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Alunos do SoleTRE descobrem cidadania nas páginas, memórias e urnas do TRE-MT

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Do silêncio das páginas guardadas na Biblioteca, passando pelas memórias vivas do Memorial, até chegar ao espaço onde as urnas repousam à espera das eleições: os alunos do programa de alfabetização SoleTRE embarcaram em uma verdadeira viagem de descobertas pela cidadania, na manhã desta quinta-feira (18.09). A visita foi guiada pelas líderes dos setores e servidores do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), com o objetivo de incluir, ainda mais, os adultos e idosos que participam do SoleTRE no processo de socialização. 

 

Adontina Pereira Daoud, de 80 anos de idade, estava entre os 24 alunos do SoleTRE que participaram da visita. Tendo vivido na zona rural até 1959, ela contou que não teve acesso à escola nem incentivo para estudar na época. Como o marido tinha uma loja, ela acabou aprendendo a ler para auxiliá-lo nas demandas do empreendimento, mas não aprendeu a escrever.  

 

“Em primeiro lugar, quero falar da minha sala de aula e das minhas professoras, que estão me ensinando. E, agora, tudo isso que vocês estão mostrando para a gente, é muito bom, maravilhoso. A explicação do rapaz que falou sobre os votos, a Biblioteca, o Memorial, tudo muito bom, eu gostei muito, todos muito educados, muito gente boa. Aprendi muito pouco a ler trabalhando na loja com meu marido e agora estou aprendendo a ler certinho e a escrever, os acentos, as letras. Entrei em 18 de março no SoleTRE e vou ficar até o fim, enquanto estiver viva e tiver força e saúde para vir, eu vou vir”, disse, animada. 

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Para a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, a visita estimula a participação cidadã e a inclusão. “A visita dos alunos aos outros setores do Tribunal é mais do que um passeio institucional, é um convite à cidadania. Ao conhecerem a Biblioteca, o Memorial e o Depósito de Urnas, eles se aproximam da história da democracia e compreendem a importância da Justiça Eleitoral no dia a dia de cada cidadão. Essa iniciativa fortalece a inclusão, amplia o acesso ao conhecimento e desperta nos estudantes o senso de pertencimento e de participação ativa na sociedade”. 

 

A ideia, conforme ressaltou a professora do SoleTRE, Maria Luiza Miorim, rompe as paredes das salas de aula e ajuda a ampliar a vivência dos alunos. “Achei muito importante essa visita para os alunos, até porque muitos deles nunca tinham entrado numa Biblioteca antes, nem sabiam o que era uma e a diversidade de livros que tem. Outra coisa muito importante foi mostrar para eles como funciona a urna eletrônica e falar um pouco sobre o voto consciente, para eles terem uma perspectiva diferente”. 

 

Primeiro, os alunos passaram, pela Seção de Biblioteca e Memória, chefiada pela servidora Lener Aparecida Galinari. Lá, eles conheceram o acervo e alguns se maravilharam com a leitura em Braile, com a qual tiveram contato pela primeira vez. Atualmente, a Biblioteca do TRE-MT possui cerca de 10 mil exemplares.   

 

A bibliotecária Julia Vigne, também servidora do TRE-MT, explicou o funcionamento da Biblioteca, a organização dos livros e como funcionam os empréstimos. “Atendemos servidores, servidoras, juízes e juízas, auxiliamos a fazer consultas também. O Direito é uma área que está em frequente atualização, então, temos que atualizar o acervo constantemente. Hoje em dia temos os livros digitais, que permitem o acesso à pessoa diretamente do computador ou celular onde ela está. A Biblioteca está aberta a vocês, estamos à disposição”, frisou, mostrando alguns livros que separou para mostrar aos alunos. 

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Depois, conduzidos pela secretária da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT), Janis Eyer Nakahati, eles seguiram para um momento com a urna eletrônica e assistiram a uma explanação sobre a importância do voto, iniciativa realizada por meio do programa Voto Consciente. O assunto foi abordado pelo coordenador de Soluções Corporativas, Carlos Henrique Cândido. Ele explicou sobre o funcionamento da urna, como é feita a votação, os cargos que concorrem às eleições, e a importância de conhecer candidatos(as) e as propostas na hora de tomar a decisão do voto. Em seguida, o grupo foi até o Memorial Eleitoral, onde puderam conhecer um pouco da história do processo eleitoral no Brasil e os modelos de urnas utilizadas, desde a primeira eleição até os dias atuais. 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra o aluno do SoleTRE, um homem idoso, negro, usando chapéu e camiseta do programa Voto Consciente, observando atentamente prateleiras de livros em uma biblioteca. Em primeiro plano, destaca-se um livro infantil colorido. Ao final do texto, tem uma galeria com mais fotos da visita com alunos do SoleTRE. 

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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