POLÍTICA NACIONAL

Lançamento de livro celebra 25 anos da Lei de Responsabilidade Fiscal

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Nesta terça-feira (16), a Consultoria de Orçamento do Senado (Conorf) lançou o livro LRF 25 anos: Reflexões Legislativas e Propostas de Aprimoramento. A obra traz artigos com diagnósticos, balanços e propostas de aperfeiçoamento elaboradas por consultores de orçamentos e consultores legislativos do Senado sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de 2000

— Ao completar 25 anos, cabia à Consultoria de Orçamento revisitar essa lei e analisar pontos que, ao longo dessa trajetória, ficaram pendentes de ajuste, ou tiveram confronto de nova legislação, confronto com novo cenário político, ou novo cenário macroeconômico — detalhou o consultor-geral de orçamento do Senado, Flávio Diogo Luz.

O presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senador Efraim Filho (União-PB), destacou a importância da LRF ao afirmar que a norma “evitou a falência do país”. Efraim também destacou a força da lei, que se manteve como pilar mesmo em momentos de reformas estruturantes.

— A LRF tem esse condão de ser o pilar da responsabilidade no Brasil. Se o Brasil não quebrou até hoje, a LRF tem responsabilidade nisso. A gente está num momento de estrangulamento das finanças públicas tão grande, exatamente esse o alerta que o texto nos traz — afirmou.

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O deputado federal Mauro Benevides Filho (PDT-CE) destacou que a lei contribui para o controle da despesa primária, mas que ainda é preciso pensar em uma regra para acompanhamento do endividamento do setor público brasileiro.

— Quem foi secretário de Fazenda durante 13 anos sabe exatamente a importância que essa legislação tem para municípios, estados e União. Regrar a despesa financeira é um ponto relevante que vamos ter que acompanhar um pouco mais — afirmou. 

Corpo técnico

O consultor-geral do Senado, Paulo Dantas, destacou a LRF como uma mudança cultural na relação do país com as finanças públicas e uma modernização do Estado brasileiro. Ele também destacou o papel das consultorias na produção de conhecimento técnico, como uma prestação de serviço à sociedade.

O diretor-geral em exercício, Marcio Tancredi, também reforçou a importância de o corpo técnico das Casas Legislativas produzir conhecimento sobre a legislação em vigor. 

— Essa capacidade técnica da consultoria legislativa e de orçamento está ajudando a sociedade brasileira a entender como funciona esse mecanismo institucional tão importante. Comemoramos hoje não só a LRF, mas a competência instalada nesta Casa de dar essa contribuição de conhecimento técnico e científico para a sociedade brasileira — destacou.

O secretário-geral da Mesa, Danilo Aguiar, atribuiu a longevidade da LRF, em parte, à capacidade do Legislativo de ajustar o texto original, dos tribunais de aplicarem a lei e dos técnicos jurídicos de refletirem constantemente sobre a norma.

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— Esse livro é um exemplo disso, desse esforço de reflexão científica, não só científico teórico, mas voltado para a prática. O que pode ser feito para ajustar, melhorar. Essa é uma grande contribuição que a consultoria de orçamento e legislativa dão — destacou. 

O prefácio da obra é assinado pelo ministro-substituto do Tribunal de Contas da União (TCU) Weder de Oliveira. Weder era consultor de orçamento da Câmara dos Deputados durante a discussão e aprovação da LRF e participou do processo legislativo do projeto da lei. Ele lembrou que, durante a tramitação, havia uma consciência de que se buscava uma “Constituição financeira” e que o debate seria um avanço institucional.

—  Hoje podemos falar em criar novas leis complementares, mudar a Constituição, mas quando falamos que se vai fazer alguma cisa com a LRF parece que estamos mexendo em algo que não deveria ser modificado — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão de Educação aprova projeto que prorroga bolsas de pesquisa para pais estudantes

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que garante a pesquisadores e estudantes do ensino superior o direito de prorrogar o prazo de suas bolsas de estudo em caso de nascimento de filho. A proposta inclui explicitamente a paternidade biológica entre as situações que permitem o afastamento temporário mantendo o auxílio financeiro.

Pelo texto, bolsas de estudo com duração mínima de 12 meses poderão ter seus prazos estendidos por até 180 dias se houver comprovação de afastamento por nascimento, adoção ou obtenção de guarda judicial.

O projeto altera a Lei 13.536/17, que já permite a prorrogação dos prazos de vigência das bolsas de estudo, mencionando a maternidade, o parto e a adoção, mas não o nascimento de filho. A proposta revoga ainda trechos dessa lei que impedem que dois bolsistas usufruam do benefício simultaneamente pelo mesmo evento de adoção ou guarda.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Professor Alcides (PSDB-GO), para o Projeto de Lei 4311/25, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

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Professor Alcides afirmou que a proposta incentiva a “participação dos pais no cuidado dos filhos desde o nascimento ou adoção”. “Caso ambos os pais sejam bolsistas, o direito assegurado aos dois favorece a conclusão de estudos e pesquisas da mãe, que ficaria menos sobrecarregada nos cuidados com o filho”, destacou ainda.

Mudança no prazo
O projeto inicial de Tabata propunha um afastamento padrão de 60 dias para os pais, que só seria ampliado para 180 dias em situações específicas, como falecimento da mãe ou adoção monoparental pelo pai. O novo texto passou a prever prazo de até 180 dias para todos os casos, alinhando a norma com legislações recentes sobre o tema.

Outra mudança foi a retirada de dispositivos que tratavam da prorrogação de prazos para a conclusão de cursos e atividades acadêmicas. Professor Alcides explicou que essa necessidade já é suprida pela legislação vigente, que garante um prazo mínimo de 180 dias para estudantes de ambos os sexos concluírem seus cursos em virtude de nascimento ou adoção.

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Por isso, o novo texto altera especificamente as regras de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento.

Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda passará pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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