POLÍTICA NACIONAL

Senado fará entrega da Comenda Nise Magalhães da Silveira no dia 7

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O Senado promove na próxima terça-feira (7) uma sessão especial para a entrega da Comenda Nise Magalhães da Silveira. O prêmio reconhece personalidades que contribuíram para o desenvolvimento de técnicas de saúde e condições de tratamento humanizado no Brasil. A cerimônia terá início às 10 horas, no Plenário da Casa.

Esta será a primeira edição da premiação, que terá quatro agraciados, entre eles a própria médica Nise Magalhães da Silveira, homenageada in memoriam. Falecida em 1999, ela se destacou por transformar o tratamento em saúde mental no país ao defender abordagens humanizadas, em oposição a práticas invasivas como o eletrochoque e a lobotomia. Atuando no Rio de Janeiro, Nise implantou experiências pioneiras de terapêutica ocupacional baseadas na expressão artística e no vínculo afetivo com os pacientes. Em 1952, fundou o Museu de Imagens do Inconsciente, referência em estudos sobre arte e saúde mental.

Outro homenageado será o engenheiro Guilherme Thiago de Souza, CEO do Grupo Roboris, que desenvolveu um modelo de capacete para ventilação não invasiva que foi utilizado no enfrentamento da pandemia de covid-19. De acordo com o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que indicou o nome de Guilherme para receber a comenda, essa inovação permitiu a remoção de pacientes em UTI aérea e foi utilizada em sete estados brasileiros, contribuindo para salvar milhares de vidas.

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Também será agraciada a médica Ludhmila Abrahão Hajjar, professora titular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e integrante da equipe do Hospital das Clínicas. A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que a indicou para a comenda, destacou a atuação da médica nas áreas de cardiologia e medicina intensiva, especialmente em cuidados de alta complexidade e na formação de profissionais de saúde.

Sheila Christina Santos Moraes será outra homenageada. Diretora de um centro de atenção psicossocial em Maceió (AL), ela foi indicada pela senadora Dra. Eudócia (PL-AL). A parlamentar ressaltou a atuação de Sheila na promoção do cuidado comunitário em saúde mental no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Criação da Universidade Federal do Xingu segue à Câmara

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A Comissão de Educação e Cultura (CE) aprovou nesta terça-feira (9) a criação da Universidade Federal do Xingu (UFX). Pela proposta, a nova instituição será criada a partir do desmembramento da Universidade Federal do Pará (UFPA), com a transferência do campus de Altamira para a UFX. O município fica a cerca de 800 quilômetros de Belém, capital do estado.

O PLS 359/2017, do ex-senador Paulo Rocha (PA), teve relatório favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) e agora segue para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso para votação no Plenário do Senado.

O campus atenderá aos municípios da Transamazônica situados ao longo do eixo da BR 230 e BR 163, assim como os municípios situados às margens dos rios Xingu, Tapajós e adjacências: Altamira, Anapú, Aveiro, Brasil Novo, Gurupá, Itaituba, Jacareacanga, Medicilândia, Novo Progresso, Pacajá, Placas, Porto de  Moz, Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu — uma população em torno de 430 mil habitantes, em um território de 260 mil Km².

Capital humano

Para o autor, o acesso às universidades no Pará é desafiador, com problemas que envolvem logística, financiamento e respeito à cultura e aos modos de produzir e viver das populações de cada uma de suas regiões. Por isso, segundo ele, é preciso aumentar as oportunidades de ensino superior de qualidade. Favorável ao projeto, Professora Dorinha argumentou que a criação da universidade terá efeitos positivos diretos na expansão da oferta da educação superior, com a formação de capital humano e um efeito em cadeia na própria qualidade do ensino em geral.

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— A implantação de uma instituição autônoma com capacidade em pesquisa e extensão contribui sensivelmente para a transformação da realidade social e econômica do seu entorno, notadamente quando há uma inserção que respeite potencialidades e recursos locais — afirmou Professora Dorinha.

Ao destacar as dimensões territoriais do estado do Pará, o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) reforçou a necessidade de criação de universidades para atender a todas as regiões.

— Uma população de estudantes muito grande, de nível fundamental e básico, que precisa ter a oportunidade da universidade pública e fazer seu curso superior, compatibilizando naturalmente a questão da economia regional, que é muito forte — argumentou o senador.

Emenda

A proposta original previa apenas a autorização para que o Poder Executivo criasse a instituição. A relatora, porém, apresentou emenda para que o projeto criasse diretamente a Universidade Federal do Xingu.

Segundo Professora Dorinha, embora essa redação possa suscitar questionamentos quanto à constitucionalidade, o Senado já adotou entendimento semelhante na criação da Universidade Federal do Delta do Parnaíba, resultante do desmembramento da Universidade Federal do Piauí. O processo ocorreu por meio do PL 5.272/2016, convertido na Lei 13.651, de 2018.

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Dorinha citou, ainda, a experiência da Universidade Federal do Norte do Tocantins para defender o modelo de desmembramento previsto no projeto. Segundo ela, a universidade de origem pode dar suporte à implantação da nova instituição, reduzindo custos e permitindo um processo de transição planejado.

— É uma realidade em que a universidade-mãe dá suporte para o processo de implantação — afirmou.

Na avaliação da parlamentar, a criação da Universidade Federal do Xingu é necessária para ampliar a oferta de ensino superior em uma região que, apesar de seu potencial econômico, ainda é pouco atendida pelo poder público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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