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Semana da Justiça Pela Paz em Casa inicia com palestra e lançamento de guia da Rede de Enfrentamento

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Magistrados, servidores, autoridades e representantes de diversos órgãos públicos e instituições que atuam no combate à violência contra a mulher se reuniram para o lançamento da 30ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, realizada na manhã desta segunda-feira (18 de agosto), na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, destacou que o evento é “a reafirmação do compromisso com a continuidade de políticas públicas que venham realmente ser objeto de proteção aos direitos da mulher”. Ele afirmou ainda que “há necessidade que toda sociedade se conscientize que nós temos que estar de mãos da para enfrentar e quebramos essa cultura de machismo e que realmente a mulher merece todo o nosso respeito”.

Coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJMT (Cemulher-TJMT), desembargadora Maria Erotides Kneip, ressaltou a importância do programa coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que tem como objetivo agilizar o julgamento dos processos relativos à violência doméstica contra a mulher. “O número de processos, infelizmente, é muito grande no país e nós precisamos fazer com que haja uma agilidade no julgamento porque são processos com prazos curtos de prescrição. E não é justo, nem digno, que nós entreguemos para uma vítima de violência doméstica uma decisão de prescrição, ou seja, que o Estado tenha perdido o direito de punir o agressor justamente pela passagem do tempo”.

Guia prático da rede de enfrentamento à violência contra a mulher – A segunda versão do guia prático, que orienta os servidores e profissionais responsáveis por atender às mulheres em situação de violência doméstica, foi apresentado ao público, durante o evento.

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“Como novidade, temos mais entidades que foram se engajando na rede, temos um fluxograma. A cartilha explica os tipos de violência e os contatos e horários de atendimento de todas as entidades que fazem parte da rede de enfrentamento, trazendo ainda qual a porta de entrada, se é livre ou através de encaminhamentos”, explica a coordenadora da rede de enfrentamento de Cuiabá e juíza da 1ª Vara Especializada da Violência Doméstica e Familiar da capital, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.

A magistrada fez a apresentação do guia juntamente com a defensora pública estadual e secretária da rede de enfrentamento, Rosana Leite Antunes de Barros; a promotora de justiça da 15ª Promotoria de Justiça Criminal, Claire Vogel Dutra; e a secretária municipal da Mulher, Hadassah Suzannah Bezerra de Souza.

Em relação ao guia, a desembargadora Maria Erotides Kneip reforçou a importância da atuação conjunta das instituições e as parabenizou pela iniciativa. “Nós sabemos que o Judiciário, sozinho, nunca vai conseguir eliminar e muito menos reduzir os números as estatísticas da violência doméstica. É preciso que haja uma articulação de toda a sociedade civil. Nós precisamos estar juntas, trabalhando, para que possamos eliminar a violência contra a mulher no Brasil. A rede de enfrentamento de Cuiabá está de parabéns por elaborar um guia com toda a descrição de cada entidade que a compõe. Esse guia é importantíssimo, tanto para os próprios componentes da rede, quanto para a sociedade civil em geral”, avalia.

Lei Maria da Penha e Rede de enfrentamento à violência Este foi o tema da palestra magna proferida pela juíza do Tribunal de Justiça de São Paulo, Teresa Cristina Cabral Santana. Ela destacou a importância de os integrantes da rede de enfrentamento, além da experiência cotidiana com o tema, também terem à sua disposição o conhecimento científico para entender como deve ser o trabalho junto ao público. “Precisamos pensar nossa atuação para que ela seja capaz de produzir o acolhimento necessário e caminhos pra que essa mulher possa sair da situação de violência”.

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Conforme a magistrada, as redes de enfrentamento são de enorme importância para aplicação da Lei Maria da Penha e, para isso, todas as instituições precisam estar articuladas “para fazer este enfrentamento às várias violências que afetam mulheres e daí a importância de que haja um empenho, de que haja uma dedicação, de que haja um esforço de toda a sociedade – instituições e também a sociedade civil – para que nós possamos acabar ou fazer o enfrentamento das violências contra mulheres”, defende.

Painel de Monitoramento – Nesta 30ª edição da Semana da Justiça pela Paz em Casa, o CNJ determinou que os dados dos julgamentos dos processos sejam monitorados em tempo real, por meio de um painel automático, que substituiu os formulários anteriormente utilizados por cada unidade judiciária para registrar as ações. No TJMT, esse painel de monitoramento foi elaborado pelos Departamentos de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI) e Judiciário Administrativo (DJA), vinculados à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ).

Autor: Celly Silva

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras leva cidadania e serviços à comunidade de Palmarito

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Dezenas de pessoas estão sentadas em cadeiras plásticas sob uma grande tenda de lona. Elas olham para a câmera e acenam com uma das mãos levantadas. O chão é de terra batida.A comunidade de Palmarito, localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, na fronteira entre Brasil e Bolívia, a 594 quilômetros de Cuiabá, recebe os primeiros atendimentos da 2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras.

Promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio da Justiça Comunitária, a iniciativa leva cidadania, acesso à Justiça e serviços essenciais às populações que vivem em localidades remotas da região de fronteira. Palmarito marca o início da programação deste ano, com atendimentos até sexta-feira (12), na Escola Municipal Duque de Caxias.

Ao longo da expedição, os moradores terão acesso a atendimentos nas áreas de cidadania, orientação jurídica, saúde, assistência social, educação e outros serviços voltados à promoção da dignidade e da inclusão social.

Homem sorridente de barba grisalha, óculos de grau e boné bege escrito O coordenador estadual da Justiça Comunitária, juiz José Antonio Bezerra Filho, destaca que a expedição reafirma o compromisso do Poder Judiciário de levar cidadania e garantir o acesso a direitos às populações que vivem distantes dos grandes centros.

“Pelo segundo ano consecutivo, a Justiça Comunitária chega aos rincões de Mato Grosso por meio do Justiça Sem Fronteiras. Estamos na divisa entre Brasil e Bolívia levando serviços, dignidade e acolhimento à população. É uma satisfação ver o comprometimento de tantas instituições unidas para garantir que a Justiça e a cidadania alcancem quem mais precisa”, afirmou.

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O prefeito de Vila Bela da Santíssima Trindade, Jacob André Bringsken, ressalta a importância da iniciativa para as comunidades da região de fronteira.

Homem idoso, de pele clara e olhos azuis, veste uma camiseta verde-clara com o texto parcial “Quero agradecer ao Tribunal de Justiça por trazer a Justiça Comunitária para uma região que, muitas vezes, foi invisível aos olhos do poder público. Aqui vivem famílias que enfrentam dificuldades para acessar serviços básicos, e o Justiça Sem Fronteiras reúne diversas instituições em um só lugar, permitindo que muitas demandas sejam resolvidas de forma imediata. Palmarito e as demais comunidades atendidas recebem essa ação de braços abertos”, reforçou.

Próximas etapas da expedição

Após os atendimentos em Palmarito, a programação seguirá para o distrito de Santa Clara de Monte Cristo, no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, nos dias 14 e 15 de junho. Os atendimentos serão realizados na Escola Estadual/Municipal Ponta do Aterro.

A expedição será encerrada no distrito de Vila Picada, no município de Porto Esperidião, nos dias 17 e 18 de junho. Nesta etapa, os serviços serão ofertados na Escola Municipal Dona Lila Hill de Souza.

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Em todas as localidades, os atendimentos serão realizados nos períodos matutino e vespertino, levando serviços de cidadania, orientação jurídica, saúde, assistência social e outras ações voltadas à promoção dos direitos da população.

Parceiros

A ação reúne magistrados, servidores e diversos parceiros institucionais em uma grande força-tarefa voltada ao atendimento da população. Entre os parceiros estão o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), a Defensoria Pública, a Justiça Federal, a Receita Federal, a Caixa Econômica Federal, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), a Prefeitura de Vila Bela da Santíssima Trindade, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), a Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat), o Programa Imuniza Mais MT, entre outras instituições.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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