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Sustentabilidade avança e se consolida como política permanente no TJMT

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso incorporou a sustentabilidade como objetivo estratégico no Planejamento Institucional 2021–2026. O tema orienta ações permanentes do Judiciário estadual, com metas definidas e acompanhamento contínuo dos resultados.

A atuação é coordenada pelo Núcleo de Sustentabilidade e pelo Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima), que monitoram 171 indicadores em 20 áreas, abrangendo consumo de recursos, gestão de resíduos e emissões ambientais. A meta é elevar o Índice de Desempenho de Sustentabilidade de 50% para 70% até 2026.

Resultados e reconhecimento Os avanços já se refletem em indicadores nacionais. Em 2024, o TJMT alcançou a 13ª colocação no Índice de Desempenho da Sustentabilidade do Conselho Nacional de Justiça, com salto de seis posições em relação ao ano anterior, além de liderar entre os estados da Amazônia Legal no Índice de Democracia Ambiental.

No período, mais de 100 toneladas de resíduos tiveram destinação adequada, enquanto iniciativas internas fortaleceram o engajamento de magistrados e servidores na redução de impactos ambientais.

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Engajamento interno e uso racional de recursos A adesão voluntária à devolução de impressoras e o incentivo à digitalização de processos contribuíram para a diminuição do consumo de papel, com meta de redução de 70% até 2026. Programas como o ReciclaJUD mobilizaram equipes e resultaram na arrecadação de materiais recicláveis destinados a cooperativas locais.

Iniciativas que aproximam a sociedade O Programa Verde Novo já possibilitou a distribuição de mais de 219 mil mudas de árvores nativas, com participação direta da população por meio do canal ZapMudas. Já o CompensaJud, alinhado ao programa Justiça Carbono Zero, promove a compensação de emissões por meio da implantação de áreas verdes em espaços institucionais.

Eventos oficiais passaram a adotar a certificação de carbono neutro, em conformidade com a meta do CNJ de neutralização das emissões até 2030.

Cultura sustentável e visão de futuro – O fortalecimento de uma cultura institucional sustentável inclui o Plano de Logística Sustentável em comarcas-piloto, a atuação da Rede de Sustentabilidade do Judiciário mato-grossense e capacitações promovidas pela Esmagis com foco em gestão ambiental.

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Autor: Roberta Penha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Atuação do Judiciário foi fundamental para construção do Estádio Verdão e expansão da região

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A década era a de 1970 e a paixão pelo futebol já pulsava no coração do povo cuiabano. As acanhadas arquibancadas do Estádio Eurico Gaspar Dutra (Dutrinha), apesar de aconchegantes, ficavam pequenas demais para abrigar os torcedores. Foi nesse contexto que um ousado projeto de construção de um novo complexo esportivo ganhou corpo.
A segunda matéria da série “Cuiabá 307 anos: Justiça e Desenvolvimento” conta como o Judiciário de Mato Grosso teve participação direta no surgimento do Estádio Governador José Fragelli, o antigo “Verdão”, hoje Arena Pantanal. Ainda quando era apenas um projeto no papel, a atuação da Justiça foi fundamental para resolver um impasse que travava a construção do estádio.
O conflito
Tudo começou em fevereiro de 1972, quando o então governador de Mato Grosso, José Fragelli, assinou o Decreto nº 379, que levaria à construção do novo estádio. Na época, Fragelli era o governador do Estado ainda uno, ou seja, antes do desmembramento do território que levou à criação do Estado de Mato Grosso do Sul.
Considerado à frente do seu tempo, o gestor desejava construir um centro esportivo e um novo estádio de futebol em Cuiabá que fossem referências no quesito praças esportivas. O local escolhido foi uma área de 19,36 hectares situada em uma região até então chamada “Várzea de Ensaio”.
A princípio, a intenção do Estado era comprar a área por meio de um acordo amigável, mas a proposta foi recusada pelos proprietários. A negativa fez com que o Executivo acionasse o Poder Judiciário de Mato Grosso, que teve a missão de garantir que o interesse coletivo prevalecesse, sem abrir mão do direito individual à justa indenização.
Na ação judicial, que tramitou na 2ª Vara Cível de Cuiabá, o Governo ofereceu inicialmente Cr$ 80.822 como pagamento pelo terreno. O valor foi considerado pelos proprietários abaixo da realidade do mercado imobiliário local da época. Segundo eles, os imóveis na região estavam sendo vendidos pela média de Cr$ 10 por metro quadrado.
“Por fim, assinalaram que o valor justo é de Cr$ 1.200.000 (um milhão e duzentos mil cruzeiros), visto que os expropriados nada lucrarão com a valorização do imóvel naquele bairro depois da construção do estádio de futebol”, relata trecho da decisão assinada pelo juiz Benedito Pereira do Nascimento, à época titular da 2ª Vara Cível de Cuiabá.
O documento conta ainda que, durante a disputa, o magistrado nomeou um perito judicial para avaliação da área. Com base nos levantamentos feitos pelo profissional, o juiz Benedito Pereira do Nascimento considerou que o valor oferecido pelo Estado era insuficiente e fixou a indenização em Cr$ 788.575, além do pagamento de honorários advocatícios e do perito.
Recurso e a decisão final
O Estado de Mato Grosso não concordou com a decisão e recorreu ao Tribunal de Justiça, pedindo a redução do valor. No entanto, em novembro de 1974, a Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça, composta pelos desembargadores José Ribamar Castelo, Athayde Monteiro da Silva e Palmyro Pimenta, manteve a decisão por maioria de votos.
O impacto na vida do cuiabano
É possível afirmar que a atuação da Justiça de Mato Grosso nesse episódio serviu como um “apito inicial” para uma grande transformação em uma região ainda pouco valorizada. Com a decisão, o estádio foi construído e a região ainda conhecida como “Várzea de Ensaio” e seus arredores ganhou novos bairros, infraestrutura, comércios e visibilidade.
Hoje, ao olhar para a estrutura imponente da Arena Pantanal, Cuiabá celebra não apenas a engenharia, mas também uma história de desenvolvimento iniciada pelo saudoso Estádio Verdão e acompanhada pelo Judiciário, que garantiu que o processo fosse realizado de forma transparente, legal e com justiça para todos os lados envolvidos.
Cuiabá 307 anos: Justiça e desenvolvimento
Este conteúdo faz parte da série especial “Cuiabá 307 anos: Justiça e desenvolvimento”, que publicará no portal do TJMT matérias especiais em celebração ao aniversário da Capital. O projeto é realizado pela Coordenadoria de Comunicação, em parceria com a Comissão de Gestão da Memória do Judiciário de Mato Grosso.
Durante o mês de abril, o projeto irá contar histórias sobre decisões e ações do Judiciário que impactaram diretamente no desenvolvimento da cidade e na vida da população cuiabana ao longo desses anos.

Autor: Bruno Vicente

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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