POLÍTICA NACIONAL
Senado lança ‘Guia da Candidata’ para orientar mulheres nas eleições
Publicado em
17 de março de 2026por
Da Redação
O Senado lançou em uma sessão especial nesta terça-feira (17) o Guia da Candidata — publicação que dá diretrizes para as mulheres enfrentarem as barreiras e a violência política de gênero na disputa por cargos eletivos. O lançamento integra a programação do Mês da Mulher da Casa.
O guia reúne dicas práticas sobre pré-candidatura, registro, financiamento, comunicação e segurança digital. Também fornece orientações sobre como evitar candidaturas fictícias, garantir o cumprimento das cotas de recursos, acionar redes de apoio e usar os instrumentos legais para denúncias de irregularidades.
A iniciativa da solenidade foi da procuradora especial da Mulher na Casa, senadora Augusta Brito (PT-CE), que considerou importante o lançamento ocorrer em 2026, por se tratar de um ano eleitoral. Ela frisou que as candidatas lidam com dificuldades maiores de acesso a financiamento, redes de apoio e visibilidade, além de serem alvos mais frequentes de ataques e campanhas de desinformação.
Augusta observou que o guia é destinado a mulheres que desejam representar suas comunidades em câmaras municipais, assembleias legislativas, na Câmara das Deputadas e dos Deputados, no Senado Federal ou em prefeituras. A publicação também é direcionada a lideranças comunitárias, ativistas, jovens, mulheres negras, mulheres trans, indígenas, rurais e de periferia que precisam de orientações objetivas para disputar eleições.
— Ele é igualmente útil para equipes de campanha e lideranças partidárias que desejam apoiar candidaturas femininas de forma responsável, ética e competitiva — explicou a senadora.
Na opinião de Augusta, o Guia da Candidata ajudará a ampliar a informação, a fortalecer a autonomia e apoiar mulheres em todas as etapas do processo. Ao frisar que o documento foi pensado “por e para mulheres”, a senadora considerou a produção um instrumento para dar segurança, informação e autonomia para todas.
— Agradeço especialmente a toda a equipe da Procuradoria da Mulher e todas as profissionais que ajudaram na construção desta cartilha e que sempre fazem acontecer o que planejamos. A política não é neutra, ela ainda é atravessada por inúmeras desigualdades, já que as mulheres enfrentam muito mais dificuldades desde a falta de financiamentos à violência política.
Subnotificação de casos
A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) apontou uma subnotificação de casos de violência contra a mulher ao redor do país. Para ela, ainda é baixo o nível de conscientização sobre a necessidade de se denunciar esses crimes, tanto entre que fazem a magistratura quanto, muitas vezes, dos próprios homens e mulheres.
Ao mencionar a existência de um movimento contra as candidaturas femininas em todo o país, Eliziane disse que ela mesma tem recebido ataques por estar pleiteando sua reeleição ao Senado.
— Eu louvo este momento no Congresso Nacional porque daqui podemos reverberar para todos os cantos do Brasil que nós, mulheres, podemos ocupar o lugar que nós desejarmos.
Na opinião da senadora Leila Barros (PDT-DF), o lançamento do Guia da Candidata pelo Senado tem um significado profundo para a democracia. Ela destacou o alto número de casos de violência contra as mulheres na política, com ataques virtuais e campanhas de desinformação, por exemplo, e considerou a publicação um instrumento de orientação, proteção, além de encorajamento.
Para Leila, cada mulher que decide disputar uma eleição, filiar-se a um partido político ou ocupar um espaço de decisão ajuda a ampliar os horizontes da democracia e serve de inspiração para as futuras gerações.
— Precisamos reconhecer uma verdade que ainda marca o nosso país: a política brasileira continua sendo um espaço profundamente desigual para as mulheres. E a mensagem mais importante desse guia é a de que a política precisa da participação das mulheres, da sensibilidade, da experiência, da liderança, da coragem delas para enfrentar os grandes desafios nacionais.
Tarefa inglória
Dados da União Interparlamentar (UIP) mostram que o Brasil está entre os países com maiores índices de assédio e violência política contra mulheres parlamentares, colocando em risco a plena participação feminina nos espaços de poder. O diagnóstico é reforçado por estudos da ONU Mulheres, que apontam a violência política como uma das principais barreiras para o avanço da representatividade feminina.
Procuradora da Mulher da Câmara, a deputada Coronel Fernanda (PL-MT) avaliou que “ser mulher no Brasil não é tarefa fácil”. Ela falou da covardia observada nos pleitos eleitorais, quando a maioria das mulheres tem a honra atacada e tem seus espaços historicamente cobiçados e ocupados pelos homens.
— Eu vim para a política vendo, a toda hora, os homens querendo ocupar as vagas das mulheres em vários cargos. Recebo queixas como procuradora e 100% das denúncias de violência cometida contra as mulheres que estão em cargos políticos consistem de ataques à honra. Isso sem falar dos ataques promovidos contra aquelas que ocupam cargos administrativos e cargos de confiança ou via concursos públicos.
Presidente do Instituto “E se Fosse Você?”, Manuela D’Ávila ressaltou que os espaços de poder não são pensados para as mulheres. Para ela, o ataque promovido a uma brasileira afeta a todas e deve levar a uma reflexão de toda a sociedade.
Manuela elogiou a criação do Guia da Candidata e do Zap Delas — um canal oficial do Senado Federal via WhatsApp, que pode ser acessado por meio do número (61) 98309-0025.
— A combinação desses dois instrumentos é imensamente relevante porque, num país que mata tantas mulheres, que persegue e ameaça as suas mulheres políticas, criar, fomentar, esclarecer e abrir canais é fundamental.
Representação plural
Para a coordenadora-geral da Secretaria da Mulher da Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES), a representação plural deve estar presente em todas as instâncias. Ela afirmou que o Guia da Candidata ajudará a incentivar, a trazer esclarecimentos e a apontar caminhos para as brasileiras que desejam representar seus segmentos sociais.
— Que nestas eleições tenhamos mais mulheres querendo entrar na política. Estamos em um ano muito importante para termos um olhar suprapartidário e lembrarmos que a representação das mulheres se dá pela ocupação dentro dos partidos políticos. Não podemos deixar nenhuma mulher para trás e precisamos lutar para sermos as primeiras das chapas, as mais votadas e aumentar cada vez mais a nossa representação.
Na opinião da ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, o lançamento do Guia da Candidata pelo Senado representa um passo a mais no fortalecimento da democracia. Ela salientou que as mulheres sempre fizeram política, “seja nas comunidades, nos movimentos, nas associações, escolas, territórios, periferias e em todo o lugar onde a vida real do povo brasileiro acontece todos os dias”.
A ministra pontuou, no entanto, que a democracia só será verdadeira quando acolher de fato a diversidade de todas as brasileiras.
— Um país que quer mais mulheres na política precisa garantir que elas possam disputar cada vaga e permanecer e exercer seus mandatos com dignidade e segurança. A voz de cada uma importa, a sua história e a sua experiência importa. Que este guia circule por todo o Brasil, levando a orientação que nós precisamos neste ano tão importante, de decisão eleitoral.
A secretária-executiva do Ministério das Mulheres, Eutália Barbosa Rodrigues Naves, disse que todo o país deve se unir na luta pela igualdade da ocupação feminina dos espaços de poder. Ela lamentou o alto número de casos de tentativas de intimidação, ataques e constrangimentos enfrentadas pelas mulheres que decidem participar da vida pública.
Eutália considerou o Guia da Candidata uma iniciativa relevante para a democracia, “que ajudará no caminho por mais integração feminina na política”.
— A democracia só se realiza plenamente quando é capaz de representar a diversidade da sociedade. No Brasil, isso significa reconhecer um dado fundamental: as mulheres são a maioria do povo brasileiro e do eleitorado. Mas as barreiras são preocupantes, especialmente em relação à violência política de gênero, que precisamos nos empenhar para combater.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova proibição de leilão e penhora de espaços culturais tombados
Published
1 dia agoon
12 de junho de 2026By
Da Redação
A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 66/2026, do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que proíbe a penhora, o leilão e outras formas de expropriação de imóveis indispensáveis à preservação de bens tombados ou de patrimônios culturais imateriais reconhecidos pelo poder público.
A vedação vale sempre que o ato puder:
- comprometer a continuidade, a integridade ou a autenticidade do bem cultural;
- alterar o uso do espaço de forma incompatível com sua função cultural; e
- descaracterizar social, simbólica, econômica ou funcionalmente a prática protegida.
A regra vale para execuções fiscais, trabalhistas, cíveis ou administrativas, contra entes públicos ou privados. O projeto busca proteger o chamado “espaço cultural essencial”, o imóvel público ou privado com função indispensável para a manutenção desses bens tombados.
Se já houver processo judicial ou administrativo de penhora ou leilão sobre um desses bens, o juiz ou a autoridade competente é obrigado a suspender a ação de forma imediata.
A medida pode ser determinada de ofício ou a pedido do Ministério Público, do órgão de proteção ao patrimônio cultural ou de entidade representativa da comunidade envolvida.
A suspensão não impede a apuração da dívida. O projeto determina que sejam priorizadas soluções alternativas, como negociação, parcelamento ou compensação. Qualquer decisão que afaste a suspensão deverá ser expressamente fundamentada, sob pena de nulidade.
Exceções
O projeto admite exceções à proibição, porém somente se forem cumpridos cumulativamente os seguintes requisitos:
- parecer técnico favorável do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ou de órgão cultural competente;
- estudo de impacto cultural, social e econômico, com participação da comunidade;
- autorização expressa do Poder Legislativo correspondente — Congresso Nacional, Assembleia Legislativa, Câmara Legislativa ou Câmara Municipal —, conforme o nível de reconhecimento do bem.
O estudo de impacto cultural deverá avaliar a historicidade da prática, os vínculos sociais e identitários com o espaço, a possibilidade real de continuidade em outro local e os impactos sobre trabalho e renda. A ausência de qualquer requisito torna o ato nulo.
Alternativas à expropriação
O poder público deverá priorizar saídas que preservem o espaço cultural, como a renegociação de dívidas, a transferência da gestão do imóvel para associações ou cooperativas da comunidade e a celebração de convênios ou parcerias voltadas à sustentabilidade do bem protegido.
Lindbergh Farias citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro — sede do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, reconhecido por lei federal como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil —, como exemplo do problema que o projeto busca resolver.

Para a relatora, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) o projeto assegura, na prática, a continuidade das manifestações culturais. “A eventual alienação ou descaracterização desses espaços não representa apenas uma mudança de titularidade patrimonial, mas pode implicar a ruptura de vínculos históricos, sociais e simbólicos que sustentam determinadas práticas culturais”, disse.
Sâmia Bomfim afirmou que as alternativas propostas pelo projeto, como a renegociação de dívidas, a gestão compartilhada e a celebração de parcerias, oferecem uma perspectiva equilibrada entre a proteção do patrimônio cultural e a viabilidade econômica dos espaços envolvidos, buscando o diálogo e o consenso.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
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