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MPMT contesta decisão e cobra solução para bem-estar animal em Cuiabá

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) protocolou, nesta quinta-feira (6), agravo de instrumento no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) requerendo medidas urgentes para assegurar a efetiva implementação da política municipal de bem-estar animal em Cuiabá. O recurso foi interposto pela 16ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital após a Vara Especializada do Meio Ambiente indeferir, pela segunda vez, o pedido de bloqueio de R$ 15 milhões das contas do Município. De acordo com o MPMT, os recursos são indispensáveis para garantir atendimento veterinário 24 horas, aquisição de ração, medicamentos e outros insumos, além da execução de obras e adequações estruturais no Canil Municipal, assegurando, assim, “a salvação dos animais sob custódia do réu”. O recurso foi distribuído à Segunda Câmara de Direito Público e Coletivo do TJMT. No agravo, o promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel argumentou que o Município vem descumprindo, de forma reiterada, as obrigações assumidas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2016 e homologado judicialmente. O acordo prevê a estruturação, manutenção e execução efetiva da política pública municipal de proteção e bem-estar animal. “O momento processual exige cumprimento, e não nova negociação; exige efetivação do título executivo, e não a reabertura de uma fase consensual há muito superada”, assinalou o promotor de Justiça no recurso. O Ministério Público também questionou a decisão que atribuiu à instituição a elaboração de um plano financeiro e operacional para execução das medidas emergenciais. Conforme sustenta no recurso, essa responsabilidade é exclusiva da administração municipal. “O Ministério Público não administra o Poder Executivo. Não executa despesas públicas. Não realiza planejamento governamental. Não elabora programas administrativos. Não seleciona fornecedores. Não promove gestão orçamentária. Não atua como ordenador de despesas”, argumentou Joelson Maciel. Além do bloqueio dos recursos via Sisbajud, o MPMT requereu que seja afastada a determinação para que o órgão ministerial apresente um plano de aplicação dos valores e que o processo não seja encaminhado ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc). “Depois de mais de uma década de discussões, negociações, acompanhamentos, fiscalizações, celebração de TAC e homologação judicial, o retorno do feito ao Cejusc não representa avanço procedimental, mas verdadeira marcha ré da atividade jurisdicional executiva”, destacou o recurso. Segundo o promotor de Justiça, a fase de negociação consensual já foi amplamente esgotada ao longo dos anos. “O processo não pode transformar-se em mecanismo permanente de rediscussão de obrigações já assumidas, tampouco em espaço indefinido para sucessivas tentativas conciliatórias. A experiência concreta destes autos demonstra que não faltaram reuniões, diálogo institucional ou oportunidades de composição. O que falta é o efetivo cumprimento do compromisso assumido pelo ente municipal”, acrescentou. Histórico – O impasse judicial tem origem no cumprimento de sentença decorrente do TAC firmado entre o Ministério Público e o Município de Cuiabá em 2016. Em manifestação protocolada no dia 29 de julho deste ano, o MPMT reiterou o pedido de bloqueio de R$ 15 milhões, sustentando que a medida possui caráter coercitivo e visa garantir a execução das obrigações assumidas pela administração municipal na área de bem-estar animal. Na decisão proferida em 5 de agosto, a Vara Especializada do Meio Ambiente indeferiu o pedido de bloqueio dos recursos e determinou a realização de novas diligências para complementação das provas. Também foi determinada a remessa dos autos ao Cejusc Ambiental para tentativa de solução consensual. Processo nº 0000846 60.2015.8.11.0082

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT apresenta Lixo Zero em encontro nacional de gestão

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apresentou nesta quinta-feira (6), durante o 3º Encontro Nacional do Comitê de Políticas de Gestão Administrativa (CPGA), sua experiência com a gestão sustentável de resíduos. O evento integra o Fórum Nacional de Gestão do Ministério Público (FNG) e reúne gestores e especialistas de diversas unidades ministeriais para debater inovação, eficiência administrativa e sustentabilidade no setor público. Representaram o MPMT a chefe do Departamento de Apoio Administrativo (DAA), Susana Fátima dos Santos, e o gerente de Materiais, Marcos Aurélio Borges Nogueira, que apresentaram os resultados do projeto Lixo Zero, iniciativa vinculada ao Planejamento Estratégico Institucional (PEI 2024-2031) da instituição.Reconhecido nacionalmente, o projeto garantiu ao MPMT o Prêmio Lixo Zero 2025, na categoria Instituição Pública, além da certificação Selo Lixo Zero, concedida pelo Instituto Lixo Zero Brasil às organizações que destinam corretamente mais de 50% dos resíduos gerados.Para a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, a implantação do projeto exigiu planejamento, ajustes operacionais e o engajamento de toda a instituição. “A implementação do Lixo Zero exigiu a revisão de processos, a adoção de novas práticas administrativas e, sobretudo, o engajamento de membros, servidores, estagiários e colaboradores. É uma iniciativa que foi construída de forma gradual, que hoje apresenta resultados concretos e segue em expansão para outras unidades do Ministério Público de Mato Grosso. Poder compartilhar essa experiência em um encontro nacional demonstra a maturidade do projeto e reafirma o compromisso institucional com a sustentabilidade, contribuindo para a disseminação de boas práticas que podem inspirar outras instituições públicas em suas próprias jornadas”, destacou.
Para a chefe do Departamento de Apoio Administrativo, Susana Fátima dos Santos, a participação no encontro representou uma oportunidade de compartilhar uma experiência bem-sucedida e conhecer soluções inovadoras adotadas por outras instituições. “Apresentar os resultados do programa Lixo Zero em um evento nacional é motivo de orgulho. Esse reconhecimento demonstra que iniciativas sustentáveis podem gerar impactos concretos na administração pública e contribuir para uma mudança de cultura dentro das instituições. Também é uma oportunidade valiosa para trocar experiências e identificar práticas que possam ser adaptadas à nossa realidade”, destacou.O gerente de Materiais, Marcos Aurélio Borges Nogueira, ressaltou que os avanços obtidos são resultado do envolvimento coletivo e do compromisso institucional com a sustentabilidade. “O programa Lixo Zero nasceu de ações simples, mas consistentes, e vem conquistando cada vez mais adesão dentro do Ministério Público, com a expansão das iniciativas para outras unidades. Ter a oportunidade de compartilhar essa experiência e as boas práticas desenvolvidas pela nossa instituição foi muito gratificante”, afirmou.A programação do encontro contempla temas como planejamento das contratações públicas, transformação digital, uso da inteligência artificial na gestão administrativa, governança, gestão de riscos, saúde mental no ambiente de trabalho e sustentabilidade. O evento também promove a troca de experiências e a disseminação de boas práticas desenvolvidas pelos Ministérios Públicos de todo o país.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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