POLÍTICA NACIONAL

Papel das ‘supernovas’ universidades federais está em pauta na CE

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A Comissão de Educação (CE) vai discutir o papel social das supernovas universidades federais do interior do país em audiência pública na próxima quarta-feira (26) a partir das 14h. A reunião é também uma comemoração dos sete anos da criação das seis universidades federais instaladas em áreas remotas do Brasil. 

A audiência foi solicitada pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT) com o objetivo de discutir os avanços, desafios e perspectivas das instituições (REQ 18/2025 – CE). Convidados para o debate, os reitores das instituições de ensino superior deverão apresentar as demandas de cada uma delas. São eles:

  • Analy Castilho Polizel de Souza, da Universidade Federal de Rondonópolis;
  • João Paulo Sales Macedo, da Universidade Federal do Delta do Parnaíba;
  • Christiano Peres Coelho, da Universidade Federal de Jataí;
  • Roselma Lucchese, da Universidade Federal de Catalão;
  • Airton Sieben, da Universidade Federal do Norte do Tocantins;
  • Airon Aparecido Silva de Melo, da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco.
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Supernovas universidades federais 

As “supernovas” universidades federais — termo cunhado pelo senador Wellington Fagundes — foram criadas em 2018. Atualmente, estão situadas em cinco estados do país, distribuídos por três regiões: no Centro-Oeste, a federal de Rondonópolis (MT) e as federais de Jataí e Catalão, em Goiás; no Nordeste, na cidade de Parnaíba (PI) fica a Universidade do Delta do Parnaíba e em Pernambuco, na cidade de Garanhuns, a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco; na região Norte, na cidade de Araguaína (TO), fica a Universidade do Norte do Tocantins.

As instituições foram criadas a partir de um desmembramento de universidades federais já existentes nos estados. A ideia é ampliar a oferta de cursos de graduação e pós-graduação em regiões afastadas dos grandes centros urbanos para estudantes residentes nesses locais.

“Essas instituições têm promovido a interiorização do ensino, garantindo acesso à educação superior para milhares de estudantes que, de outra forma, enfrentariam dificuldades para ingressar em uma universidade pública”, destaca o senador em requerimento para audiência pública.

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Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova diretrizes de sustentabilidade para unidades de saúde públicas

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6633/25, que institui diretrizes para a adoção de práticas sustentáveis em hospitais, unidades básicas de saúde, UPAs, clínicas, laboratórios e demais serviços públicos de atenção à saúde. O objetivo é reduzir impactos ambientais, melhorar a eficiência no uso de recursos e promover ambientes mais saudáveis.

Pelo projeto, as unidades de saúde poderão adotar, de forma progressiva, um conjunto de 14 medidas, como gestão adequada de resíduos com incentivo à reciclagem; redução do uso de plásticos descartáveis; e iluminação LED e equipamentos de baixo consumo.

O relator, deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), alterou o projeto original, do deputado Dr. Daniel Soranz (PSD-RJ), para prever que as medidas sejam adotadas tendo em consideração a compatibilidade com o tamanho da unidade de saúde. “É necessário que se estratifique a aplicação de acordo com o porte do estabelecimento. Precisamos levar em consideração que a maioria das unidades de saúde são de pequeno porte e baixa capacidade de investimentos estruturais”, afirmou Mandel.

O projeto prevê ainda a implantação de energia solar fotovoltaica, sistemas de captação de água da chuva para fins não potáveis, telhados verdes, jardins internos e áreas verdes. Também incentiva a substituição de veículos administrativos por modelos elétricos ou híbridos, o uso de materiais de construção sustentáveis em reformas e a adoção de sistemas digitais para reduzir o uso de papel.

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Plano de Sustentabilidade
Cada unidade de saúde poderá elaborar um plano de sustentabilidade com diagnóstico das práticas existentes, metas anuais de redução de consumo de água, energia e resíduos, entre outros pontos. O plano deverá incluir ainda capacitação continuada de servidores, auditorias internas anuais, inventário anual de emissões de carbono e protocolo de manutenção preventiva de equipamentos.

As unidades também poderão publicar, anualmente, relatório de desempenho ambiental com indicadores de consumo e metas alcançadas. O documento deverá ser divulgado em meios digitais e disponibilizado ao conselho local de saúde. A população poderá enviar sugestões por canais digitais, avaliadas pelo gestor da unidade.

Amom Mandel também modificou o texto para tirar a obrigatoriedade na adoção de medidas e na elaboração tanto do plano de sustentabilidade como do relatório de desempenho ambiental. O projeto original colocava esses itens como obrigatórios.

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Dr. Daniel Soranz (PSD - RJ)
Dr. Daniel Soranz, autor do projeto de lei

Incentivos e fiscalização
O projeto autoriza as unidades de saúde a celebrar acordos de cooperação não onerosos com órgãos ambientais para acompanhar a implementação das medidas. A fiscalização poderá contar com a participação de instituições acadêmicas, organizações da sociedade civil e entidades especializadas em sustentabilidade.

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Segundo Soranz, as medidas reduzem o custo operacional das unidades, “permitindo que mais recursos sejam destinados a ações finalísticas de saúde”, além de promover ambientes mais seguros e saudáveis.

Em 2025, relatório divulgado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) apontou que 1 em cada 12 hospitais no mundo corre risco de paralisação por causas relacionadas ao clima e registrou que o setor saúde responde por cerca de 5% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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