POLÍTICA NACIONAL

CRA: projeto suspende desapropriação que beneficiaria quilombolas no RS

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A reversão de um decreto que permite a desapropriação de imóveis rurais em dois municípios do Rio Grande do Sul é um dos itens da pauta da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). O colegiado se reúne na quarta-feira (2), às 14 horas.

Também está na pauta da CRA um projeto de isenção de tributos para a venda de produtos da agricultura familiar.

Desapropriação

O PDL 357/2024 é um projeto de decreto legislativo do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) que suspende o Decreto 12.186, de 2024. Este decreto, por sua vez, autorizou a desapropriação de imóveis rurais nos municípios de Coxilha e Sertão, no Rio Grande do Sul, para compor o território quilombola Arvinha.

Heinze afirma que a desapropriação prejudica diretamente 33 famílias de pequenos produtores rurais, que, segundo ele, não teriam sido consultadas sobre a decisão.

O projeto chegou a ser colocado em pauta no dia 11 de março, mas sua votação na CRA acabou sendo adiada a pedido do relator da matéria, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Ele informou na ocasião que o governo propôs um acordo com os proprietários rurais afetados pela desapropriação.

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Agricultura familiar

Também está na pauta da comissão o PL 658/2019, projeto de lei que isenta da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição para o Programa de Integração Social e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS-Pasep) as vendas de produtos da agricultura familiar.

O autor da proposta é o senador Weverton (PDT-MA). O texto conta com relatório favorável do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), que recomenda a sua aprovação na forma de um substitutivo (texto alternativo).

Essa matéria receberá decisão terminativa na CRA. Isso significa que, se for aprovada pela comissão e não houver recurso para que seja analisada no Plenário do Senado, o texto poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Girão: Novas revelações sobre o caso Master aumentam pressão por CPI

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou nesta segunda (18) que o escândalo do Banco Master, com as revelações divulgadas nos últimos dias, ampliou a pressão para que o Senado instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o assunto.

Durante pronunciamento em Plenário, Girão argumentou que o Congresso precisa dar uma resposta institucional à mobilização nas redes sociais e à cobrança da população por esclarecimentos. Ao ressaltar que a investigação deve alcançar autoridades de diferentes Poderes, ele citou suspeitas de envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), integrantes do governo federal e parlamentares.

— O Brasil precisa dessas respostas. Está todo mundo cobrando. Pessoas que não tinham assinado a [solicitação de criação da] CPI, que não se manifestavam, agora estão nas redes sociais pedindo investigação. (…) Há revelações as mais diversas; não precisa acontecer mais nada. Senadores da República devem explicações, devem apresentar documentos, precisam ser investigados. É importante que toda a verdade venha à tona, de que lado seja. 

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Ele acrescentou que “ministros do STF também precisam dar explicações, seja pelo contrato de R$ 129 milhões da esposa de um, seja pelo investimento de R$ 35 milhões da família de outro, seja por andar de jatinho para cima e para baixo”.

O senador disse que o requerimento apresentado por ele no ano passado (para a criação da CPI) ainda não foi analisado pela Presidência do Senado, apesar de já haver assinaturas suficientes para que a comissão seja instalada.

— Já temos 53 assinaturas de senadores da República. Está na mesa do presidente Davi Alcolumbre há cinco meses. Já cobrei publicamente.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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