POLÍTICA NACIONAL

Mineração de terras raras no Brasil é tema de audiência pública na quarta

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A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) promove na quarta-feira (17), às 10h, uma audiência pública para discutir os desafios e o impacto econômico da mineração e do beneficiamento de terras raras, minerais considerados estratégicos para a tecnologia e a transição energética.

O debate foi solicitado pelo senador Flávio Arns (PSB/PR) e vai reunir representantes de alguns ministérios. 

Na justificativa do pedido, o senador destaca a importância crescente das terras raras no cenário internacional, especialmente diante da transição energética global. Os elementos químicos que compõem esse grupo — ao todo 17 — são essenciais para setores como tecnologia, defesa e eletrônica avançada.

“É fundamental que o Senado tenha acesso a informações técnicas qualificadas sobre o estágio atual dessa cadeia produtiva, suas tecnologias, gargalos e oportunidades”, afirma Arns no documento.

Entre os convidados para a audiência pública, estão representantes dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); da Fazenda; de Minas e Energia (MME); e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Na semana passada, a comissão ouviu especialistas e pesquisadores sobre o mesmo tema. Na audiência, promovida no dia 10, os debatedores defenderam mais investimentos para a pesquisa sobre a exploração de terras raras no país.

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Desafio

Apesar do nome, as terras raras não são exatamente escassas, mas estão presentes na natureza em concentrações muito pequenas. O desafio é encontrar depósitos onde a extração seja economicamente viável. São minerais fundamentais para a fabricação de produtos modernos como smartphones, televisores, câmeras digitais e LEDs. Também têm papel central na indústria militar, estando presentes em caças, submarinos e sistemas de telêmetro a laser.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo (atrás da China). Ainda assim, o país carece de uma indústria que permita transformar esse potencial geológico.

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Lei cria o programa Antes que Aconteça de prevenção à violência contra a mulher

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Foi sancionada sem vetos, nesta segunda-feira (4), a Lei 15.398/26, que cria o Programa Antes que Aconteça. O objetivo do programa é reduzir os índices de feminicídio e de violência doméstica e familiar, além de fortalecer a rede de atendimento, enfrentamento e proteção às mulheres.

A lei estabelece que o programa deverá apoiar e estruturar políticas públicas voltadas ao atendimento às mulheres, em atuação conjunta do Ministério Público e dos três Poderes, nas esferas federal, estadual, distrital e municipal. Entre as ações previstas estão a ampliação da rede de atendimento, o acolhimento especializado, a oferta de serviços itinerantes e a atuação de defensoras populares, lideranças comunitárias capacitadas em direitos das mulheres.

A coordenação e o monitoramento do programa são de responsabilidade de um comitê de governança, formado por representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com a participação de órgãos e entidades parceiras. Caberá ao comitê a elaboração do Plano Nacional do Programa Antes que Aconteça.

Como medidas de acolhimento, a norma prevê a criação de salas lilás (espaços privativos e humanizados para receber vítimas de violência), de casas abrigo (locais de hospedagem temporária para mulheres e seus dependestes em situação de risco) e de serviços itinerantes.

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Câmara inaugura Sala Lilás para acolher mulheres vítimas de violência

O programa inclui ainda ações no sistema de ensino, com atividades educativas e campanhas de conscientização, além do apoio a programas de recuperação e reeducação de agressores. A norma também prevê o uso de soluções tecnológicas, como inteligência artificial, para monitoramento de agressores.

Acolhimento especializado
De autoria do Senado, o Projeto de Lei 6674/25 foi aprovado na Câmara dos Deputados em março deste ano.

De acordo com a deputada Amanda Gentil (PP-MA), que relatou o projeto no Plenário, o texto organiza e incentiva políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A ênfase será em acolhimento especializado, capacitação, fortalecimento de redes, produção de evidências e monitoramento, além de contemplar recortes de vulnerabilidade agravada.

Premiação
A lei também institui o Prêmio Antes que Aconteça, para reconhecer boas práticas de instituições públicas ou particulares no enfrentamento da violência contra a mulher.

Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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