POLÍTICA NACIONAL

Izalci cobra transparência na CPMI do INSS

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O senador Izalci Lucas (PL-DF), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (26), defendeu transparência nas ações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga descontos indevidos nos benefícios pagos a aposentados e pensionistas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O senador destacou a aprovação do plano de trabalho do colegiado, que prevê a convocação de ex-presidentes do INSS, além de ministros que ocuparam cargos desde o governo Dilma Rousseff até a atual gestão.

Segundo ele, também serão chamados dirigentes de entidades sindicais e associativas envolvidos nos descontos questionados, bem como representantes da Dataprev. O parlamentar lembrou que o objetivo da comissão é investigar irregularidades sem seletividade, responsabilizando os envolvidos independentemente de alinhamentos políticos.

— Nós não vamos passar a mão na cabeça de ninguém, seja de esquerda, seja de direita, seja de qualquer governo. Errou, tem que pagar pelo erro. Na quinta-feira que vem, a gente começa os trabalhos. Foi acordado de convidarmos, primeiro, todos os ministros do período da presidenta Dilma até agora. Da mesma forma, a convocação de todos os presidentes do INSS. Nós estaremos munidos das informações da AGU, da CGU, da Polícia Federal e de alguns inquéritos que já estão tramitando — declarou.

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O senador criticou a falta de fiscalização da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre as entidades que recebem recursos de descontos associativos. Izalci apresentou dados que, segundo ele, revelam a concentração bilionária de recursos direcionados a organizações sindicais. O parlamentar afirmou que, entre 2014 e 2024, apenas oito entidades receberam cerca de R$ 5,4 bilhões por meio de descontos associativos.

Ele destacou que somente a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), ligada à CUT, concentrou sozinha R$ 4,4 bilhões. Para o senador, a ausência de auditorias periódicas facilitou a manutenção de convênios irregulares e favoreceu práticas que penalizam os aposentados.

— Entidades como a Contag e o Sindnapi, historicamente entre os maiores beneficiários dos descontos associativos, descumpriram a Instrução Normativa 162, de 2024. Essa legislação veda a participação, nos órgãos de direção, de pessoas com parentesco até segundo grau com membros de Poder. Apesar de declararem o cumprimento integral desses requisitos, a realidade demonstra o contrário. Não é perseguição, eles descumpriram a lei. O que nós queremos é desvendar todos esses mistérios que estão acontecendo aí — disse.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Em sessão especial, representantes da maçonaria destacam papel da instituição

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Em sessão especial nesta sexta-feira (28) em homenagem ao Dia do Maçom, comemorado anualmente em 20 de agosto, representantes de organizações maçônicas de vários estados brasileiros lembraram o papel da instituição na história do país e defenderam a aproximação entre as diversas vertentes da maçonaria.

O dia 20 de agosto refere-se à fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB), com a fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, União e Tranquilidade, no Rio de Janeiro, em 1822. Naquela ocasião, o maçom Joaquim Gonçalves Ledo defendeu a urgência da independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I semanas depois.

— A comemoração do dia de hoje se dá principalmente por ter sido a Proclamação da Independência o resultado incansável do trabalho de maçons que iniciaram um movimento liberal – afirmou o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos autores do requerimento para a realização da sessão.

Entidades maçônicas

Participaram da sessão lideranças das diferentes vertentes da maçonaria no Brasil, como o Grande Oriente do Brasil, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (Comab). Secretário-geral da CMSB, Armando Assumpção defendeu um fortalecimento da relação entre as três, ressalvando que cada uma tem plena autonomia e sua própria história e estrutura.

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O grão-mestre geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, destacou o papel histórico da maçonaria.

— Há instituições que atravessam a história, e há instituições que ajudam a história a encontrar o seu caminho – afirmou.

Secretário-geral da Comab, Cassiano Moreno afirmou que a maçonaria atual deve “honrar o legado” das gerações anteriores, atuando em um Brasil “cheio de desafios, que ainda convive com desigualdades, violência, intolerância, corrupção, pobreza e a dificuldade de convivermos com quem pensa diferente de nós”.

Adalberto Alízio Eyng, grão-mestre geral adjunto do GOB, afirmou que ser maçom é “ser amante da virtude, da sabedoria e da justiça, é estender a mão a quem sofre, é ser voz diante da injustiça, cultivar a harmonia das famílias e, em especial, promover a concórdia entre os homens”. Presidente da CMSB e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, Cassiano Teixeira de Morais saudou a união dos representantes da maçonaria brasileira e disse que a instituição está associada não só a grandes transformações sociais, mas também individuais.

O requerimento para a realização da sessão foi assinado também pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Lucas Barreto (PSD-AP) e pelas senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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