mandaram fabricar chips em Taiwan para fraudar urnas eletrônicas

– É mentira que mesários votam na urna eletrônica no lugar de eleitores

– É falso que 811 mil chineses poderão votar nas eleições brasileiras

– TSE alerta para golpe com cobrança para regularização de pendências eleitorais

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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