POLÍTICA NACIONAL

Reforma administrativa: acadêmicos sugerem avaliação de desempenho de servidores

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O grupo de trabalho da Câmara dos Deputados sobre a reforma administrativa reuniu nesta terça-feira (1º), em debate, um grupo de especialistas acadêmicos. Entre outros pontos, eles sugeriram melhorias nos concursos públicos e na capacitação e avaliação de desempenho dos servidores públicos.

Houve críticas aos supersalários nas carreiras jurídicas, assunto que será debatido pelo grupo de trabalho com entidades da magistratura, do Ministério Público e dos Tribunais de Contas em audiência pública nesta tarde, e recomendações para ajustes na quantidade de carreiras em geral e na evolução salarial dentro delas.

O professor Carlos Ari Sundfeld, da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV Direito SP), defendeu mudanças no arcabouço jurídico, com a retirada da Constituição de temas relacionados à gestão pública, que passariam a ser tratados em leis ordinárias, mais passíveis de alteração ao longo do tempo.

“Existe competência para o Congresso Nacional, por meio de lei, impactar toda a administração pública, inclusive no âmbito municipal e estadual? Sim. No ano passado, o Congresso Nacional, pela primeira vez na história do Brasil, aprovou uma lei nacional sobre concursos públicos”, destacou Carlos Ari Sundfeld.

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Terceirização
Para a professora Cláudia Souza Passador, da Universidade de São Paulo (USP), a discussão de uma reforma administrativa exige bom senso, e alguns mitos devem ser deixados de lado, como a ideia de que a terceirização ajudaria no combate à corrupção. “Muitas vezes fragilizar as carreiras é aumentar os riscos”, disse.

“Vocês acham um trabalhador sem carreira, que é precarizado, ele não vai ceder às pressões políticas, que são históricas do processo da administração pública brasileira? O Estado que temos hoje, apesar dos problemas, é a estrutura mínima que mantém o chamado processo civilizatório”, comentou Cláudia Passador.

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Reforma Administrativa: Entidades Representativas dos Servidores Públicos. Dep. Pedro Paulo (PSD - RJ)
Pedro Paulo: grupo não vai trabalhar para reduzir direitos

O grupo de trabalho é coordenado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). Segundo ele, o colegiado produzirá propostas para mudanças na administração pública visando a qualidade dos serviços à população. “O grupo não vai trabalhar para reduzir direitos de servidores, nem tocar no tema da estabilidade”, ressaltou.

O debate desta terça foi presidido pelos deputados Pedro Campos (PSB-PE) e Luiz Carlos Hauly (Pode-PR). “Estamos na expectativa de que o coordenador apresente, na próxima semana, uma versão para discussão”, disse Campos. “Foi uma manhã muito produtiva, com um material farto”, avaliou Hauly.

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Também participaram da audiência pública os professores Rafael Rodrigues Viegas e Nelson Marconi, ambos da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), Humberto Falcão Martins, da Fundação Dom Cabral; Sergio Pinheiro Firpo, do Insper; e Carlos Vainer, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Kajuru defende mudanças na escolha de ministros do STF

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (29), o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) defendeu a reforma do Judiciário e criticou o modelo atual de indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O parlamentar disse que apresentou proposta para ampliar a participação institucional no processo, pois o sistema concentra excessivamente a escolha nas mãos do presidente da República.

— Já me convenci de que o modelo atual institucionalmente pouco acrescenta ao país. Mudá-lo é inevitável, seja de forma pontual, seja no bojo de uma ampla reforma do Judiciário  — afirmou.

O senador apresentou como alternativa a proposta de emenda à Constituição de autoria dele (PEC 39/2025) que propõe a divisão da responsabilidade pelas indicações ao STF entre diferentes atores institucionais. Ele também defendeu critérios como idade mínima e tempo de mandato para os ministros, além de mudanças no funcionamento do sistema judicial, com foco na redução da morosidade, no aumento da eficiência e no fortalecimento da credibilidade institucional.

Para Kajuru, é preciso revisar algumas práticas da Justiça, e a reforma deve ser construída de forma ampla e participativa, com envolvimento de diferentes setores da sociedade e das instituições. O senador citou ainda o número de processos em tramitação no país como um dos principais desafios a serem enfrentados:

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— O Judiciário brasileiro enfrenta um volume gigantesco de processos, com mais de 75 milhões em tramitação, número revelador da urgência de medidas estruturais que reduzam a litigiosidade e aumentem a eficiência do sistema.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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