POLÍTICA NACIONAL

Senado lança série de TV sobre papel da instituição na democracia brasileira

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O primeiro episódio da série documental Senado, a história que transformou o Brasil foi exibido nessa quarta-feira (13), no Auditório Antonio Carlos Magalhães, do Senado Federal. Produzida em parceria entre a TV Senado e TV Cultura, a série faz parte das comemorações dos 200 anos do Senado e aborda o papel da Casa na democracia, na formação das leis, com foco também na participação popular e nos impactos do trabalho da instituição na sociedade.

Com roteiro e direção de Luiz Bolognesi, codireção de Laís Bodanzky e apresentação de Larissa Luz, a série revela como o Senado influenciou diretamente a vida dos brasileiros, desde a abolição da escravidão até a defesa de políticas inclusivas e de proteção social. O episódio de estreia contou com a participação de autoridades e da comunidade do Senado, incluindo servidores, colaboradores, estagiários e menores aprendizes.

— Nossa intenção é dar a oportunidade para que as pessoas possam sentir, viver e conhecer o que é o Senado da República — afirmou senador Rogério Carvalho (PT-SE), primeiro-secretário e presidente da Comissão Curadora dos 200 anos do Senado.

Dividida em sete episódios, a série também aborda temas como as leis votadas na Casa e que hoje trazem garantias à população. Para Paula Cavalcanti, diretora de produção da TV Cultura, a série enriquece a democracia brasileira ao conectar o passado e o presente, relembrando momentos decisivos na história do país.

A diretora da Secretaria de Comunicação (Secom), Érica Ceolin, reforçou que a produção também tem papel didático, com potencial de levar mais conhecimento para escolas, universidades e cidadãos que desejam conhecer a trajetória do Senado e os reflexos à população brasileira.

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— Trata-se também de uma conquista em direção ao aprimoramento da TV Senado na oferta de programação cultural, cumprindo uma exigência constitucional de oferecer este tipo de conteúdo. Inovamos na forma de mostrar o Senado à sociedade — afirmou Érica Ceolin.

A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, também celebrou a estreia e a oportunidade de divulgar as conquistas e as histórias que fazem parte da existência do Senado.

— É necessário que produtos assim estejam à disposição da população para que possamos nos sentir brasileiros em nosso próprio país — destacou.

Estreia especial

A série documental Senado, a história que transformou o Brasil estreia no Dia da Proclamação da República, em 15 de novembro, com exibições na TV Senado às 21h e na TV Cultura às 22h.

A série mergulha na trajetória do Senado Federal e nas mudanças que moldaram o país, com novos episódios transmitidos toda semana: às sextas e sábados, às 21h, na TV Senado, e às quartas-feiras, às 22h, na TV Cultura.

Conteúdo

Senado, a História que Transformou o Brasil é dividida em sete eixos temáticos que têm sua evolução apresentada em cada episódio:

  • A relação entre Senado e a representação popular e a história dos 18 fechamentos do Legislativo
  • A questão racial, desde o estatuto da escravidão até o Estatuto da Igualdade Racial e a lei de cotas
  • A busca de igualdade entre gêneros e o enfrentamento à violência contra as mulheres
  • A legislação em favor de uma educação universal, gratuita e de qualidade
  • A história da regulação das relações de trabalho
  • A história da regulação das questões ambientais e climáticas
  • A história da proteção à infância e adolescência e os desafios para o futuro.
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Além dessa visão ampla e panorâmica, a série responde a perguntas básicas, tais como:

  • Como funciona o Senado?
  • O que fazem os senadores?
  • Como os embates de diferentes interesses são e foram resolvidos desde a independência do Brasil em 1822?
  • Como as disputas e conflitos viram leis?

Confira aqui o teaser da série documental Senado, a História que Transformou o Brasil.

SERVIÇO

Evento: Lançamento da série documental Senado, a História que Transformou o Brasil
Data e horário: 13/11, às 18h
Local:
Auditório Antonio Carlos Magalhães
Edifício do Interlegis, Via N2, térreo – Senado Federal

FICHA TÉCNICA

Direção: Luiz Bolognesi 
Codireção: Laís Bodanzky
Apresentação: Larissa Luz
Duração: 7 episódios de 52 min
Exibição: Estreia do primeiro episódio no dia 15/11 na TV Senado, TV Cultura e Cultura Play, com exibição dos demais episódios até o dia 18/12. Confira as datas e horários de exibição
 

TV Senado

TV Cultura

Estreia 15/11, 21h 15/11, 22h
Episódio 1 15 e 16/11, 21h 20/11, 22h
Episódio 2 22-23/11, 21h 27/11, 22h
Episódio 3 29-30/11, 21h 04/12, 22h
Episódio 4 6-7/12, 21h 11/12, 22h
Episódio 5 13-14/12, 21h 18/12, 22h
Episódio 6 20-21/12, 21h 25/12, 22h
Episódio 7 27-28/12, 21h 01/01/2025, 22h
                 
 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Discussão sobre fim da escala de trabalho 6×1 continua em agosto

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O fim da chamada escala 6×1, com seis dias de trabalho e um de folga por semana, seguirá em discussão no Senado em agosto, após o recesso parlamentar. A expectativa de alguns senadores é de que a PEC 221/2019 seja votada após a volta dos trabalhos.

Além de acabar coma escala 6×1, a proposta reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários.

O texto chegou ao Senado no fim de maio, após aprovação na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, determinou que a proposta passasse pelas comissões.

O presidente do Senado tem se reunido com os setores interessados no tema para discutir a proposta. No início de julho, a reunião foi com as centrais sindicais, que defenderam o avanço na análise do texto. Antes, em maio, ele já havia recebido integrantes dos empregadores, que defenderam a votação da proposta somente após as eleições.

Agosto

Em entrevista na segunda-feira (13), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou que o fim da escala 6×1 é “prioridade absoluta” para o governo e que continuará trabalhando para que a votação ocorra assim que possível.

—  Mesmo no período das eleições, o Senado vai funcionar em esforços concentrados e remotamente. Não impede que possamos ainda votar a PEC do fim da escala 6×1 em agosto. Nós vamos, ainda, insistir em avançar sobre essa proposta de emenda à Constituição ainda nesse período.

As semanas de esforço concentrado serão entre 10 e 14 de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro, e devem coincidir com os esforços concentrados na Câmara, conforme anunciado por Davi Alcolumbre na quarta-feira (15).

— O calendário é exatamente o mesmo que será adotado pela Câmara dos Deputados, permitindo que o Congresso Nacional funcione em plenitude e de modo eficiente e harmônico — informou Davi.

Defesa

Em pronunciamentos recentes, o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos principais defensores da proposta, disse ter esperança de que a votação ocorra em agosto. Para ele, o debate sobre a redução da jornada não “pertence” ao governo, à oposição e nem aos partidos políticos, e sim ao povo.

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— Tenho muita esperança de que a PEC vai ser votada no mês de agosto, porque, com certeza, o trabalhador brasileiro sabe que não vai nadar, nadar e morrer na beira da praia. Espero que esta Casa compreenda a dimensão histórica dessa decisão — defendeu.

Para Paim, o fim da escala 6×1 fará a produtividade do trabalhador brasileiro aumentar, ao invés de diminuir. Ele argumentou que países com jornadas menores apresentam índices mais elevados de produtividade por hora trabalhada.

Também em defesa do avanço na análise da PEC, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) comparou a jornada dos trabalhadores à dos parlamentares. Ele lembrou que o período de campanha eleitoral começa em agosto e disse que o eleitor precisa cobrar seus representantes.

— Muitos que vão aí pedir voto para você não querem votar o fim da escala 6×1, querem fazer você trabalhar igual a um condenado no 6×1, e nós aqui trabalhando, durante este ano de 2026, o que não vai dar nem um mês de trabalho, do jeito que está aí — criticou.

Eleições

Outros senadores demonstram preocupação com os efeitos da PEC e defendem que a votação fique para depois das eleições. Em sessão temática no início de julho, o líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), defendeu o amadurecimento do debate e a discussão do tema fora do período eleitoral. 

— Não é proibido, não é interditado discutirmos jornada de trabalho. Pelo contrário, é uma discussão que tem que acontecer. Mas por que agora? Por que neste momento? — questionou o senador.

No mesmo debate, o senador Jayme Campos (União-MT) afirmou que votará a favor da PEC, mas defendeu que o debate seja feito com serenidade e que todos os setores sejam ouvidos para que a solução seja equilibrada.

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— Estamos falando da vida de milhões de brasileiros, de tempo dedicado à família, ao descanso, à qualificação profissional e, ao mesmo tempo, da competitividade das empresas e da capacidade de gerar empregos. É justamente por isso que este debate exige serenidade, responsabilidade e diálogo — ponderou.

Outras propostas

Também na sessão temática, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) criticou a falta de estudos de impacto econômico e social da medida durante a análise na Câmara e afirmou que a PEC vai ter consequências negativas na economia.  Ele defendeu a aprovação de outra proposta em análise no Senado.

— Defendemos a PEC 12/2026, que permite ao trabalhador negociar uma jornada flexível de acordo com as suas necessidades. Direitos como férias, décimo terceiro e FGTS seguirão de forma proporcional à jornada acordada — garantiu.

A proposta foi apresentada pelo senador Rogerio Marinho logo após a chegada da PEC 221 ao Senado. Pela proposta, seria possível escolher entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. A PEC deixa claro que o contrato individual prevalece sobre possíveis acordos coletivos. Benefícios como FGTS, férias e 13º salário também seriam proporcionais às horas trabalhadas.

Na Câmara, a PEC 221 era analisada junto com outra proposta, a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que previa uma carga máxima de 36 horas em quatro dias de trabalho. O texto foi arquivado.

Outro projeto, o PL 1.838/2026, foi apresentado em abril pelo Executivo. Ele define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho e garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas. Após a aprovação da PEC 221, o governo retirou o pedido de urgência para o projeto, que segue em análise na Câmara.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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