POLÍTICA NACIONAL

Girão diz que denúncias no INSS e na CBF são ‘retrato do Brasil de hoje’

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (6), voltou a cobrar a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar os desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O senador ressaltou que cerca de quatro milhões de aposentados foram lesados por descontos promovidos por sindicatos e associações de forma irregular, segundo estimativa do próprio INSS. O prejuízo, que já chega a R$ 6 bilhões, pode alcançar a marca de R$ 90 bilhões quando considerados também empréstimos consignados liberados de forma fraudulenta.

Girão atribuiu ao ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, omissão quanto às irregularidades,e também implicou o novo titular do cargo, Wolney Queiroz.

— Ao que tudo indica, [houve] tráfico de influência de um governo que já sabia, porque o ministro Carlos Lupi, que saiu, já sabia há algum tempo disso. Agora entra ministro novo, Wolney Queiroz, que é o seu secretário-executivo imediato, que participou de reuniões com essas entidades que estão sob suspeita. Esse escândalo acaba de tomar maiores proporções — declarou.

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O senador também pediu apoio para a instalação de uma CPI para investigar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por suspeitas de irregularidades envolvendo contratos com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), fundado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

— A CBF é o retrato do Brasil. Quero pedir aos senadores que assinem essa CPI da CBF, porque eu vou explicar a gravidade do que está aqui. Além de tudo que já se conhece de irregularidades envolvendo o contrato do IDP, mais um forte agravante está na grande mídia: duas vice-presidências da CBF estariam sendo colocadas à disposição para a indicação de nomes por parte de ministros do STF. Estima-se que seriam R$ 200 mil de salário — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Davi prega ‘serenidade’ no debate político

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Ao elogiar o pronunciamento do senador Renan Filho (MDB-AL) no Plenário nesta terça-feira (6), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pregou “serenidade” no debate político. Ele criticou os ataques pessoais, que, em seu entender, comprometem a qualidade da discussão de propostas.

Davi comentou que o Brasil e o mundo vivem um “drama civilizatório”. Ele lamentou que agentes políticos muitas vezes prefiram “agredir colegas em vez de apresentar uma alternativa para o Brasil”, e cobrou uma postura de serenidade dos senadores, mesmo diante de agressões infundadas.

— Que a gente possa ter a consciência, a tranquilidade, a serenidade de não cair, porque, a partir do momento em que a gente passar a ofender os outros que a gente critica, a gente vai passar a ser um deles — ponderou.

O presidente do Senado classificou Renan Filho — que, em seu pronunciamento, tratou do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) — como um dos melhores representantes da nova geração de políticos, e destacou a importância de sua atuação à frente do Ministério dos Transportes para o desenvolvimento da infraestrutura rodoviária do país.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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