POLÍTICA NACIONAL

Girão pede afastamento de assessor do Senado ‘citado pela PF em fraude do INSS’

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (30), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou a permanência de Paulo Boudens no Conselho de Estudos Políticos do Senado, mesmo após acusações de envolvimento em fraudes milionárias contra aposentados. O parlamentar defendeu seu afastamento imediato do cargo porque Boudens teria recebido R$ 3 milhões de uma empresa investigada.

— Fiz o pedido de afastamento do Sr. Paulo Boudens por ter recebido — apuração da Polícia Federal, citação direta — foi revelado que recebeu a quantia de R$ 3 milhões da empresa Arpar Participação e Empreendimento, hoje investigada pelo roubo bilionário imposto aos aposentados do Brasil. O mínimo que se quer ver é o afastamento, e isso aqui é meu dever — afirmou.

O senador também elogiou a condução da CPMI que investiga as fraudes no INSS, presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), e ressaltou que as revelações feitas até agora indicam um esquema de grandes proporções. Girão afirmou ainda que as vítimas precisam ser ressarcidas em dobro, devido aos prejuízos causados pelo.

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— As histórias cabeludas desse careca [Antônio Carlos Camilo Antunes] deixam qualquer um, no mínimo, intrigado com o que está acontecendo no Brasil. Tem potencial para fazer cair a República. Ao que tudo indica, é maior do que mensalão, do que petrolão, o que está acontecendo nesse roubo escancarado aos velhinhos do Brasil, o que não podemos aceitar independentemente se a gente é de direita, se a gente se identifica com o espectro da esquerda, se a gente é contra o governo, se é a favor do governo. Não! É a defesa dos mais pobres — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
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A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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