POLÍTICA NACIONAL

Paulo Paim lamenta impacto do tarifaço na vida dos gaúchos

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (26), o senador Paulo Paim (PT-RS) lamentou os efeitos do tarifaço norte-americano no Rio Grande do Sul. Paim destacou matéria produzida pelo jornal Zero Hora, de Porto Alegre, sob o título “Como o tarifaço impacta a vida das trabalhadores”.

— A reportagem, muito bem elaborada, mostra a triste realidade, como os efeitos da medida do governo norte-americano, em vigor desde o início de agosto, repercutem diretamente no Rio Grande do Sul. Desde de férias coletivas em indústrias até a estocagem de produtos que perderam o destino. O enfoque imediato das empresas tem sido preservar empregos e manter a produção, mas paira sempre a dúvida: por quanto tempo será possível resistir diante das incertezas comerciais do tarifaço? — indagou.

De acordo com o senador, um dos setores mais afetados é a apicultura, por ser altamente dependente do mercado norte-americano. Segundo Paim, o Brasil produz cerca de 60 mil toneladas de mel por ano, quase metade concentrada no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Desse total, de 25 mil a 30 mil toneladas são exportadas, grande parte para os Estados Unidos.

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O parlamentar também demostrou preocupação com os trabalhadores e empresas da indústria em seu estado, como a calçadista e de armas de fogo, por exemplo.

— Nos setores industriais a resposta imediata foi a concessão de férias coletivas. Uma estratégia para evitar demissão em massa, enquanto as exportações permanecem suspensas —, disse.

Paim também registrou as fortes chuvas ocorridas nos últimos dias no Rio Grande do Sul. Segundo ele, 39 municípios relataram danos, conforme informação da Defesa Civil, com 532 pessoas desalojadas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Pauta da CCJ reúne escala 6×1, segurança e regras de trânsito

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O fim da escala de trabalho 6×1 é o primeiro item da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (2). O colegiado reúne-se às 9h, em semana de esforço concentrado, para deliberar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019. A proposta tem parecer favorável do senador Omar Aziz (PSD-AM).

De acordo com a proposta, a jornada máxima de trabalho semanal cai de 44 para 40 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução de salário.

O relator rejeitou as 12 emendas apresentadas até 26 de agosto e manteve o texto aprovado na Câmara, mas ainda precisará analisar outras 13 emendas apresentadas recentemente.

Segurança Pública

A PEC da Segurança Pública é outra matéria de peso pautada para deliberação da CCJ. O relator da PEC 18/2025, senador Rogério Carvalho (PT-SE), manteve o texto da Câmara, rejeitando as primeiras quatro emendas. O projeto recebeu outras 42 sugestões de mudança que aguardam análise.

A proposta insere o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição e cria o Sistema de Políticas Penais. A PEC também cria um regime penal mais rigoroso e proporcional à posição hierárquica de líderes e integrantes de facções, organizações paramilitares e milícias.

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Para financiar as ações, o texto destina 30% da arrecadação líquida das “bets” e 10% da sobra financeira (superávit) anual do Fundo Social do pré-sal para a segurança pública, com transição gradual entre 2027 e 2029.

Trânsito

Também estão na pauta dois projetos que alteram o Código de Trânsito Brasileiro. O primeiro aumenta as penas para quem causar morte ou lesão grave ao dirigir sob efeito de álcool ou drogas.

O PL 4.668/2020, do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), tem parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) e facilita a prisão preventiva nesses casos.

Já o segundo torna obrigatório o teste do bafômetro ou exame clínico para motoristas envolvidos em acidentes ou parados em blitz.

O PL 1.229/2024, do senador Fabiano Contarato (PT-ES), conta com parecer favorável do senador Laércio Oliveira (PP-SE). Como tramita em caráter terminativo na comissão, se for aprovada na CCJ, poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados sem passar pelo Plenário do Senado.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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