POLÍTICA NACIONAL

Contarato pede apoio para projeto que beneficia pessoas com fibromialgia

Publicado em

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (8), o senador Fabiano Contarato (PT-ES) pediu a ajuda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e dos demais senadores para a aprovação do projeto de lei que beneficia pessoas com fibromialgia (PL 3.010/2019). 

O projeto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e agora depende de votação no Plenário do Senado.

— Só quem tem um parente em casa com fibromialgia sabe o que é isso. E é muito triste quando, dentro do Estado brasileiro, se você precisar, com todo o respeito, do INSS, muitas vezes as pessoas que mais precisam têm que estar quase em estado de falência para obter um benefício. Nós temos que dar um tratamento humanitário para essas pessoas.

O projeto dá às pessoas com fibromialgia direitos e benefícios iguais aos das pessoas com deficiência.

— Eu faço um apelo, aqui, a esta Casa, para que, efetivamente, a gente paute o projeto que reconhece a pessoa que vive com fibromialgia como uma pessoa com deficiência, na certeza de que nós vamos, sim, ter um olhar muito mais humanizador de empatia, se colocando na dor do outro. E eu faço um apelo para que os colegas senadores e senadoras se sensibilizem com essa pauta, para que a gente possa corrigir essa injustiça.

Leia Também:  Vai a Plenário proposta que proíbe importação de resíduos sólidos

De acordo com o projeto, para a equiparação será necessária avaliação caso a caso, feita por equipe multidisciplinar, que ateste a limitação da pessoa no desempenho de atividades e na participação na sociedade. Assim, as pessoas com fibromialgia equiparadas poderão usufruir de políticas públicas específicas, como cotas em concursos públicos e isenção de IPI na compra de veículos.

Contarato foi o relator da matéria durante sua análise na CAS. Ele votou pela aprovação da matéria, sem qualquer alteração. Segundo ele, a avaliação caso a caso é importante em razão de a doença se manifestar de forma e intensidade diferente em cada pessoa.

Em alguns entes federados, a pessoa com fibromialgia já pode ser considerada PcD — como no Distrito Federal, que em 2024 aprovou lei nesse sentido.

Segundo o Ministério da Saúde, a fibromialgia é uma síndrome, de origem desconhecida, caracterizada por dor musculoesquelética que afeta várias áreas do corpo. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Leia Também:  Medida provisória abre crédito orçamentário para novas ações de recuperação do Rio Grande do Sul
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Lei determina avaliação da qualidade de hospitais

Published

on

A partir de agora, hospitais particulares deverão passar por avaliações da vigilância sanitária sobre a qualidade dos serviços de saúde, com divulgação periódica dos resultados.

É o que estabelece a Lei 15.524, que cria a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela Iniciativa Privada. A nova norma foi sancionada pela Presidência da República e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (29).

Os padrões de qualidade e atributos de qualificação deverão ser definidos pelo órgão nacional de vigilância sanitária, diz o texto. Os estabelecimentos que descumprirem as regras poderão receber multa diária entre R$ 5 mil e 500 mil. A penalidade será aplicada sem prejuízo da responsabilidade civil por danos à saúde do paciente ou por descumprimento de normas de proteção ao consumidor.

De acordo com a lei, os padrões de qualidade e os atributos de qualificação deverão observar no mínimo as seguintes diretrizes:

  • garantia da segurança do paciente, por meio da adoção de tratamentos efetivos, conforme comprovação científica, e dos mecanismos necessários para prevenção e recuperação de sua saúde;
  • disponibilização de recursos institucionais (corpo técnico, estruturas e processos de cuidado) em quantitativo suficiente para atendimento ágil dos pacientes, evitando-se longas esperas e atrasos potencialmente danosos à saúde;
  • cuidado responsivo e centrado no paciente;
  • equidade, sendo vedadas distinções de tratamento, especialmente em virtude de gênero, religião, etnia, localização geográfica e condição socioeconômica;
  • cumprimento efetivo das normas expedidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Leia Também:  Estudo analisa causas da persistência da desigualdade econômica no Brasil

Os padrões de qualidade previstos na nova lei aplicam-se também aos estabelecimentos públicos de saúde, que devem ser alvo de avaliação e divulgação dos resultados, na forma de regulamento.

Origem da lei

A norma jurídica teve origem no Projeto de Lei (PL) 287/2024, apresentado pelo então senador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.

Com relatório favorável do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), o texto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em 2025. Em seguida, a matéria foi encaminhada à Câmara dos Deputados, onde foi aprovada neste mês e encaminhada à sanção presidencial.

Em 2012, o ex-senador Flávio Dino perdeu o filho Marcelo, de 13 anos. O garoto havia sido internado em um hospital de Brasília após uma crise de asma. Dino e a mãe de Marcelo, Deane Fonseca, processaram o hospital e a equipe médica.

Na ação, eles argumentam que a médica responsável pelo atendimento abandonou o posto da UTI pediátrica, o que provocou demora no atendimento. Em outubro de 2025, o hospital foi condenado a pagar uma indenização aos pais.

Leia Também:  CAS debate venda de medicamentos isentos de prescrição em supermercados

Com Agência Câmara

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA