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40 anos da Comarca de Sinop marcam trajetória de fortalecimento do Judiciário

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Card institucional do TJMT celebra os 40 anos da Comarca de Sinop, a serem comemorados em 13 de setembro de 2025, com o lema “Cidadania e Inclusão em Ação”, destacando justiça e participação social.O dia 13 de setembro de 1985 ficou marcado na história de Sinop. Naquele tempo, a cidade ainda dava os primeiros passos como município recém-criado e, junto com ela, nascia a Comarca de Sinop, instituída pela Lei nº 4.716/1984. Hoje, quatro décadas depois, a Comarca celebra seus 40 anos com a maturidade de quem cresceu lado a lado com a comunidade, enfrentando desafios, guardando memórias e construindo uma trajetória marcada pelo comprometimento com a Justiça.

Atualmente, a Comarca conta com 13 Varas, um Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), um Ponto de Inclusão Digital (PID), 13 magistrados e 132 servidores, sendo 90 efetivos e 42 comissionados. A Comarca também atende o município de Santa Carmem. São aproximadamente 70 mil processos em tramitação, números que revelam a dimensão do trabalho desenvolvido. Mas, para além das estatísticas, o que mais se destaca é a história de vida de quem construiu essa instituição, um Judiciário que se fez forte em meio às dificuldades e que se tornou referência no interior do estado.

Justiça cresceu junto com a cidade

A juíza diretora da Comarca, Melissa de Lima Araújo, lembra que o crescimento do Judiciário acompanha o da própria cidade, consolidando-se como essencial à sociedade sinopense.

“É com imensa honra que celebramos, neste ano, os 40 anos da Comarca de Sinop. Esta é uma data que nos convida à reflexão e ao conhecimento do papel fundamental do Poder Judiciário na vida da comunidade sinopense, reafirmando nosso compromisso com a Justiça, a cidadania e a dignidade humana”, diz.

A magistrada reforça que a Comarca não foi apenas espaço de processos e decisões, mas também de vidas que se entrelaçaram ao longo do tempo. “Ao longo dessas quatro décadas, muitos magistrados, servidores e colaboradores passaram por esta Comarca, cada um deixando sua contribuição, seu esforço e sua dedicação. A eles rendemos nossa mais profunda gratidão”.

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Entre os magistrados que já atuaram em Sinop, está o atual presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, que foi juiz da Comarca e, assim como os demais, ajudou a escrever essa história.

“Naquela época, tudo era mais difícil”, lembra oficial de Justiça

Se hoje a Comarca conta com a tecnologia e estrutura moderna, no início a realidade era bem diferente. O oficial de justiça Ricardo Barsand Pinheiro, que ingressou no Judiciário quando Sinop ainda era ligada a outras localidades, revive com alegria as memórias de uma época marcada pelo improviso e pela união.

“Naquela época tudo era mais difícil. Não tinha estrada, às vezes uma diligência levava mais de 24 horas para ir e voltar. Era tanto buraco que o carro não aguentava, a gente andava mais de moto. Mas, mesmo com sacrifício, era uma época boa. Os juízes que passaram por aqui eram como da família. Tenho muita saudade daquele tempo”, recorda.

Ricardo lembra com carinho de magistrados que passaram pela unidade, como o hoje desembargador José Zuquim, e outros nomes que marcaram presença em Sinop, deixando não apenas decisões judiciais, mas também laços de amizade.

Do “livro negro” ao processo eletrônico

Foto horizontal colorida da juíza Melissa. Ela é uma mulher branca, de cabelos ruivos, lisos e compridos. Usa camisa de botão branca e blaser azul claroOutro retrato vivo das mudanças é trazido pela servidora Célia Terezinha Gomes de Amorim, que ingressou em 1993. Ela recorda como era a rotina antes da informatização, em um Judiciário que se apoiava na força da equipe e em métodos totalmente manuais.

“O Judiciário da Comarca de Sinop era outro mundo. Não tinha computador, a gente trabalhava na máquina de datilografia. Existiam as caixas de madeira com fichinhas e o famoso ‘livro negro’, onde se anotava tudo à mão. Era difícil, mas a gente dava conta”, lembra.

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Mesmo com as limitações, Célia ressalta que havia um espírito de união que marcou aquela geração.

“Nós éramos muito unidos, parecia mesmo uma família. Hoje, claro, a tecnologia veio para facilitar e não dá nem para comparar. Melhorou demais. Mas aquele tempo deixou marcas boas demais. Até hoje, um grupo de servidoras daquela época mantém a amizade viva, com encontros e viagens. Foram tempos de luta, mas também de amizade verdadeira”.

Um futuro de modernização e solidariedade

Para a juíza-diretora Melissa de Lima Araújo, os 40 anos da Comarca não representam apenas um olhar para o passado, mas também um compromisso com o futuro. Um novo espaço físico está em fase de conclusão e deve oferecer mais acessibilidade, modernidade e conforto à população.

Além disso, a comemoração deste ano foi marcada por uma ação social em benefício do Lar Madre Vanini, reforçando o lado humano e solidário do Judiciário.

“Um gesto simples, mas que traduz o sentido maior da nossa missão, que é o de servir às pessoas e promover inclusão e dignidade”, resume Melissa.

A trajetória da Comarca de Sinop é marcada por números e conquistas institucionais, mas, acima de tudo, é feita por pessoas. Servidores que enfrentaram estradas de terra, juízes que se tornaram amigos da comunidade, equipes que trabalharam de madrugada para dar conta da demanda, cidadãos que encontraram na Justiça um caminho para assegurar seus direitos.

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Congresso reúne magistrados e especialistas para discutir transformações nas relações familiares

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Visão geral de um auditório lotado com pessoas de pé. No palco iluminado, autoridades perfiladas diante de um grande painel com a bandeira do Brasil. Um tapete vermelho cruza o corredor central.Começou na quarta-feira (24) o Congresso IBDFAM Mato Grosso – “Entre a terra, os laços e os algoritmos: o futuro do Direito das Famílias e Sucessões”. Com programação até sexta-feira (26), o evento reúne especialistas de diversas áreas para debater os impactos sociais, jurídicos e tecnológicos nas relações familiares atuais.

Realizado com apoio do Poder Judiciário de Mato Grosso, o congresso acontece no auditório do Fórum de Cuiabá. Estão em debate temas como “As transformações das famílias e suas contratualizações”, “Instrumentos de planejamento sucessório no agronegócio”, “Luto e litigância: como fica a criança”, “Namoro qualificado e união estável – a instrumentalização”, entre outros.

O Congresso IBDFAM é considerado um dos principais eventos da área no estado e conta com a participação de magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), profissionais do Direito, acadêmicos e especialistas para debater temas atuais relacionados às famílias, sucessões e aos impactos das novas tecnologias nas relações humanas.

Mulher de óculos e camisa branca fala ao microfone em um púlpito com o logotipo do Congresso IBDFAM Mato Grosso. Ao lado, uma intérprete de Libras e, ao fundo, as bandeiras do Brasil e do estado.Representando o presidente do TJMT, José Zuquim Nogueira, a juíza auxiliar da Presidência, Christiane da Costa Marques destacou que o evento preenche uma lacuna de muitos anos sem um encontro dessa magnitude no estado. Para ela, esses encontros ajudam a preparar e melhorar todo o sistema de justiça para o atendimento das demandas da sociedade.

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“Precisamos estar preparados para acolher o cidadão, pois ninguém vai ao fórum se não para resolver alguma situação que está o ferindo. Saliento sempre que o ideal é que a gente consiga fazer com que as pessoas deixem a nossa presença melhor do que elas chegaram, menos sofridas. Por isso, é importante a participação efetiva de todos do sistema de justiça”, disse a magistrada.

Mulher de cabelo preso e blazer floral brilhante concede entrevista, falando ao microfone da TV Jus. Ao fundo, um painel do IBDFAM Mato Grosso com o tema do evento sobre o Direito das Famílias.A presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) de Mato Grosso, Emanouelly Costa Nadaf, destacou que há cerca de 11 anos não era realizado um congresso de direitos de família e sucessões no estado. Nesse contexto, ela enfatizou que o apoio do TJMT foi fundamental para que o projeto saísse do papel.

“O Judiciário de Mato Grosso realmente abraçou essa causa, enxergando a grandiosidade e o quanto este evento vai ser transformador para todos que atuam nessa área. Então, só temos a agradecer, porque sem o TJMT não teríamos a possibilidade de construir esse ambiente para debater temas tão necessários e urgentes”, afirmou Emanouelly.

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Uma das palestrantes do congresso é a juíza Angela Regina Gama da Silveira Gutierres Gimenez, titular da 1ª Vara Especializada da Família e Sucessões de Cuiabá. A magistrada abordará o tema “Namoro qualificado e união estável – a instrumentalização”. Para a juíza, eventos como este qualificam os magistrados e geram impactos positivos no atendimento da população.

“Quanto mais preparados estejam todos os operadores da rede judicial, maior será o impacto na comunidade em geral. Isso nos fortalece e abre as nossas visões para as múltiplas realidades. Nós desejamos e estamos trabalhando para esse aprimoramento da justiça e de todo o circuito judicial para que a nossa população seja atendida cada vez mais com eficiência”, argumentou.

Também estavam presentes na solenidade de abertura a diretora do Foro da Comarca de Cuiabá, juíza Hanae Yamamura de Oliveira, o juiz Jamilson Haddad Campos, que é vice-presidente do IBDFAM de Mato Grosso, magistrados e magistradas do Poder Judiciário de Mato Grosso.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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