POLÍTICA NACIONAL

Contarato defende igualdade de gênero e mais mulheres na política

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O senador Fabiano Contarato (PT-ES) afirmou, em pronunciamento nesta terça-feira (11), que o debate sobre igualdade de gênero não deve se limitar às homenagens por ocasião do Dia Internacional da Mulher. Ele destacou que a Constituição Federal estabelece direitos iguais para homens e mulheres. Porém, questionou se essa igualdade ocorre na prática. O parlamentar mencionou desafios como a disparidade no mercado de trabalho e os índices de violência doméstica contra as mulheres.

— Nós ainda temos uma triste realidade, em que o Brasil ostenta a primeira colocação em feminicídio, em violência doméstica e familiar. Nós ainda temos uma realidade em que as mulheres trabalham e ainda têm um terceiro turno, e ainda nós falamos em meritocracia — lamentou.

Contarato também criticou o [baixo] número de mulheres em espaços de decisão como nas assembleias legislativas do país. Lembrou que algumas Casas  ainda são compostas exclusivamente por homens. Para ele, esse cenário dificulta a ampliação da representatividade feminina na política e em outros espaços de poder. 

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— É preciso que nós, homens, tenhamos a sensatez, a humildade, a dignidade de reconhecer o valor que as mulheres têm nessa sociedade, que ainda é sexista, que ainda é misógina, que ainda é preconceituosa — afirmou.

O senador argumentou que a igualdade de gênero deve ser garantida de forma efetiva e não apenas como um princípio formal na Constituição. Para ele, é necessário ampliar a presença feminina na política e assegurar que as mulheres tenham as mesmas oportunidades e direitos em todas as áreas da sociedade.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova prioridade para teste do pezinho e outros exames de triagem neonatal

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 232/24, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para garantir prioridade aos procedimentos relacionados à triagem neonatal, como o teste do pezinho.

A prioridade deverá ser adotada por estabelecimentos de saúde públicos e privados.

O texto também autoriza gestores de serviços de saúde, públicos e privados, a firmar acordos e convênios para agilizar a emissão dos laudos desses exames.

Mudanças no texto original
A relatora, deputada Silvia Cristina (PP-RO), recomendou a aprovação do projeto, da deputada Rosangela Moro (PL-SP), com uma emenda que atribui ao Ministério da Saúde a competência por regulamentar a medida no Sistema Único de Saúde (SUS).

Teste do pezinho
O teste do pezinho é oferecido pelo SUS desde 2001, quando foi criado o Programa Nacional de Triagem Neonatal.

Ele permite identificar precocemente diversas doenças que podem comprometer o desenvolvimento da criança, como:

  • fenilcetonúria;
  • hipotireoidismo congênito;
  • fibrose cística;
  • doença falciforme; e
  • outras enfermidades genéticas e metabólicas.
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Ampliação e eficiência
Em 2021, a Lei 14.154/21 ampliou o número de doenças rastreadas pelo programa.

Segundo Silvia Cristina, essa ampliação exige mais eficiência na coleta, no transporte das amostras, na análise laboratorial e na comunicação dos resultados às famílias e às equipes de saúde.

“Não basta ampliar o número de doenças rastreadas sem assegurar eficiência e tempestividade no fluxo de diagnóstico e encaminhamento terapêutico”, afirmou a relatora.

“Em muitos casos, poucos dias de atraso são suficientes para comprometer irreversivelmente o prognóstico clínico da criança”, alertou.

Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e também já foi aprovada na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família.

O texto ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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