POLÍTICA NACIONAL

Entrevista com chefe do Arquivo Nacional marca lançamento do livro Arquivo S

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O nono livro da coleção Arquivo S – O Senado na história do Brasil será lançado nesta sexta-feira (25), às 10h, numa entrevista ao vivo com a diretora-geral do Arquivo Nacional, Ana Flávia Magalhães Pinto, e o jornalista da Agência Senado que escreveu os textos do livro, Ricardo Westin. A live será transmitida no perfil da TV Senado no YouTube.

O livro compila reportagens da coluna Arquivo S, que é publicada mensalmente no Portal Senado Notícias e conta episódios da história do Brasil a partir dos documentos antigos do Arquivo do Senado.

Um dos textos do novo livro mostra que o futebol feminino foi proibido no Brasil por mais de 40 anos e uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) pediu a sua liberação. Outro texto conta a pouco conhecida trajetória de Laélia de Alcântara, que foi a primeira senadora negra do país.

Na live, a diretora do Arquivo Nacional e o jornalista da Agência Senado falarão sobre a importância dos arquivos públicos e a necessidade de a sociedade conhecer a história nacional.

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A coluna Arquivo S, que foi criada em 2014 pela Agência Senado e pelo Arquivo do Senado, recorre aos projetos de lei, aos discursos e aos debates dos senadores de diferentes épocas. Os textos misturam a leveza do jornalismo com o rigor da ciência histórica e entrevistas com historiadores especializados nos temas em pauta.

A coluna é utilizada por professores em salas de aula. Textos do Arquivo S já apareceram em questões do vestibular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e até do recém-criado Concurso Nacional Unificado (CNU).

Há duas semanas, o jornal Folha de S.Paulo reproduziu a reportagem do Arquivo S que contou a história da criação do Dia da Criança, em 1924, por meio de uma norma aprovada pelo Senado e pela Câmara e assinada pelo presidente Artur Bernardes.

Os livros da coleção Arquivo S – o Senado na história do Brasil podem ser baixados gratuitamente no site da Biblioteca do Senado, na versão on-line, ou adquiridos a preço de custo no site da Livraria do Senado, na versão física.

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As novas reportagens da coluna, por sua vez, são publicadas no site do Senado na primeira sexta-feira de cada mês.

Para comemorar os dez anos da coluna Arquivo S, a Agência Senado lançou recentemente um quiz com perguntas sobre a história do Brasil.

A live desta sexta-feira será conduzida pelo jornalista, escritor e apresentador Maurício Melo Júnior. Em seguida, a entrevista entrará na programação da TV Senado como episódio do programa Leituras, dedicado à literatura brasileira.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão do Código Civil encerra debates com foco em propriedade e contratos

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Comissão Temporária para Reforma do Código Civil (CTCivil) realizou nesta quinta-feira (14) a 18ª e última audiência pública, dedicada aos temas de direito das coisas e direito empresarial. Desde setembro de 2025 o grupo tem se reunido para analisar o Projeto de Lei (PL) 4/2025, de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que visa modernizar o Código Civil de 2002. 

Ao abrir a reunião, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que presidiu a comissão, afirmou que os debates das últimas semanas consolidaram consensos sobre pontos sensíveis da proposta, especialmente em relação à segurança jurídica, ao crédito e à preservação da autonomia do direito empresarial.  

— A nossa responsabilidade aqui como Parlamento não é proteger nenhuma redação, seja nova, seja antiga. Não pretendemos tampouco fazer o novo Código Civil, mas sim entregar ao Brasil uma atualização adequada, com responsabilidade e segurança jurídica — declarou.  

Entre os temas destacados pela senadora estiveram a preocupação com mudanças na desapropriação judicial privada por posse e trabalho e os possíveis impactos sobre a ocupação de terras e o pagamento de indenizações. Ela também ressaltou a importância da propriedade fiduciária para o crédito no país e defendeu cautela em alterações que possam fragilizar o instituto. 

Segundo a parlamentar, houve ainda apoio às atualizações sobre posse, condomínio edilício e hospedagem atípica, embora pontos como a boa-fé do possuidor e os efeitos processuais da posse ainda permaneçam em debate.  

Segurança jurídica e contratos 

Os debatedores concentraram parte das manifestações na necessidade de preservar previsibilidade jurídica e segurança para investimentos. 

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Representante da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Soraya Albernaz Alves Figlioli alertou para os efeitos de mudanças na regulamentação dos fundos de investimento e da alienação fiduciária. 

— Uma eventual percepção de que você não consegue ter acesso à garantia impacta diretamente no crédito. A previsibilidade dessas operações e dessas relações jurídicas é extremamente relevante — ponderou.  

O professor Rodrigo Xavier Leonardo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), defendeu maior objetividade na função social do contrato para evitar insegurança jurídica. 

— A liberdade de contratar tem que ser exercida nos limites do ordenamento jurídico, independentemente de um critério subjetivo de função social — disse.  

Também houve críticas à ampliação de cláusulas abertas no texto. O advogado Pedro Zanette Alfonsin, conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), afirmou que o direito de propriedade deve permanecer como núcleo de estabilidade e demonstrou preocupação com regras para empresas estrangeiras. 

— Nós devemos dizer muito obrigado para esse dinheiro novo que vem à nação — falou, ao defender menos barreiras para investimentos estrangeiros no país.  

Propriedade, posse e população vulnerável 

As discussões sobre posse e propriedade também mobilizaram os participantes. O professor Luciano de Souza Godoy, da Fundação Getulio Vargas (FGV) Direito São Paulo, avaliou que mudanças no direito das coisas exigem cautela por afetarem patrimônio e investimentos. 

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— O Código Civil é um núcleo de estabilidade e deve ser mudado com muito cuidado — enfatizou.  

Já a defensora pública-geral de São Paulo, Luciana Jordão, defendeu que a reforma considere os impactos sobre famílias vulneráveis e ocupações urbanas. 

— Uma norma pode ser tecnicamente correta, mas produzir efeitos negativos na prática se não considerar a realidade — afirmou.  

Também participaram da audiência o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e relator parcial do livro de direito das coisas do anteprojeto, Marco Aurélio Bezerra de Melo; a professora titular de direito comercial da Universidade de São Paulo e relatora parcial do livro de direito empresarial do anteprojeto, Paula Andrea Forgioni; a relatora-geral da comissão de juristas criada pelo Senado para atualização do Código Civil, Rosa Maria de Andrade Nery; o relator-geral da comissão de juristas, Flávio Tartuce; o advogado Leonardo Corrêa; o advogado Mario Luiz Delgado; e o especialista em direito empresarial Gustavo Moraes Stolagli, representante do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa.

No encerramento da reunião, os debatedores apontaram a necessidade de equilíbrio entre atualização legislativa, proteção à propriedade, preservação do ambiente de negócios e atenção às demandas sociais. Com a audiência desta quinta-feira, a comissão concluiu o ciclo de debates públicos sobre a proposta de reforma do Código Civil. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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