POLÍTICA NACIONAL

Marcelo Castro avalia impacto da reforma eleitoral no pleito deste ano

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Em pronunciamento na quarta-feira (30), o senador Marcelo Castro (MDB-PI) analisou as eleições municipais deste ano, destacando o impacto da reforma eleitoral de 2017 sobre elas. Para o parlamentar, o desempenho dos partidos nas urnas confirmou que as mudanças na legislação “surtiram efeito”, fortalecendo as grandes legendas e reduzindo a presença de partidos menores no processo.

Castro afirmou que essa reconfiguração partidária é uma resposta positiva à reforma, que buscava consolidar a representatividade das principais siglas.

— Quando proibimos as coligações proporcionais e instituímos a cláusula de desempenho, nós tínhamos exatamente a visão de que aconteceria o que aconteceu nesta eleição. Isso mostra que a reforma eleitoral que fizemos está surtindo efeito. Os pequenos partidos estão, cada vez mais, diminuindo sua participação nas eleições, enquanto os grandes partidos estão ampliando sua participação. Estou aqui para exaltar o meu partido, o MDB, como o grande vitorioso nessa eleição — declarou.

O senador interpretou o desempenho dos partidos de centro e centro-direita — que, segundo estimativas, teriam obtido cerca de 73 milhões de votos — como um reflexo do perfil conservador do eleitorado. Mas, para ele, a dinâmica das eleições municipais não influencia diretamente as disputas presidenciais.

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— Há alguns mais apressados que dizem: “Isso vai influenciar a eleição para presidente”. Isso é muito dissociado da realidade. Se as eleições municipais tivessem tanta influência nas eleições presidenciais, o presidente Collor não teria sido eleito, Bolsonaro não teria sido eleito e Lula agora também não teria sido eleito. O que podemos dizer com segurança é que esse número de vereadores e prefeitos eleitos no campo político da direita, da centro-direita e do centro vai implicar um Congresso Nacional futuramente também de centro, centro-direita e direita — avaliou.

O senador também elogiou a condução da Justiça Eleitoral, que, segundo ele, garantiu a lisura das urnas eletrônicas. Castro observou que nenhum dos 374 mil candidatos derrotados entrou na Justiça alegando ter perdido a eleição devido a fraude nas urnas eletrônicas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comparecimento às urnas é usado como prova de vida do INSS

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Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comparecerem às urnas nas eleições de outubro terão o registro da votação utilizado como uma das formas de comprovação de vida. Segundo o Ministério da Previdência Social, as informações sobre o comparecimento serão repassadas pela Justiça Eleitoral ao INSS e serão utilizadas no processo de prova de vida dos beneficiários.

A informação foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira (22). O registro do comparecimento poderá ser usado sem a necessidade de o beneficiário procurar uma agência bancária ou do INSS especificamente para realizar a prova de vida. O comparecimento às urnas é uma das movimentações que podem ser utilizadas pelo instituto para confirmar que o beneficiário está vivo.

A possibilidade existe desde a publicação de uma portaria de 2022, que estabeleceu o uso de diferentes registros em bases de dados públicas e privadas para a comprovação de vida. O cruzamento de informações da Justiça Eleitoral com o INSS começou a ser realizado em 2024. Segundo o instituto, naquele ano foram considerados os registros de comparecimento às urnas de aproximadamente 21 milhões de beneficiários, resultando em cerca de 5 milhões de provas de vida atualizadas.

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O não comparecimento às urnas não provoca, por si só, a suspensão do benefício. O voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos, e o INSS continuará utilizando outras informações disponíveis nas bases de dados do governo para comprovar a vida do beneficiário, como atendimentos realizados e emissão de documentos. Segundo o TSE, o sistema biométrico estará disponível nas seções eleitorais nas eleições de 2026, mas a prova de vida do INSS não depende exclusivamente do comparecimento às urnas.

Senado Verifica

O Senado integra o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral por meio de protocolo firmado com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A parceria busca ampliar a divulgação de informações verificadas sobre as eleições, o funcionamento das urnas eletrônicas, a fiscalização do processo eleitoral, a apuração dos votos e as normas que orientam as campanhas.

O Senado Verifica recebe dúvidas dos cidadãos e verifica informações com base em fontes oficiais e consultas às áreas técnicas. No dia 4 de outubro, primeiro turno das eleições, o serviço terá atendimento especial das 9h às 17h pelo WhatsApp (61) 98190-0601.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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