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Projeto com participação do TRE-MT será apresentado no 5º FestLabs

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O projeto “Linguagem Simples como estratégia de fortalecimento do Estado Democrático de Direito” foi selecionado para ser apresentado em formato de pitch no 5º FestLabs. O evento ocorre de 03 a 05 de setembro, em Belém (PA), com o tema “Amazônia e Inovação: novos caminhos para a justiça”. A iniciativa foi desenvolvida por uma rede de inovação que contou, entre as instituições participantes, com o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). 

 

A apresentação do projeto no evento ocorrerá no dia 05 de setembro, às 16h10, e será feita pela servidora do TRE-MT, Marcela Lopes, e pelo colaborador externo, Sidan O Rafa, representando o Linguagem Simples Lab. 

 

Durante as eleições de 2022 e 2024, a segurança da urna eletrônica foi alvo de intensas narrativas de descrédito. Embora o sistema seja altamente seguro e auditável, a complexidade técnica torna a compreensão limitada para grande parte da população. Os conteúdos oficiais, geralmente extensos e técnicos, dificultam o entendimento do eleitorado, abrindo espaço para fake news. Segundo o Trust Barometer Edelman 2025, 61% da população mundial mantém um sentimento de inconformismo e queixa em relação a governos e instituições, entre outros motivos, pela comunicação pouco eficaz. 

 

Diante desse cenário, o projeto desenvolveu uma solução baseada em Linguagem Simples, com foco em tornar as informações mais claras e acessíveis. As etapas incluíram o mapeamento de materiais oficiais, a reestruturação da comunicação em linguagem direta, o uso de design informativo e empático, e a validação com diferentes públicos — de mesárias e mesários até o eleitorado em geral. O material final foi distribuído em formato multiplataforma, incluindo redes sociais, sites e materiais impressos. 

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A iniciativa nasceu de forma independente, articulada em rede pelo Linguagem Simples Lab da Comunidade Linguagem Simples Brasil, em parceria com servidores do TRE-MT, do Laboratório AgoraQuãndo?! e do Cartório da 50ª Zona Eleitoral de Araucária (PR), além de especialistas em linguagem, design, tecnologia da informação e representantes da sociedade civil. 

 

Mesmo implementado às vésperas das Eleições 2024, o projeto conquistou apoio institucional e teve os materiais utilizados em cerimônias oficiais e Zonas Eleitorais de Cuiabá no dia da votação.  

 

Segundo Marcela Lopes, essa aplicação prática foi o primeiro resultado concreto de uma ação que começou de forma experimental, mas que demonstra o potencial da comunicação clara para fortalecer a confiança nas instituições e no processo democrático.  

 

“A indicação do projeto ao FestLabs é motivo de grande satisfação, por se tratar de um evento que reúne iniciativas de inovação de todo o país. A proposta nasceu no ambiente dos laboratórios de inovação — o Linguagem Simples Lab, que voluntariamente compartilhou sua expertise com a equipe do AgoraQuãndo?! Lab. Essa colaboração foi essencial para traduzir a complexidade da segurança da votação eletrônica em conteúdos claros, visuais e acessíveis. Mais do que um reconhecimento, trata-se também de uma oportunidade de apresentar e difundir um material já pronto para apoiar a Justiça Eleitoral nas próximas eleições, fortalecendo a confiança da sociedade no processo democrático”, avaliou a servidora do TRE-MT. 

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A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, afirmou que a Linguagem Simples é uma das prioridades da atual gestão e que a seleção do projeto com participação do Tribunal é motivo de orgulho. “Ficamos muito felizes por poder compartilhar uma iniciativa tão importante e que promove a acessibilidade a um assunto de interesse de toda a sociedade. Acreditamos que devemos incluir cada vez mais pessoas no processo eleitoral, e uma linguagem simples e acessível é fundamental para isso”.  

 

Formato da apresentação  

 

Uma apresentação em pitch é um discurso breve e direto que resume um negócio, produto ou ideia para um público específico, como investidores, parceiros ou clientes, com o objetivo de despertar interesse e obter algum tipo de apoio ou ação. Geralmente, um pitch tem uma estrutura clara, com foco nos pontos principais, destacando a proposta de valor da solução e conclusão com uma chamada para a ação. 

 

Acesse o material do projeto na Biblioteca InovaGov 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem é um card de divulgação do 5º FestLabs, destacando o tema “Amazônia e Inovação: novos caminhos para a justiça”. O material traz elementos visuais que remetem à região amazônica, como uma arara vermelha, um barco típico, vegetação, além de símbolos de Belém, como a arquitetura do Ver-o-Peso. As cores predominantes são vermelho, verde e branco, e o card informa que o evento acontecerá nos dias 3, 4 e 5 de setembro de 2025, em Belém/Pará. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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