POLÍTICA NACIONAL

Grupo Parlamentar do Brics reúne ministros e embaixadores nesta quarta

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O Grupo Parlamentar de Relacionamento com o Brics (bloco de países formado por Brasil, Rússia, China e África do Sul) do Senado promove nesta quarta-feira (27), a partir das 17h30, reunião para apresentar um balanço de suas atividades em 2024 e o plano de trabalho do colegiado para 2025. As atividades do grupo, presidido pelo senador Irajá (PSD-TO), se concentram em “projetos relacionados às oportunidades e à cooperação em diversas áreas entre o Brasil e os demais membros do bloco”.

Na reunião, também está previsto debate sobre transição energética e descarbonização da economia brasileira, com uma apresentação do recém aprovado projeto do novo mercado de crédito de carbono no Brasil. O último item da pauta prevê a apresentação do projeto da hidrovia do Arco Norte, envolvendo os rios Tocantins e Araguaia e que pode ajudar no escoamento da produção de áreas de Goiás, Tocantins, Bahia, Mato Grosso, Maranhão e Pará.

O Grupo Parlamentar do Brics também tem como integrantes os senadores Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Weverton (PDT-MA), Otto Alencar (PSD-BA), Tereza Cristina (PP-MS) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO). Além do senador Irajá, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) é presidente de honra do grupo. 

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Instituto

Durante o encontro, o Instituto de Desenvolvimento do Brics, entidade oficial vinculada ao Grupo Parlamentar do Brics, promoverá sua 2ª assembleia geral. O instituto toma iniciativas para fortalecer a cooperação entre o Brasil e demais países do Brics, elaborando pautas e projetos para fomentar oportunidades em áreas de interesse de cada economia. Funciona como plataforma de integração, incentivando o desenvolvimento de iniciativas conjuntas nas áreas de economia, ciência, tecnologia e inovação, cultura e sustentabilidade.

A assembleia será comandada por Washington Umberto Cinel, presidente do instituto, e contará com a presença do senador Irajá. Também foram convidados para a assembleia George Santoro, secretário executivo do Ministério dos Transportes; Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos; Ian Ramalho Guerriero, superintendente de Soluções de Infraestrutura do BNDES; Eduardo Nery Machado Filho, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq); Erick Moura de Medeiros, diretor de infraestrutura aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), além de embaixadores e empresários.

A reunião acontece no Plenário 7 da Ala Senador Alexandre Costa, no Anexo II do Senado.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Sessão dos 66 anos de Brasília tem memórias e cobranças pelo BRB-Master

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Entre cobranças pelo escândalo do BRB com o Banco Master e discursos de quem guarda Brasília na memória, o Senado realizou nesta sexta-feira (24) uma sessão especial para celebrar os 66 anos da capital federal, completados na terça-feira (21).

Senadores da bancada do Distrito Federal usaram a data para cobrar responsabilização pela crise financeira que envolve o banco público brasiliense e defender prioridades como educação, saúde e segurança. 

Autora do requerimento que originou a sessão, a senadora Leila Barros (PDT-DF) cobrou a punição dos responsáveis pelo envolvimento do BRB no escândalo do Banco Master, atribuindo a situação a decisões tomadas por interesse pessoal. 

— Quando uma instituição como o BRB é colocada sob questionamento, quem sofre é a cidade. Quem sofre são os mais vulneráveis — afirmou a senadora.

Leila também pediu respostas para problemas como a greve dos professores da rede pública, que reivindicam recomposição salarial e melhores condições de trabalho, e defendeu prioridade para a saúde e a segurança pública. 

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que Brasília vive uma crise grave e que os três senadores do DF seguirão buscando respostas por meio de CPIs, comissões e requerimentos de informações.

— Os três senadores desta Casa não se curvam, não negociam e vão encontrar as respostas. E se prepare. Se precisar de cadeia, cadeia — declarou.

Damares reconheceu que os últimos dois anos foram especialmente difíceis para quem representa o Distrito Federal no Senado. Ela afirmou que os parlamentares enfrentam “uma luta diária por verbas públicas e pela defesa do fundo constitucional”.

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O senador Izalci Lucas (PL-DF) alertou que o escândalo financeiro em curso vai dificultar ainda mais a já complexa relação do DF com o governo federal e o Congresso em torno da autonomia da unidade federativa. Para corrigir o que chama de distorção da Constituição de 88, disse ter apresentado uma PEC que transfere ao DF os recursos para manter e organizar áreas como polícia civil, militar, bombeiros e educação, sem depender de autorização federal para reajustes salariais ou concursos. 

— Vai ser muito difícil, depois desse escândalo todo que está acontecendo, não receber críticas dos estados e municípios — admitiu. 

Memórias de Brasília

Durante a sessão, parlamentares e personalidades também destacaram a história da cidade, construída por brasileiros de todas as regiões e inaugurada em 1960 sob o comando de Juscelino Kubitschek.

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Daniela Teixeira, que é brasiliense, recordou a infância na cidade e afirmou que a capital é ao mesmo tempo memória e promessa do Brasil. Ela recorreu à imagem dos pilotis e das superquadras — marcas arquitetônicas da cidade projetada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer — para explicar o que torna a capital única: nesses espaços, vizinhos de todos os cantos do país dividem o mesmo bloco.

— Quem é de Brasília traz na alma o Brasil inteiro. Debaixo do bloco, a gente combina de subir no quinto andar para comer uma comida nordestina, no terceiro, uma mineira, no sexto, um bobó de camarão. Brasília é a memória do Brasil. E ela é promessa — disse.

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Carminha Manfredini, mãe do cantor Renato Russo, contou que a família chegou a Brasília em 1973, e ela ainda guarda a lembrança do momento em que entraram no Eixo Monumental numa tarde bonita.

— Ele [ Renato] olhou pela janela e disse: mãe, que cidade linda. E colocou isso mais tarde numa música — contou. 

Carminha disse que o filho ajudou a projetar um outro lado de Brasília para além da política e que onde quer que vá, quando as pessoas descobrem que ela é mãe de Renato Russo, correm para abraçá-la.

André Kubitschek, bisneto do ex-presidente Juscelino Kubitschek e vice-presidente do Memorial JK, afirmou que os 66 anos de Brasília são a prova de que o impossível pode ser superado quando há sonho, coragem e união. Para André, a cidade não nasceu do acaso nem de vaidade pessoal:

— Nasceu da esperança, da visão e da vontade de um país que queria crescer. Arquitetos, engenheiros e trabalhadores ergueram a nova capital. Essa cidade é a manifestação inequívoca da capacidade realizadora dos brasileiros — avaliou. 

Também participaram da sessão Georges Seigneur, procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), e Lúcia Willadino Braga, presidente da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, além do ex-senador Paulo Octávio (DF) e sua esposa, Anna Christina Kubitschek, neta do ex-presidente.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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