Tribunal de Justiça de MT

Estudantes são premiados no concurso “A Escola Ensina, a Mulher Agradece” em Rondonópolis

Publicado em

Uma foto de grupo em um palco, com mais de 30 pessoas, incluindo adultos e cerca de 18 crianças e adolescentes. As crianças estão segurando certificados e medalhas, sentadas ou em pé na frente, indicando uma premiaçãoOs primeiros vencedores do concurso cultural “A Escola Ensina, a Mulher Agradece” foram premiados na tarde desta segunda-feira (24 de novembro), durante cerimônia realizada no Fórum da Comarca de Rondonópolis. O evento celebrou o talento, a criatividade e a sensibilidade dos alunos da rede pública na produção de trabalhos voltados à conscientização sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher.

O projeto é realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e municípios. O concurso busca fortalecer o protagonismo dos estudantes e envolver a comunidade escolar na prevenção à violência contra a mulher.

Participaram desta edição os estudantes da Escola Municipal Rosalino Antônio da Silva, que inscreveram trabalhos nas categorias redação, poesia, música (letra e melodia) e vídeo (roteiro e produção artística). As criações apresentadas revelaram maturidade, responsabilidade social e compreensão do papel transformador da educação.

Os alunos vencedores receberam medalhas e certificados simbólicos. Eles também avançam para a próxima fase da competição, concorrendo com estudantes de Cuiabá e Sinop. Os melhores trabalhos seguirão para a etapa estadual, que será realizada no dia 10 de dezembro, na sede do Tribunal de Justiça.

Para muitos alunos, participar do concurso significou mais do que desenvolver um trabalho artístico, foi um processo de aprendizado e reflexão. A vencedora da categoria Poesia, Ana Carolina Becária Pinto Casarin, aluna do 6º ano, contou que abordar o tema foi um exercício de consciência. “Eu não esperava o primeiro lugar, foi uma surpresa enorme. Eu acho importante porque o mundo está avançando, mas certas atitudes continuam ultrapassadas. Trazer esse assunto para a escola faz diferença, porque somos o futuro”, afirmou.

Leia Também:  Página do Comitê de Promoção da Equidade Racial traz manual de boas práticas e canal de denúncias

Vencedora na categoria Música, a aluna Ana Priscila Rodrigues Pozzebon, também do 6º ano, destacou o desafio e o aprendizado envolvido na criação. “A produção demorou mais ou menos uma hora, depois fui arrumando os detalhes. Fiquei muito feliz quando recebi a notícia. As mulheres precisam ter coragem e buscar ajuda, mesmo que seja com uma amiga. Elas não podem enfrentar esse medo sozinhas”, reforçou a estudante.

A iniciativa surge em um contexto que ainda exige atenção. Entre janeiro e outubro de 2025, Mato Grosso registrou 46 feminicídios, aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2024. A realidade reforça a importância de ações educativas que estimulem respeito, empatia e prevenção desde a infância, propósito central do concurso.

Para a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica de Cuiabá e uma das idealizadoras do concurso, a criatividade dos estudantes reforça o impacto positivo do projeto.“Fiquei encantada com os trabalhos dessas crianças e adolescentes. Demonstraram criatividade, empatia e profundo conhecimento do tema. A premiação foi emocionante. Na etapa estadual teremos uma premiação ainda mais especial, com reconhecimento para alunos, professores e escolas”, contou.

A desembargadora Maria Erotides Kneip, coordenadora da Cemulher-MT, também ressaltou que a qualidade dos trabalhos superou as expectativas e reafirmou a importância da educação como estratégia de prevenção à violência. “Estou muito feliz, e o resultado em Rondonópolis foi muito além do que eu esperava. Acredito que, investindo na educação e no respeito, nós conseguimos transformar a sociedade. É ensinando o respeito que a sociedade muda, e esse é justamente o mote desse projeto”, disse.

Também estiveram presentes na cerimônia a Desembargadora aposentada Maria Aparecida Ribeiro; a diretora do Foro, juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; o juiz Wanderlei José dos Reis, titular da 2ª Vara de Família e Sucessões e coordenador do Cejusc de Rondonópolis; a representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Rondonópolis, Dra. Priscila Raimundi; o superintendente municipal de Políticas para Mulheres, Francisco Lucena; e vereadores do município.

Leia Também:  Cabe ao Município definir taxa de juros de IPTU

Confira os vencedores do concurso em Rondonópolis:

Categoria Redação

1º lugar – Brenno Macedo Vieira;

2º lugar – André Santos Leonel;

3º lugar – Larissa Rodrigues da Silva.

Categoria Poesia

1º lugar – Ana Carolina Becária Pinto Casarin;

2º lugar – Yuri Santiago Santos Oliveira;

3º lugar – Emilly Larice Oliveira de Abreu.

Categoria Música

1º lugar – Ana Priscila Rodrigues Pozzebon;

2º lugar – Maria Valentina Brasil dos Santos; Mariane de Oliveira Carvalho; Sandyele Fernanda Pereira Xavier;

3º lugar – Thallyson Gustavo de Lima dos Santos; Pedro Inácio F. Seabra; João Rafhael dos Santos Martins; Valentina Sophia M. Abbas Moraes; Niasley Cristina F. da Silva; Nathalia Cecília F. de Souza.

Categoria Vídeo

1º lugar – Ana Clara Pereira Mota; Isabella Lima Ribeiro; Lindomar Junior Marques; Breno Araujo Rodrigues Correa; Nicollas Bruno Cassimiro da Silva; Poliana da Silva Macedo;

2º lugar – Aleanny Tatiana Romero Orence; Fabrine Pereira da Silva; Jéssica Santana de Andrade; Thaís Vitória Silva de Oliveira; Yasmim Alves Barbosa;

3º lugar – Ana Clara Rodrigues Marques; Maria Eduarda Henrique dos Santos; Kaléu Vericimo Dourado; Pablo Lucas do Nascimento Trelha.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Curso “Pena Justa no Ciclo Penal” fortalece atuação humanizada no sistema penitenciário de MT

Published

on

Magistrados(as), servidores(as) e gestores(as) judiciais concluíram nos dias 29 e 30 de abril o primeiro módulo da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A formação integra a estratégia institucional voltada ao aperfeiçoamento da atuação judicial no sistema penal, com foco em práticas mais eficientes, humanizadas e alinhadas aos direitos fundamentais. Durante os dois dias de atividades presenciais, foram debatidos temas como medidas diversas da prisão, execução penal, políticas de cidadania, inspeções judiciais e atenção a populações com vulnerabilidade acrescida no ciclo penal.

O diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal destacou que a Esmagis e o Poder Judiciário cumprem papel essencial na formação continuada da magistratura e no aprimoramento institucional.

“A execução penal exige uma jurisdição mais consciente e comprometida com a realidade humana do sistema prisional. A formação é o caminho para que possamos refletir sobre nossas responsabilidades e buscar alternativas que efetivamente contribuam para a recuperação das pessoas. Não basta levar ao cárcere, é preciso discutir formas verdadeiras de recuperar e reeducar. Isso exige conhecimento, consciência e responsabilidade de todos nós”, comentou

Supervisor do GMF-MT, o desembargador Orlando de Almeida Perri ressaltou que a capacitação também busca ampliar a sensibilidade dos magistrados(as) diante da realidade prisional. “É muito importante promover cursos como este para conscientizar sobre a importância do sistema prisional. Precisamos enfrentar problemas graves e depende muito das atitudes e condutas dos magistrados para que possamos promover as melhorias necessárias”.

A formadora do curso, Laryssa Angélica Copack Muniz, juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, conduziu os debates com foco na humanização da atuação judicial, no papel constitucional do sistema penal e na necessidade de construir respostas mais eficazes para a violência e a reincidência. Durante a capacitação, a magistrada abordou temas ligados à execução penal, medidas alternativas à prisão, reinserção social e o compromisso institucional de garantir direitos fundamentais também às pessoas privadas de liberdade.

Leia Também:  Justiça suspende penhora e reconhece posse de boa-fé em área rural

“O curso propõe uma reflexão sobre como juízes e juízas podem aperfeiçoar sua atuação criminal e na execução penal, contribuindo para reverter o estado inconstitucional reconhecido nas prisões brasileiras. Não existe sociedade sem reintegração. As pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social, e cabe ao Estado criar condições para que voltem melhores do que entraram. Quando falamos em trabalho, estudo e dignidade no sistema prisional, falamos em segurança pública de verdade. Ressocializar também é proteger a sociedade”, destacou.

Participação ativa

Juiz da 3ª Vara Criminal de Sinop, Walter Tomaz da Costa avaliou que o curso trouxe reflexões importantes para o enfrentamento da superlotação carcerária.

“Mato Grosso vive uma realidade de superpopulação carcerária. O Programa Pena Justa enfatiza a ressocialização e tende a melhorar esse cenário, desde que haja sensibilização de todos os poderes envolvidos. E esta capacitação chega em um momento necessário, especialmente para comarcas que convivem diretamente com a superlotação carcerária. A formação permite que os magistrados compartilhem experiências e reflitam sobre caminhos possíveis. Em Sinop, por exemplo, a superlotação é uma realidade urgente, e precisamos de medidas que envolvam não apenas o Judiciário, mas também o Executivo”, contou

Leia Também:  Acusados de homicídio qualificado em Nova Xavantina vão ser julgados pelo Tribunal do Júri

Já a magistrada Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e juíza cooperadora de Execução Penal, destacou a importância de enxergar o sistema penitenciário sob a perspectiva humana.

“Esses cursos são fundamentais porque trazem ao magistrado a reflexão de que a pessoa presa continua sendo um ser humano. A rotina do trabalho judicial muitas vezes nos aproxima da burocracia e nos distancia da dimensão humana do sistema prisional. Cursos como este ajudam a resgatar esse olhar. Precisamos ainda lembrar que toda pessoa privada de liberdade um dia retornará ao convívio social. Se o sistema não oferecer trabalho, estudo e condições de dignidade, a reincidência continuará afetando toda a sociedade”, ressaltou Edna Coutinho.

Formação alinhada às metas institucionais

A capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal” integra diretrizes estratégicas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027 e busca fortalecer a atuação de magistrados(as), assessores(as) e gestores(as) judiciais no ciclo penal, especialmente nas áreas de fiscalização das unidades prisionais, aplicação de medidas alternativas e garantia de direitos fundamentais.

O próximo módulo será ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, com foco na prevenção à tortura e na saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

O terceiro e último módulo será promovido no dia 18 de maio de 2026 e tratará do tema “Audiência de Custódia”, tendo como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva e o servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA