POLÍTICA NACIONAL

Senado aprova autorizações de empréstimos para estados e municípios

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O Senado aprovou nesta terça-feira (26), em Plenário, cinco autorizações para empréstimos internacionais a estados e municípios com garantia da União. Os projetos de resolução haviam sido aprovados pela manhã na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e foram votadas com urgência pelo Plenário. Os textos vão à promulgação.

Foram aprovadas as seguintes operações:

  • PRS 33/2025 – Empréstimo do governo do Pará junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no valor de US$ 100 milhões (R$ 543 milhões) para financiar o projeto Educação por Todo o Pará. O projeto busca  ampliar e modernizar escolas, além de aumentar o número de vagas para alunos. O relator foi o senador Jader Barbalho (MDB-PA).
  • PRS 34/2025 – Empréstimo do governo de Sergipe de US$ 53,6 milhões (o equivalente a R$ 287,8 milhões) junto ao Banco Mundial (Bird). Os recursos vão financiar o programa Sergipe Digital, Conectado e Sustentável (Conecta-se), que busca ampliar o acesso à internet, modernizar serviços públicos e incentivar soluções de energia limpa. O relator foi o senador Rogério Carvalho (PT-SE).
  • PRS 35/2025 – Empréstimo de US$ 120 milhões (o equivalente a R$ 651,7 milhões) para o estado de Santa Catarina. Os recursos, emprestados pelo Bird, vão financiar o Programa de Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar (SC Rural 2). O programa prevê apoio a agricultores de comunidades rurais e pesqueiras na adoção de práticas sustentáveis, incentivo a inovações agroalimentares e melhorias em estradas vicinais para facilitar o escoamento da produção. O relator foi o senador Esperidião Amin (PP-SC).
  • PRS 36/2025  – Também para Santa Catarina, o Bird vai emprestar US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão), que serão usados no Programa de Recuperação e Manutenção Segura e Resiliente de Rodovias Estaduais (Estrada Boa). O projeto prevê a revitalização de cerca de 2 mil quilômetros de rodovias e a pavimentação de 360 quilômetros de estradas de terra. O relator também foi o senador Esperidião Amin.
  • PRS 37/2025 – Financiamento de US$ 40 milhões (o que equivale a R$ 217 milhões) para a a cidade de Arapiraca (AL) junto ao Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata). O dinheiro será empregado no Programa Arapiraca para Todos, que prevê obras em ruas e calçadas, construção de ciclovias e moradias de interesse social em bairros vulneráveis, além da reconexão de áreas periféricas ao centro urbano, entre outras ações. O relator foi o senador Fernando Farias (MDB-AL).
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Autorização

De acordo com a Constituição, cabe ao Senado autorizar operações externas de natureza financeira de interesse da União, dos estados, do Distrito Federal, e dos municípios, além de dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Projeto isenta setor agropecuário de corte linear em incentivos tributários

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O Projeto de Lei Complementar (PLP) 34/26, do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), exclui os incentivos tributários do setor agropecuário da redução linear de benefícios fiscais federais prevista na Lei Complementar 224/25. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

A lei instituiu um regime de revisão estrutural de incentivos e benefícios tributários federais, com corte linear e poucas exceções. O projeto busca incluir entre essas exceções os tratamentos tributários relativos a insumos agropecuários e aos créditos presumidos vinculados à cadeia do agro (desde sementes e adubos ao frango, porco, laranja, café, algodão e outros produtos).

Impacto estimado
Segundo Lupion, a redução linear poderia gerar um impacto de aproximadamente R$ 4,3 bilhões apenas em insumos agropecuários – como defensivos, sementes, adubos e fertilizantes – e de R$ 1,5 bilhão na distribuição desses produtos.

Estudos setoriais citados pelo autor apontam ainda efeitos sobre cadeias como: soja e biodiesel (cerca de R$ 500 milhões), aves, ovos e suínos (entre R$ 350 e R$ 400 milhões), lácteos (cerca de R$ 280 milhões) e carne bovina (cerca de R$ 520 milhões).

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Para Lupion, esses números mostram que os incentivos em questão não funcionam como privilégio setorial, mas como mecanismos de neutralidade econômica para evitar a cumulatividade tributária em cadeias produtivas longas e intensivas em insumos.

A aplicação do corte linear sobre insumos agropecuários e créditos presumidos recompõe carga tributária justamente onde o sistema deveria garantir neutralidade de custos, na opinião de Lupion. “A redução linear, aplicada sem distinção entre ‘gasto tributário’ e ‘incentivo de neutralidade produtiva’, termina por internalizar tributo como custo, reforçando cumulatividade econômica e deteriorando a competitividade do agro brasileiro”, argumentou.

O deputado alerta ainda para o risco de repasse inflacionário, especialmente em alimentos e combustíveis, com impacto direto sobre o poder de compra da população.

Próximos passos
Ainda não foram definidas as comissões que analisarão o texto. O Plenário da Câmara aprovou, em maio, regime de urgência para o projeto; com isso, ele pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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