POLÍTICA NACIONAL

Relator da subcomissão sobre enchentes no RS acredita que recuperação total pode levar dois anos

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O relator da subcomissão da Câmara que acompanhou as ações de recuperação do Rio Grande do Sul após as enchentes, deputado Tadeu Veneri (PT-PR), acredita que podem ser necessários mais dois anos para que a situação se normalize. O deputado informou que os prejuízos são estimados em R$ 89 bilhões e que o governo federal e o Congresso aprovaram créditos para o estado de mais de R$ 50 bilhões até agora. O relatório da subcomissão foi aprovado no final de novembro.

Tadeu Veneri disse que o processo de recuperação tem um ritmo próprio porque não adianta alocar recursos sem planejamento. “Não adianta colocar, para recuperar uma rodovia, 40 máquinas simultaneamente, porque elas não têm nem como operar”, afirmou.

O deputado também citou a dificuldade de recuperação de pastagens e terras direcionadas à agricultura caso as chuvas voltem a se tornar um problema. Ele lembrou que o setor leiteiro, por exemplo, já vinha sofrendo uma crise que acabou se agravando.

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Prevenção
Como recomendações do seu relatório, Tadeu Veneri citou a prevenção. “A melhor solução para que nós não tenhamos isso agora, enquanto não estamos com chuvas intensas ainda, não chegamos no período das chuvas, é fazer as prevenções. Nós tivemos um problema em Porto Alegre porque as bombas não estavam funcionando, porque não havia macrodrenagem, não tinha sido feita.”

Criada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, a subcomissão concluiu os trabalhos com a presença do presidente, deputado Dr. Frederico (PRD-MG). O relatório final destaca que a subcomissão procurou exercer suas funções com atividades de monitoramento e de levantamento de informações junto à Controladoria-Geral da União (CGU) e à Defensoria Pública.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proposta para regularização de terras ocupadas antes da criação de áreas protegidas

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2548/25, que garante o direito de propriedade para moradores que já ocupavam locais antes de serem transformados em áreas de proteção ambiental (APAs). A proposta assegura a posse da terra para quem ocupava esses locais de boa-fé antes da mudança no regime jurídico da área.

De autoria da deputada Julia Zanatta (PL-SC), o texto altera a Lei 13.465/17, que trata de regularização fundiária. Para ter o direito garantido, as atividades desenvolvidas pelos moradores deverão ser compatíveis com as regras de conservação da unidade. O projeto deixa claro que a medida não se aplicará a unidades de proteção integral, onde a moradia humana é restrita.

O relator, deputado Pezenti (MDB-SC), recomendou a aprovação da medida. “A proposição atende à necessidade de preservação ambiental e ao direito constitucional à propriedade e à moradia, promovendo justiça social e segurança jurídica para milhares de famílias brasileiras”, disse.

Critérios
A regularização dependerá de alguns requisitos:

  • comprovação de ocupação legítima e contínua antes da criação da APA;
  • exercício de posse direta e sem oposição, com destinação residencial, comercial ou produtiva compatível com a legislação ambiental; e
  • inexistência de sentença judicial definitiva determinando a desocupação da área.
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APA da Baleia Franca
O projeto também determina a revisão do plano de manejo da APA da Baleia Franca, em Santa Catarina, criada para proteger a baleia-franca-austral.

Com a revisão, Julia Zanatta pretende estabelecer medidas de compensação ambiental para garantir a sustentabilidade da APA e ainda promover a integração das comunidades locais em sua gestão. O texto também prevê o redesenho do polígono da área.

Próximos passos
Antes da Comissão de Agricultura, o projeto foi rejeitado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano. Agora seguirá para análise das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário da Câmara.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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