POLÍTICA NACIONAL

Zenaide Maia cobra votação de PEC que limita juros de cartões de crédito

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A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) usou a tribuna do Senado nesta quarta-feira (23) para cobrar a inclusão na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 79/2019, que estabelece teto para os juros cobrados em cartões de crédito, cheques especiais e outras modalidades. Assinada por mais de 30 senadores, a proposta fixa como limite o equivalente a três vezes a taxa Selic. Zenaide criticou a omissão do Congresso diante da realidade enfrentada por milhões de brasileiros endividados com juros abusivos.

— Nós podemos, sim, tirar essa foice apontada para o pescoço de cada mulher e cada homem deste país. Com juros de 400% ao ano, gente! Isso é um acinte à sociedade brasileira — afirmou.

A parlamentar reiterou que a proposta não fere a autonomia do Banco Central, já que mantém a vinculação à taxa básica de juros estabelecida pela autoridade monetária.

A senadora também denunciou a concentração de recursos do Orçamento da União no pagamento de juros e encargos da dívida pública, o que, segundo ela, compromete investimentos em áreas essenciais como saúde e educação. Zenaide alertou ainda para os chamados depósitos compromissados, instrumento pelo qual o Banco Central remunera os bancos pelas sobras de caixa, que, segundo dados da própria instituição, somam R$ 1,7 trilhão.

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Ao pedir engajamento dos colegas e da sociedade civil, especialmente do setor produtivo, Zenaide destacou a urgência de se conter os lucros excessivos do sistema financeiro e promover justiça econômica. Ela também reforçou que continuará pressionando pela votação da PEC.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Oriovisto critica PEC que põe fim à escala 6×1 e defende debate no Senado

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O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) defendeu, em pronunciamento na quarta-feira (17), que o Senado Federal analise a proposta de emenda à Constituição que trata do fim da chamada escala 6×1 (seis dias de trabalho semanais para um de descanso). O parlamentar avaliou que a PEC 221/2019 pode ter impactos relevantes sobre as contas públicas e diferentes categorias profissionais  e destacou preocupações relacionadas ao impacto fiscal de mudanças no regime de trabalho. Segundo ele, o tema deve ser debatido com atenção pelo Senado.

— O impacto fiscal disso é enorme, a bomba fiscal que essas coisas representam são imensas, e votar essas coisas em período pré-eleitoral é uma loucura. As pessoas não estão fazendo contato com a realidade fiscal deste país. A escala 6×1 é a maior de todas as bombas fiscais que nós podemos aprovar  — declarou. 

Oriovisto também citou o setor agropecuário, especialmente atividades contínuas como granjas e criação de animais, para ilustrar possíveis efeitos de mudanças na jornada de trabalho. Segundo ele, esses segmentos já funcionam organizados conforme a escala atual. O senador afirmou ainda que alterações na escala poderiam impactar o custo de produção e o mercado de trabalho informal, com possíveis reflexos em diferentes setores da economia.

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— Se toda uma economia que está estruturada numa escala 6×1 mudar do dia para noite para uma escala 5×2, ela se desestrutura. Os países do Mercosul, vizinhos nossos, que passaram para essa escala fizeram a transição em oito anos, e queremos fazer em um mês ou dois. É uma coisa inviável —  afirmou. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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