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Denúncias no seletivo da Educação de VG são investigadas pelo MPMT

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande, instaurou de notícia de fato para apurar supostas irregularidades no processo seletivo da rede municipal de educação de Várzea Grande, após a veiculação de diversas reportagens que relataram falhas na convocação e na designação dos candidatos aprovados para as unidades escolares.Conforme as denúncias, foi constatada a ausência de comunicação oficial, indefinições sobre lotação, inconsistências no sistema online e risco de prejuízo ao início do ano letivo, previsto para o próximo dia 3 de fevereiro de 2026.Diante da gravidade das informações e da necessidade urgente de garantir regular funcionamento das escolas municipais, a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello determinou a expedição de ofícios à prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e ao secretário municipal de Educação, Igor da Cunha Gomes da Silva.Nos documentos, a promotora solicita esclarecimentos sobre as denúncias e requer informações detalhadas acerca das medidas adotadas pelo município para solucionar as falhas relatadas. Foi fixado prazo de 48 horas para apresentação de resposta.A promotora também determinou que o caso siga com tramitação urgente, considerando o risco de prejuízos às atividades escolares e aos profissionais aprovados no certame.“A integridade do processo seletivo e o início regular do ano letivo são prioridades absolutas. Diante de indícios consistentes de falhas na convocação e na designação dos aprovados, o Ministério Público age para garantir transparência, organização e respeito aos direitos dos candidatos e dos estudantes da rede municipal. A população precisa de respostas rápidas e eficazes, e é isso que estamos cobrando do Município”, destacou a promotora.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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