POLÍTICA NACIONAL

Lucas Barreto diz que aumento na conta de luz afeta gravemente os amapaenses

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Em pronunciamento nesta quarta-feira (11), o senador Lucas Barreto (PSD-AP) afirmou que o aumento de 13,7% na tarifa de energia elétrica no Amapá, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), afeta gravemente a população local, que já enfrenta dificuldades devido a crises econômicas e energéticas na região. 

O parlamentar destacou que o Amapá, apesar de ser o segundo maior produtor de energia da região da Amazônia, sofre com tarifas elevadas e enfrenta problemas de infraestrutura, como a cobrança de transporte de energia, mesmo sendo um estado produtor.  Segundo ele, o estado produz 980 megawatts e consome apenas 300 megawatts, mas paga pelo transporte de energia como se dependesse de fontes externas. 

— Energia não é uma mercadoria de prateleira de supermercado onde o cidadão possa escolher outra mais barata [..] Como senador da República, não aceito esses reajustes extraordinários, escritos no dito contrato de concessão como um direito, quando, em verdade, esse aumento reduzirá os salários dos mais humildes e retirará a condição de adquirir seus alimentos e meios de cuidar de sua saúde — explicou. 

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O senador ainda cobrou agilidade na criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar questões relacionadas à energia no estado e pediu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) esclareça qual instância judicial deve tratar os problemas de apagões e cobranças indevidas no Amapá.

Projeto Jari

Lucas Barreto também criticou a situação da recuperação judicial do Projeto Jari, decretada em 2019, que acumula uma dívida de R$ 1,5 bilhão. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o maior credor, com cerca de R$ 930 milhões. O senador ressaltou que as tentativas de recuperação falharam, prejudicando milhares de trabalhadores, que aguardam há dois anos o pagamento de salários judicializados. 

— Os 2,5 mil trabalhadores que foram convocados para o comissionamento da fábrica e retomada da exportação de celulose nunca chegaram a ser efetivados, e a produção nunca teve início. Os salários devidos estão judicializados até hoje e na fila para pagamento dos atos prioritários da recuperação judicial. Só que isso já faz 24 meses, ou seja, há dois anos os trabalhadores do Jari não recebem seus salários. 

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O senador propôs ainda a criação de um grupo especial de trabalho, composto por Senado, Supremo Tribunal Federal (STF), Presidência da República BNDES, representantes dos credores e dos trabalhadores, para solucionar os impasses do Projeto Jari. Ele defendeu a exploração de petróleo e gás na Foz do Amazonas, a instalação de uma usina termelétrica a gás no Oiapoque e a exploração mineral no complexo de Maicuru. 

— Temos urgência para explorar as mais de 200 milhões de toneladas de rocha fosfática no sul do Amapá. Essa exploração pode beneficiar a recuperação judicial do Jari e alavancar o desenvolvimento da região — destacou.

Camily Oliveira, sob supervisão de Patrícia Oliveira 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão debate fiscalização dos recursos do Bolsa Família e do Cadastro Único

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A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados promove audiência pública nesta quarta-feira (17) para discutir estratégias de fiscalização e prevenção de fraudes no programa Bolsa Família e no Cadastro Único (CadÚnico).

O debate será realizado às 10 horas, no plenário 9.

A reunião foi pedida pelo deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS).

O parlamentar destaca que o Plano de Ação 2026 da Rede Federal de Fiscalização prevê ações voltadas ao controle de irregularidades e ao aprimoramento dos mecanismos de transparência e monitoramento.

“É imperativo debater como a integração entre os entes federativos e o uso de novas tecnologias de auditoria estão assegurando que os recursos públicos sejam aplicados com responsabilidade e justiça social”, afirma o deputado. A intenção é evitar o pagamento indevido e a exclusão de famílias com real necessidade.

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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