POLÍTICA NACIONAL

Prorrogação da CPI do Crime Organizado será discutida nesta terça-feira

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O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), informou nesta terça-feira (7) que se reunirá com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para solicitar a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias, para garantir a continuidade das investigações sobre a atuação de organizações criminosas no país.

O pedido de prorrogação já foi formalizado e depende de despacho da Presidência para publicação. Segundo o requerimento, a CPI investiga a expansão de facções e milícias, além de possíveis conexões com a economia formal, o que exige mais tempo para análise de documentos e coleta de provas.

Durante a 17ª reunião da CPI, que ouviu o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, Alessandro explicou que a reunião desta terça-feira deve definir se haverá prorrogação ou encerramento dos trabalhos na próxima semana.

— Teremos essa reunião hoje, a partir das 14h30, para quem sabe assim termos a prorrogação ou mesmo sabermos se a CPI será encerrada na próxima semana — explicou.

O senador também afirmou que, mesmo sem a ampliação do prazo, o colegiado apresentará relatório final com os resultados das apurações.

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— Se for encerrada na próxima semana será feita com o relatório completo, apresentando os fatos que pudemos apurar — destacou.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) declarou apoio à prorrogação e disse esperar uma decisão favorável da Presidência do Senado.

— Espero que hoje tenhamos uma decisão de bom senso para a prorrogação dos trabalhos — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

CAS discute projeto de fiscalização de políticas sociais do governo federal

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A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) discute nesta terça (25) o projeto que estabelece agosto como o mês em que o Congresso Nacional deve dar atenção especial à análise e à fiscalização das políticas públicas do governo federal na área social.

Entre os convidados para o debate estão dois ministros de Estado. A reunião terá início às 10h.

O projeto (PL 4.035/2023) também cria uma campanha de conscientização, determinando que agosto será o Mês Nacional de Combate à Desigualdade Social e de Enfrentamento à Pobreza.

A proposta foi apresentada em 2023 pelo então deputado federal Guilherme Boulos, que se licenciou do cargo em 2025 para assumir a chefia da Secretaria-Geral da Presidência da República. Ele deve participar do encontro.

O debate, que acontecerá sob a forma de audiência pública interativa, foi solicitado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que é o relator do projeto.

No requerimento que apresentou para solicitar o debate (REQ 84/2026 – CAS), Paim ressalta que “o Brasil permanece entre os países mais desiguais do mundo. Essa realidade não se restringe aos indicadores econômicos: manifesta-se nas profundas diferenças de acesso à saúde, à educação, ao trabalho digno, à moradia, à segurança alimentar, ao saneamento básico e à própria expectativa de vida entre diferentes grupos sociais e territórios”.

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Convidados

Entre os convidados que já confirmaram a participação na audiência estão:

  • o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos;
  • o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias;
  • a diretora de Promoção dos Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Luana Medeiros;
  • a integrante da diretoria do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Adriana Marcolino;
  • a coordenadora da Ação Brasileira de Combate às Desigualdades, Renata Boulos;
  • o coordenador nacional do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Rud Rafael.

A reunião será realizada na sala 3 da ala Alexandre Costa.

Como participar

O evento será interativo: qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania. As mensagens podem ser lidas e respondidas pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como atividade complementar em curso universitário, por exemplo. Pelo Portal e‑Cidadania também é possível opinar sobre projetos e até sugerir novas leis.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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