POLÍTICA NACIONAL

CTFC ouvirá ministros sobre greve de médicos e modernização da Funasa

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Os ministros da Previdência Social, Carlos Lupi, e da Saúde, Alexandre Padilha, serão convidados a comparecer ao Senado para explicar, respectivamente, a greve dos peritos médicos do INSS iniciada em agosto de 2024 e a modernização da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). 

Os dois requerimentos convidando os ministros (REQ 5/2025 – CTFC e REQ 6/2025 – CTFC), apresentados pelo presidente da Comissão de Transparência e Defesa do Consumidor (CTFC), senador Dr. Hiran (PP-RR), foram aprovados pela comissãop nesta quarta-feira (12).

A CTFC também aprovou um convite (REQ 1/2025 – CTFC) da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para que o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marcio Pochmann, explique a crise naquela instituição. Um dos problemas é a criação da Fundação IBGE+, que motivou o pedido de demissão de diversos diretores. Também foi divulgada uma carta aberta de servidores sobre a falta de diálogo com a gestão do IBGE. Eles alegam que as decisões do presidente são autoritárias e não têm transparência. 

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Auditoria

Os senadores também aprovaram uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre programas governamentais criados pela Medida Provisória (MP) 1.278, de 2024. A MP permite que o governo federal participe de fundos financeiros com gestão privada para recuperar infraestruturas em regiões atingidas por eventos climáticos extremos. Também podem ser apoiados empreendimentos para mitigar esses efeitos. 

O requerimento (REQ 4/2025 – CTFC) do senador Ciro Nogueira (PP-PI) levanta a possibilidade de desrespeito às regras fiscais em vigor. O parlamentar alega que, apesar de ser um fundo com gestão privada, os recursos são públicos. 

“É um expediente legal criado pela legislação como forma de ‘driblar’ o limite de despesas primárias instituído pelo Regime Fiscal Sustentável (ou Novo Arcabouço Fiscal) e dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal”, alega Ciro Nogueira.

A CTFC aprovou ainda a realização de uma audiência pública (REQ 3/2025 – CTFC) para debater o uso de suplementos alimentares no Brasil sem fiscalização. O objetivo do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) é avaliar o impacto desse consumo para a segurança alimentar, regulação sanitária e desenvolvimento científico e tecnológico.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Entra em vigor lei que estabelece política de recuperação da Caatinga

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A Caatinga contará com um programa nacional para recuperação de sua vegetação. A lei que trata do assunto foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (11).

Já em vigor, a Lei 15.430/26 institui a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga e cria um programa nacional com o mesmo nome.

O texto teve origem no Projeto de Lei (PL) 1990/24, apresentado pela ex-senadora Janaína Farias, atual prefeita de Crateús (CE), município na área da Caatinga. Após aprovação no Senado, a proposta foi aprovada na Câmara em 2025 com modificações, o que levou o projeto a nova análise no Senado.

A Caatinga é um bioma localizado exclusivamente no Brasil, abrangendo quase 11% do território do país, cobrindo áreas de diversos estados nordestinos. É caracterizada por condições climáticas extremas, com baixos índices de chuva e longos períodos de seca, tornando a região suscetível à desertificação e gerando vulnerabilidade ambiental e social.

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O que diz a lei
Entre outras diretrizes, a nova lei prevê a atuação articulada entre União, estados, municípios e atores não governamentais na formulação e implementação de políticas públicas para a recuperação e uso sustentável dos recursos ambientais da região.

Ações de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca, além de prevenção e controle de desmatamento, estão entre os instrumentos da Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga, em âmbitos nacional e estadual.

São previstos ainda a capacitação de recursos humanos e o desenvolvimento tecnológico voltados à conservação e ao uso sustentável dos recursos ambientais, e a participação da comunidade local na recuperação das áreas degradadas do bioma, entre outros instrumentos de ação.

Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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