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Zona Eleitoral inicia série de mutirões em Confresa e distritos para cadastro biométrico

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Do total de 40.668 pessoas aptas ao voto na 28ª Zona Eleitoral, com sede em Porto Alegre do Norte, 23.913, ou seja, 58,80% cadastraram a biometria. Para intensificar a busca pelos 16.755 eleitores e eleitoras (41,20%) que ainda precisam fazer o cadastro, a Justiça Eleitoral inicia, na próxima segunda-feira (29.09), uma série de mutirões na região. 

 

Os atendimentos itinerantes começarão na Câmara Municipal de Confresa (1.027 km de Cuiabá), na segunda-feira (29.09) e seguirão até a sexta-feira (03.10). O horário será das 8h às 12h e das 13h às 17h. Em Confresa, há 11.410 pessoas que votam em locais de votação na zona urbana sem cadastramento biométrico.  

 

O juiz da 28ª Zona Eleitoral, Caio Almeida Neves Martins, convoca a população para esta, que é uma oportunidade de regularizar a situação. “É muito importante que os eleitores e eleitoras que ainda não têm biometria coletada no município de Confresa compareçam ao mutirão, tendo em vista que é o município que tem menos pessoas com biometria no estado de Mato Grosso. Também ressalto que a coleta da biometria é muito importante para a segurança das eleições, para garantir que o voto seja realmente colocado na urna pelo próprio eleitor”, frisa. 

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Depois, o mutirão seguirá para o distrito Bridão Brasileiro, pertencente ao município de Confresa, local em que os atendimentos ocorrerão no dia 08 de outubro, na Escola Municipal Nova Bridão, das 9h às 16hJá no dia 09 de outubro, os serviços serão oferecidos no Projeto de Assentamento (PA) Confresa Roncador, na Escola Municipal Branca de Neve, também das 9h às 16h. Nestas duas localidades, são contabilizadas 387 pessoas que ainda não cadastraram a biometria. 

 

Em seguida, os atendimentos serão levados ao distrito de Veranópolis, nos dias 10 e 11 de outubro, das 9h às 16h, na Escola Municipal Professor Antônio Soares da Silva. Lá, os eleitores e eleitoras sem biometria totalizam 972. 

 

Serviço 

 

A descentralização do atendimento é uma medida do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), que visa ampliar o acesso da população aos serviços eleitorais. Para cadastrar a biometria, basta levar um documento oficial com foto. No caso de alistamento (confecção do 1º título), transferência de endereço ou regularização de título, é preciso apresentar, também, um comprovante de residência atualizado. Homens maiores de 18 anos devem apresentar, ainda, o comprovante de quitação militar para tirar o primeiro título. 

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Jornalista: Nara Assis  

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra o momento de coleta de impressões digitais em um equipamento biométrico, durante o atendimento eleitoral. Sobre a mesa estão um computador, o dispositivo de biometria e um título de eleitor. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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