POLÍTICA NACIONAL

Mourão critica ida de Lula à Rússia e cobra homenagem a brasileiros da 2ª Guerra

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Em pronunciamento no Plenário nesta quinta-feira (8), o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) criticou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de comparecer à parada militar em Moscou nesta sexta-feira (9), data em que a Rússia comemora o fim da 2ª Guerra Mundial e a vitória contra os nazistas. Para o parlamentar, a presença do chefe do Executivo brasileiro em um evento que reúne líderes estrangeiros sem relação histórica com a atuação do Brasil no conflito é um gesto político sem justificativa.

— O Brasil não lutou na frente russa e, antes de declarar guerra às potências do Eixo, estava alinhado com as democracias ocidentais. Como é perigosa essa atitude do nosso presidente, nessa viagem despropositada, comprometendo o futuro do país daqui por diante, passível de ser tomado como aliado de autocratas assassinos, inimigos da paz mundial, da liberdade dos povos e dos direitos humanos. Neste momento em que se desencadeia uma guerra comercial sem precedentes, o alinhamento geopolítico do Brasil com inimigos declarados do Ocidente, sem motivos que o justifiquem a não ser a ideologia, é, para dizer o mínimo, uma temeridade — afirmou.

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Mourão destacou que o presidente deixou de considerar o 80º aniversário do Dia da Vitória, comemorado nesta quinta, 8 de maio, e de prestar homenagem aos mais de 25 mil brasileiros que integraram a Força Expedicionária Brasileira (FEB) e o 1º Grupo de Aviação de Caça, que atuaram na Europa ao lado dos aliados.

O senador lamentou ainda que a contribuição brasileira para o fim da guerra seja pouco lembrada no país. Ele ressaltou que a atuação das tropas brasileiras foi decisiva para a libertação da Itália, para a segurança do Atlântico Sul e para o alinhamento do Brasil aos princípios das democracias ocidentais. Para Mourão, a memória dos ex-combatentes ainda vivos, que hoje somam pouco mais de 50, deveria ser respeitada com homenagens oficiais à altura do sacrifício.

— É grave o deliberado esquecimento do que o Brasil fez na 2ª Guerra Mundial, na qual teve um papel importante, evitando que o conflito se estendesse à América do Sul, contribuindo para a segurança da navegação aliada no Atlântico Sul, ajudando a libertar a Itália do domínio fascista. Aqui fica a minha homenagem a todos aqueles que combateram na 2ª Guerra Mundial e que, com seu sangue, regaram o solo italiano — concluiu.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.

Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.

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Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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