POLÍTICA NACIONAL

Onze capitais elegem prefeitos no 1º turno; ao menos 50 cidades terão 2º turno

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Onze capitais estaduais já decidiram seus prefeitos em primeiro turno nas eleições deste domingo (6). As outras 15 terão segundo turno no dia 27 de outubro.

Dos 20 prefeitos de capitais que tentaram a reeleição em 2024, metade teve sucesso. Outros seis disputarão o segundo turno nas suas cidades; destes, cinco tiveram a maior votação na primeira rodada. Além das 10 reeleições, uma capital — Teresina — teve a vitória de um candidato que não era prefeito. 

Até o fechamento desta reportagem, eram 50 os municípios em todo o país que deixarão para decidir o seu prefeito no segundo turno. Nas eleições deste ano, 103 cidades poderiam ter o segundo turno, por terem mais de 200 mil eleitores. Pela primeira vez, todas as capitais fazem parte desse grupo. O número de segundos turnos ainda pode subir com a conclusão das apurações nos maiores municípios.

Pelo menos uma capital terá uma prefeita mulher a partir de 2025: Campo Grande, onde Adriane Lopes (PP) e Rose Modesto (União) disputarão o segundo turno. Assim, o pleito de 2024 já iguala as eleições de 2012, 2016 e 2020, que tiveram uma mulher eleita nas capitais. Outras seis candidatas disputarão o segundo turno nas suas cidades — quatro delas ficaram em primeiro lugar no primeiro turno. O número recorde de mulheres eleitas prefeitas de capitais foi atingido em 2000, quando cinco candidatas triunfaram.

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Quatro prefeitos concorrentes à reeleição foram derrotados já no primeiro turno: José Sarto (PDT) em Fortaleza, Rogério Cruz (Republicanos) em Goiânia, Edmilson Rodrigues (PSOL) em Belém (PA) e José Pessoa (PRD) em Teresina. Apenas uma eleição em capital terminou no primeiro turno com vitória de um candidato que não era prefeito: Silvio Mendes (União), em Teresina.

Quatro senadores disputaram as eleições para as prefeituras da capitais. Apenas um conseguiu se eleger: Rodrigo Cunha (Podemos), que será vice-prefeito de Maceió.

Dois candidatos que disputarão o segundo turno são ex-senadores: Cícero Lucena (PP), em João Pessoa (no Senado de 2007 a 2015), e Eduardo Siqueira Campos (Podemos), em Palmas (no Senado de 1999 a 2007).

CAPITAL

SITUAÇÃO

Aracaju (SE)

Emília Corrêa (PL), vereadora x Luiz Roberto (PDT), secretário estadual de Desenvolvimento Urbano

Belém (PA)

Igor Normando (MDB), deputado estadual x Éder Mauro (PL), deputado federal

Belo Horizonte (MG)

Bruno Engler (PL), deputado estadual x Fuad Noman (PSD), atual prefeito

Boa Vista (RR)

Reeleito: Arthur Henrique (MDB) – 75,2%

Campo Grande (MS)

Adriane Lopes (PP), atual prefeita x Rose Modesto (União), ex-vice-governadora

Curitiba (PR)

Cristina Graeml (PMB), jornalista x Eduardo Pimentel (PSD), vice-prefeito

Cuiabá (MT)

Abílio Brunini (PL), deputado federal x Lúdio Cabral (PT), deputado estadual

Florianópolis (SC)

Reeleito: Topázio Neto (PSD) – 58,5%

Fortaleza (CE)

André Fernandes (PL), deputado federal x Evandro Leitão (PT), deputado estadual

Goiânia (GO)

Fred Rodrigues (PL), empresário x Sandro Mabel (MDB), ex-deputado federal 

João Pessoa (PB)

Cícero Lucena (PP), atual prefeito x Marcelo Queiroga (PL), deputado federal

Macapá (AP)

Reeleito: Antônio Furlan (MDB) – 85,1%

Maceió (AL)

Reeleito: João Henrique Caldas (PL) – 83,25%

Manaus (AM)

David Almeida (Avante), atual prefeito x Alberto Neto (PL), deputado federal

Natal (RN)

Paulinho Freire (União), deputado federal x Natália Bonavides (PT), deputada federal

Palmas (TO)

Janad Valcari (PL), deputada estadual x Eduardo Siqueira Campos (Podemos), ex-senador

Porto Alegre (RS)

Sebastião Melo (MDB), atual prefeito x Maria do Rosário (PT), deputada federal

Porto Velho (RO)

Mariana Carvalho (União), ex-deputada federal x Léo Moraes (Podemos), deputado federal

Recife (PE)

Reeleito: João Campos (PSB) – 78,1%

Rio de Janeiro (RJ)

Reeleito: Eduardo Paes (PSD) – 60,5%

Rio Branco (AC)

Reeleito: Tião Bocalom (PL) – 54,8%

São Paulo (SP)

Ricardo Nunes (MDB), atual prefeito x Guilherme Boulos (PSOL), deputado federal

São Luís (MA)

Reeleito: Eduardo Braide (PSD) – 70,1%

Salvador (BA)

Reeleito: Bruno Reis (União) – 78,7%

Teresina (PI)

Eleito: Silvio Mendes (União) – 52,2%

Vitória (ES)

Reeleito: Lorenzo Pazolini (Republicanos) – 56,2%

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).

No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.

Fim da 6×1

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.

A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

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Prazos

A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.

O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.

Segurança

A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.

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Quórum

Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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