POLÍTICA NACIONAL

Senado aprova Daniella Ortega Menezes para chefiar embaixada na Malásia

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O Plenário do Senado aprovou a indicação de Daniella Ortega de Paiva Menezes para o cargo de embaixadora do Brasil na Malásia e, cumulativamente, em Brunei. A nomeação será efetivada pela Presidência da República, autora da indicação (MSF 17/2025). Foram 43 votos favoráveis e uma abstenção. A relatora foi a senadora Tereza Cristina (PP-MS). 

Ministra de primeira classe da carreira de diplomata, Daniella é bacharel em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre em direito internacional público pela London School of Economics and Political Science. Ela ingressou no Itamaraty em 1996 e alcançou o posto de ministra de primeira classe em 2023. Como diplomata, acumula passagens por diversos países, como Portugal, Inglaterra, Japão, Singapura e Alemanha. 

Sabatina

Em sua sabatina na Comissão de Relações Exteriores (CRE), Daniella afirmou que as relações bilaterais com a Malásia estão em evolução, especialmente após 2022, com a chegada de Anwar Ibrahim ao poder (ele é o atual primeiro-ministro do país). 

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— Por diversas vezes ele expressou interesse genuíno pelo Brasil e tem reiterado que o relacionamento entre os dois países é exemplo do potencial de relações entre países do Sul Global, o que permite iniciativas concretas de cooperação a partir de uma perspectiva mais horizontal e colaborativa — declarou na ocasião. 

Comércio

O comércio entre Brasil e Malásia superou US$ 5,8 bilhões (aproximadamente R$ 32 bilhões) em 2024, com superávit de US$ 2,7 bilhões (quase R$ 15 bilhões) para o Brasil. A pauta de exportações brasileiras é basicamente de minério de ferro, óleo bruto de petróleo, milho e açúcar. A Malásia, por sua vez, vende ao Brasil circuitos integrados, acessórios de borracha e partes e acessórios de máquinas para processamento de dados. 

A diplomata prometeu em sua sabatina atuar na Malásia dando continuidade ao fortalecimento do comércio e do investimento entre as nações e ao melhoramento das relações bilaterais e às agendas ambiental, de transição energética, e de ciência, tecnologia e inovação.

— Brasil e Malásia, como países em desenvolvimento megadiversos, situados em áreas tropicais, possuem interesses semelhantes e convergentes e uma política externa coincidente em temas ambientais e preservação do meio ambiente, o que resulta em posições similares nos foros internacionais especializados — disse Daniella na sabatina.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.

Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.

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Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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