POLÍTICA NACIONAL

Indicação para o cargo de embaixador do Brasil na Alemanha vai a Plenário

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Por unanimidade, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou a indicação de Rodrigo de Lima Baena Soares para embaixador do Brasil na Alemanha. A mensagem do presidente da República (MSF 3/2025) teve relatório da senadora Tereza Cristina (PP-MS), lido pelo senador Esperidião Amin (PP-SC).

O diplomata apontou a relevância da Alemanha, terceira maior economia do mundo, com Produto Interno Bruto (PIB) nominal de quase US$ 5 trilhões.

— A economia da Alemanha é das mais sólidas do mundo, eles têm uma conhecida e extraordinária trajetória no mundo, com grande influência e decisivas contribuições na política, economia, filosofia e na cultura de um modo geral. Nossa relação com eles é histórica, no ano passado celebramos os 200 anos do início da migração alemã ao Brasil, com registros de assentamentos em São Leopoldo (RS) — lembrou.

Para o senador Esperidião Amin (PSD-SC), o momento é oportuno para a diplomacia brasileira estreitar laços com países do continente europeu.

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— Neste momento em que a Europa tem considerado revisar a perspectiva de relações exteriores de uma maneira diferente pela primeira vez depois da Segunda Guerra, essa nova configuração de parcerias se descortina, todo mundo passou a fazer a própria revisão. Sem dúvida alguma haverá um conjunto de esforços para novas relações, e nessas relações novos tipos de intercâmbio — afirmou.

Formação

Pós-graduado em Administração Pública pela Escola Nacional de Administração de Paris, Rodrigo ingressou na diplomacia em 1987. No ano de 2015 alcançou o posto de ministro de primeira classe, por merecimento.

Desde 2015 Rodrigo representa o Brasil em embaixadas pelo mundo. Entre as funções exercidas, foi chefe das embaixadas brasileiras em Maputo, Lima e Moscou, posto que ocupa atualmente.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Projetos reajustam bolsa de médicos residentes

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O aumento do valor pago a médicos residentes, com mecanismo de atualização automática do benefício, é tema de dois projetos em tramitação no Senado. O objetivo das duas proposições é valorizar a residência médica, considerada etapa fundamental na formação de especialistas.

Do senador Rogério Carvalho (PT-SE), o PL 1.800/2026 altera a legislação que rege a residência médica (Lei 6.932, de 1981) para atualizar o valor da bolsa e estabelecer reajustes anuais. A bolsa, atualmente fixada em R$ 2.384,82, passaria a ser corrigida periodicamente com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de modo a evitar a defasagem dos pagamentos ao longo do tempo.

“Com efeito, a defasagem da bolsa tem gerado consequências negativas para a formação médica no Brasil. É possível observar que há abandono de programas de residência, especialmente nas especialidades consideradas menos lucrativas no mercado privado, bem como dificuldade de retenção de médicos residentes em regiões e especialidades de maior necessidade social”, pontua o senador na justificação do projeto.

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Natureza educacional

Outra proposta, da senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR), prevê que a bolsa dos médicos residentes passaria a ser de R$ 8.105 mensais, para jornadas de até 60 horas semanais. O PL 1.809/2026, com o objetivo de valorizar a formação especializada dentro do sistema público de saúde, estabelece que o valor seja reajustado todos os anos com base na inflação oficial. A proposta também permite que estados, municípios ou instituições complementem esse valor, se desejarem.

Outro ponto da proposição destaca a manutenção da natureza educacional da residência médica. Segundo o texto, a bolsa não configura vínculo empregatício, mas uma etapa de formação profissional, ainda que em regime intensivo de trabalho. A medida busca dar segurança jurídica ao modelo já adotado no país.

Para a senadora, o valor de R$ 8.105 ainda não é ideal diante das exigências da atividade, mas representa “avanço relevante”.

“Programas federais de incentivo à atuação médica em regiões prioritárias chegam a prever bolsas em valores significativamente superiores, podendo ultrapassar R$ 12.000,00 mensais, o que demonstra a defasagem atualmente existente entre a bolsa da residência médica e outros programas estratégicos da área da saúde. A proposta busca, portanto, reduzir essa assimetria, ainda que de forma gradual e responsável do ponto de vista fiscal”, acrescenta Roberta Acioly.

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Os dois projetos foram apresentados em abril de 2026 e aguardam despacho para análise nas comissões temáticas do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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