POLÍTICA NACIONAL

CRE sabatina indicados para embaixadas na quarta-feira

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A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CRE) tem reunião marcada para quarta-feira (7), às 10h, com o objetivo de sabatinar sete indicados para chefiar embaixadas brasileiras.

Uma das indicações é a do diplomata Silvio José Albuquerque e Silva (MSF 7/2025). Ele é indicado para ser embaixador na Bélgica, de forma cumulativa com a representação brasileira em Luxemburgo. Nascido em 1961, o diplomata é formado em engenharia química e direito e iniciou sua carreira diplomática em 1987. O senador Fernando Dueire (MDB-PE) é o relator da indicação.

Outra indicação é a do diplomata Ricardo José Lustosa Leal para exercer o cargo de embaixador do Brasil no Timor-Leste (MSF 1/2025). Leal é formado em filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e tem mestrado em relações internacionais pela Universidade de Brasília (UnB). Também começou a carreira na diplomacia em 1987 e tem sua indicação relatada pelo senador Sergio Moro (União-PR).

A CRE vai sabatinar ainda João Mendes Pereira, indicado para chefiar a embaixada brasileira no Panamá (MSF 5/2025). Pereira nasceu em 1965 e se tornou diplomata em 1990. Formado em relações internacionais pela UnB, tem sua indicação relatada pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP).

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Já o senador Jaques Wagner (PT-BA) é o relator da indicação da diplomata Maria Clara de Abreu Rada, indicada para exercer o cargo de embaixadora do Brasil na Sérvia, de forma cumulativa com a representação brasileira em Montenegro (MSF 6/2025). Nascida em 1966, Maria Clara Rada é bacharel em economia pela UnB e iniciou sua carreira diplomática em 1995.

Também será apreciada a indicação do diplomata Júlio Cesar Fontes Laranjeira para liderar a embaixada do Brasil na República da Belarus (MSF 8/2025). Laranjeira nasceu em 1959 e se formou em direito no ano de 1984. Dois anos depois, se tornou diplomata. Com mestrado em administração pública, ele tem sua indicação relatada pelo senador Chico Rodrigues (PSB-RR).

Outro diplomata a ser sabatinado é Bernard Jorg Leopold de García Klingl, com indicação para exercer o cargo de embaixador no Azerbaijão (MSF 10/2025) relatada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG). Nascido em 1969, Klingl é formado em administração de empresas e direito. Ele iniciou sua carreira diplomática em 1996.

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Por fim, a CRE ainda vai sabatinar o diplomata Pablo Duarte Cardoso, indicado para ser embaixador do Brasil na Guiné-Bissau (MSF 12/2025). Pablo Cardoso nasceu em 1976 em Juiz de Fora (MG). Ele é formado em direito pela UFRJ e tem sua indicação relatada pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Requerimentos

Na mesma reunião, a CRE vai votar dois requerimentos para a realização de audiências públicas, ambos do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da comissão.

Em um dos requerimentos (REQ 9/2025), Nelsinho pede um debate sobre a situação das comunidades brasileiras no exterior. No outro (REQ 10/2025), o senador propõe um debate sobre “a estratégia de comércio exterior do Brasil diante dos atuais desafios das regras do comércio internacional”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proibição de leilão e penhora de espaços culturais tombados

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A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 66/2026, do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que proíbe a penhora, o leilão e outras formas de expropriação de imóveis indispensáveis à preservação de bens tombados ou de patrimônios culturais imateriais reconhecidos pelo poder público.

A vedação vale sempre que o ato puder:

  • comprometer a continuidade, a integridade ou a autenticidade do bem cultural;
  • alterar o uso do espaço de forma incompatível com sua função cultural; e
  • descaracterizar social, simbólica, econômica ou funcionalmente a prática protegida.

A regra vale para execuções fiscais, trabalhistas, cíveis ou administrativas, contra entes públicos ou privados. O projeto busca proteger o chamado “espaço cultural essencial”, o imóvel público ou privado com função indispensável para a manutenção desses bens tombados.

Se já houver processo judicial ou administrativo de penhora ou leilão sobre um desses bens, o juiz ou a autoridade competente é obrigado a suspender a ação de forma imediata.

A medida pode ser determinada de ofício ou a pedido do Ministério Público, do órgão de proteção ao patrimônio cultural ou de entidade representativa da comunidade envolvida.

A suspensão não impede a apuração da dívida. O projeto determina que sejam priorizadas soluções alternativas, como negociação, parcelamento ou compensação. Qualquer decisão que afaste a suspensão deverá ser expressamente fundamentada, sob pena de nulidade.

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Exceções
O projeto admite exceções à proibição, porém somente se forem cumpridos cumulativamente os seguintes requisitos:

  • parecer técnico favorável do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ou de órgão cultural competente;
  • estudo de impacto cultural, social e econômico, com participação da comunidade;
  • autorização expressa do Poder Legislativo correspondente — Congresso Nacional, Assembleia Legislativa, Câmara Legislativa ou Câmara Municipal —, conforme o nível de reconhecimento do bem.

O estudo de impacto cultural deverá avaliar a historicidade da prática, os vínculos sociais e identitários com o espaço, a possibilidade real de continuidade em outro local e os impactos sobre trabalho e renda. A ausência de qualquer requisito torna o ato nulo.

Alternativas à expropriação
O poder público deverá priorizar saídas que preservem o espaço cultural, como a renegociação de dívidas, a transferência da gestão do imóvel para associações ou cooperativas da comunidade e a celebração de convênios ou parcerias voltadas à sustentabilidade do bem protegido.

Lindbergh Farias citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro — sede do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, reconhecido por lei federal como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil —, como exemplo do problema que o projeto busca resolver.

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Situação da BR-393 no trecho entre Jamapará (Sapucaia/RJ) e Volta Redonda/RJ. Dep. Lindbergh Farias (PT-RJ)
Lindbergh citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio

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Para a relatora, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) o projeto assegura, na prática, a continuidade das manifestações culturais. “A eventual alienação ou descaracterização desses espaços não representa apenas uma mudança de titularidade patrimonial, mas pode implicar a ruptura de vínculos históricos, sociais e simbólicos que sustentam determinadas práticas culturais”, disse.

Sâmia Bomfim afirmou que as alternativas propostas pelo projeto, como a renegociação de dívidas, a gestão compartilhada e a celebração de parcerias, oferecem uma perspectiva equilibrada entre a proteção do patrimônio cultural e a viabilidade econômica dos espaços envolvidos, buscando o diálogo e o consenso.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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