POLÍTICA NACIONAL

Girão critica decisão do STF que amplia foro privilegiado

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou, em pronunciamento na terça-feira (11), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de ampliar o foro privilegiado para incluir os réus que já tenham encerrado seu mandato.

Para Girão, a medida inibe a atuação independente dos parlamentares e fortalece o controle do Judiciário sobre o Legislativo. Por isso, ele cobrou que o Senado retome a proposta, já aprovada pela Casa, que extingue a prerrogativa do foro privilegiado.

De acordo com a decisão do STF, processos por crimes cometidos durante o exercício do mandato continuarão sendo julgados pela Corte mesmo após o réu deixar o cargo em questão, em vez de serem enviados para instâncias inferiores da Justiça.

— Querem manter o cabresto dos parlamentares que os criticam. Se os senadores já não falam nada agora porque têm processos dos seus correligionários ou deles mesmos nas mãos dos ministros do STF, imagine depois! Aí é que não vão dar um pio mesmo, porque sua vida vai ficar nas mãos deles também — protestou Girão.

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O senador também disse que ministros do STF estariam atuando para influenciar a composição do Senado nas próximas eleições. Segundo ele, há uma articulação para fortalecer candidaturas alinhadas ao Judiciário e enfraquecer a representação da direita na Casa, com o objetivo de impedir discussões sobre o impeachment de ministros dessa Corte e outras pautas que questionam decisões do Supremo.

— Nós estamos vendo o STF barbarizar o nosso país e deixar os senadores da República na coleira, e alguns entram na coleira. A verdade tem de ser entregue. Ministro do STF ligando para governadores? Isso é gravíssimo! Querem articular nomes fortes para evitar senadores de direita e conservadores. Sabem por quê? Porque gente de direita e conservadora vai fazer o que tem de ser feito nesta Casa, que é impeachment de ministro [do STF]! Esse dia vai chegar, porque haverá um efeito pedagógico [no sentido] de cada um no seu quadrado — afirmou.

Girão também quer participação popular nos protestos marcados para o dia 16 de março. Ele destacou que a mobilização da sociedade é fundamental para pressionar o Congresso Nacional a reagir ao que ele considera abusos do Judiciário.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova obrigação de oferta de financiamento estudantil para ensino técnico

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou proposta que torna obrigatória a oferta de crédito do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para estudantes da educação profissional técnica de nível médio.

Hoje, a lei apenas permite esse tipo de financiamento.

Pelo texto aprovado, a lei passaria a exigir reserva de recursos para alunos de formação técnica. O comitê gestor do fundo definirá, a cada ano, as proporções desses repasses.

A proposta também substitui o termo “instituições de ensino superior” por “instituições de ensino”, para incluir escolas técnicas nas regras de financiamento.

A comissão aprovou o parecer do relator, deputado Prof. Reginaldo Veras (PV-DF), favorável ao Projeto de Lei 1380/24, de autoria do deputado Bacelar (PL-BA), com alterações.

Entre as mudanças, está a dispensa de “avaliação positiva” do governo para os cursos técnicos de nível médio. Essa exigência será aplicada apenas para cursos de graduação.

O relator afirmou que ampliar o acesso ao financiamento pode estimular matrículas.

“Se considerarmos que parte expressiva da oferta de educação técnica se dá na rede privada, o financiamento estudantil parece-nos uma ação acertada nessa direção”, disse.

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Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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