POLÍTICA NACIONAL

Senado lança versão em braile do Guia Prático da Lei Maria da Penha

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A Procuradoria Especial da Mulher lançou nesta terça-feira (10) a versão em braile do Guia Prático da Lei Maria da Penha. A cartilha foi lançada originalmente em 2015, com o objetivo de difundir conhecimento sobre as inovações Lei Maria da Penha, de 2006. A versão em braile visa garantir acessibilidade e inclusão para mulheres com deficiência visual no enfrentamento à violência.

O lançamento encerra a campanha de 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

— Lançamos o guia para reforçar a conscientização, as políticas públicas inclusivas e o acesso às ferramentas para acesso justo e igualitário. A luta pelo direito das mulheres e contra a violência de gênero é um chamado para toda a sociedade. A mudança que buscamos começa em cada um de nós — afirmou a senadora Zenaide Maia (PSD-RN), titular da Procuradoria.

A cerimônia contou com a presença da ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo. Ela lembrou que a luta pelos direitos das mulheres passa pela construção de uma sociedade mais justa.

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— Nossa luta por memória, igualdade, liberdade e justiça é e continuará sendo o lema de todas as brasileiras que sabem o que é seu: o direito à vida, à liberdade de escolhas e a um mundo livre do machismo, da misoginia, do sexismo e da brutalidade do feminicídio — reforçou.

A senadora Teresa Leitão (PT-PE) também destacou a importância da iniciativa e o papel do enfrentamento ao feminicídio no Brasil.

— Não é justo que uma mulher seja violentada e chegue a ser assassinada pelo fato de ser mulher. Quanto mais políticas nessa direção tivermos, mais estaremos usando nossa prerrogativa de legisladoras e dando voz a outras mulheres — enfatizou.

Para a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), a cerimônia simbolizou um marco para a bancada feminina. Ela celebrou o esforço conjunto da Procuradoria da Mulher e das suas instituições parceiras.

— Quero parabenizar a Procuradoria e os parceiros envolvidos com o material do Guia Prático da Lei Maria da Penha em braile, que amplia a inclusão de mulheres com deficiência visual — declarou.

A procuradora da Mulher da Câmara dos Deputados, deputada Soraya Santos (PL-RJ), também participou do evento. Estiveram presentes também representantes do CNJ, do Ministério das Mulheres, do Tribunal de Justiça da Bahia e do Ministério Público.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Lei fortalece seguro rural e fundo para catástrofes que atinjam a produção

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O apoio financeiro do poder público às empresas de seguro rural passa a ser despesa obrigatória e livre do contingenciamento, entre outras medidas de incentivo ao setor. É o que determina a Lei 15.526, sancionada com vetos nesta terça-feira (29) e publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (30).

A norma busca tirar do papel o chamado “Fundo Catástrofe”, criado em 2010 para socorrer as seguradoras do setor em casos extraordinários de prejuízo às colheitas, mas até hoje inoperante.

O texto teve origem no Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, apresentado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS). Para ela, a lei dá mais estabilidade para as atividades no campo.

“Um seguro rural mais eficiente ajuda a enfrentar as adversidades, preservar a produção e garantir a continuidade do abastecimento. Quando protegemos quem produz, protegemos também a segurança alimentar de todos os brasileiros”, afirmou a senadora em publicação nas redes sociais nesta quarta.

No Senado, o projeto foi aprovado em 3 de setembro, sob relatoria do senador Jaime Bagattoli (PL-RO), que manteve a maior parte do substitutivo (versão alternativa) dos deputados.

Seguro mais barato

Segundo o texto, as subvenções econômicas concedidas a cada ano serão “limitadas ao montante previsto no projeto de lei orçamentária anual encaminhado pelo Poder Executivo federal ao Congresso Nacional”. 

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Deverá haver articulação com estados e municípios para que estes complementem o auxílio às seguradoras, para baratear o seguro. Em nível federal, o apoio ocorre por meio do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Fundo Catástrofe

Ao apresentar o projeto, Tereza Cristina apontou que o Fundo Catástrofe, criado pela Lei Complementar 137, de 2010, não prosperou por falta de regulamentação e de aportes contínuos de recursos. A nova norma permite que o Executivo designe provisoriamente uma instituição existente para organizar o fundo. Além disso, prevê:

  • o fim do limite da contribuição da União ao fundo. Antes, o limite era de R$ 2 bilhões na adesão ao fundo, e R$ 4 bilhões em títulos públicos;
  • o incentivo do investimento de sociedades seguradoras com cotista, que será requisito para obter a subvenção econômica do PSR;
  • contribuição da União por meio de ações de empresas ou imóveis.

O fundo poderá diluir os riscos para empresas resseguradoras ou para o mercado financeiro, por meio de Letra de Risco de Seguros (LRS).

Vetos

O governo federal barrou trecho que explicitava que o setor seria isento de “todos os tributos federais incidentes, direta ou indiretamente, sobre o seguro rural”. Para o Poder Executivo, a medida diminuiria a arrecadação federal sem obedecer a legislação fiscal, que exige estudo do impacto orçamentário e medidas de compensação.

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Conforme o rito legislativo, os parlamentares ainda deverão decidir se derrubam ou mantêm o veto.

Empréstimos

Os produtores que possuem seguro rural terão prioridade nas linhas de crédito criadas pelo governo para prorrogar ou renegociar dívidas. Agora o poder público poderá exigir a contratação de seguro rural como condição para acesso ao crédito de custeio agropecuário. A exigência era proibida pela Lei 10.823, de 2003 (Lei do Seguro Rural).

Para o relator Bagattoli, os tomadores de empréstimo terão mais segurança para usar o contrato de seguro como garantia de que honrarão as parcelas. O banco ainda poderá exigir as indenizações da seguradora, caso ocorra um sinistro, como a perda da lavoura. Isso poderá diminuir os juros dos financiamentos e torná-los mais acessíveis, na avaliação do senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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