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Autoridades enaltecem papel da Justiça Eleitoral na escolha popular

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Várias autoridades deixaram mensagens congratulando o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) pelos 93 anos de sua instalação, ocorrida em 11 de novembro de 1932. Políticos, representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e integrantes do Sistema de Justiça mato-grossense marcaram presença em uma cerimônia concorrida, realizada na manhã desta terça-feira (11), no Pleno da instituição.

A procuradora Regional Eleitoral Thereza Luiza Fontenelli Costa Maia, naquele ato representando o procurador Regional Eleitoral Fabrízio Predebon da Silva, integrante do Pleno, parabenizou a Justiça Eleitoral pela data, assim como os servidores, membros, autoridades e todas as pessoas homenageadas. Ao fazer um recorte histórico sobre a atuação do TRE-MT, ela apontou desafios superados ao longo de sua existência.

“Sua trajetória é marcada por grandes desafios e isso fica demonstrado pela solidez da sua atuação. Em mais de nove décadas, superou desafios muito difíceis, a exemplo do que aconteceu na era Vargas, com o próprio fechamento da Justiça Eleitoral, e hoje está aqui, expressando sua gratidão e reconhecimento pelo trabalho conjunto. Nos colocamos inteiramente à disposição dessa Justiça especializada para continuarmos enfrentando os desafios que vêm pela frente e trabalhando juntos pela democracia”, disse ela.

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil), 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, recoheceu a importância da Justiça Eleitoral para a Democracia, citou a contribuição do primeiro presidente do TRE-MT, Palmyro Pimenta (1932-1934), e elogiou a instituição por homenagear os seus servidores.

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“Nós que já estamos na política mato-grossense há um bom tempo já fomos submetidos à apreciação do voto popular e à apuração destes votos por este egrégio Tribunal desde 1972, quando fui eleito prefeito de Várzea Grande, ocasião em que recebi o diploma de eleito por este TRE-MT. Quero saudar todo o Judiciário Eleitoral de Mato Grosso e lembrar que no prédio da ALMT há um posto eleitoral de atendimento ao eleitor, fruto de uma parceria que muito nos honra e nos faz sentir valorizados e prestigiados por esta Casa. Parabéns por esta data”, afirmou o parlamentar.

A presidente da seccional em Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil, Gisela Cardoso, lembrou que, na condição de juristas, vários colegas da advocacia compõem e já compuseram o Pleno da Corte Eleitoral mato-grossense e do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT).

“A advocacia mato-grossense sempre presente, atuando e colaborando com a Justiça Eleitoral. Faço aqui um reconhecimento em nome dos juízes-membros que hoje ocupam as cadeiras de juristas, representando a advocacia, a advocacia de Mato Grosso: doutor Marcelo Morgado, doutor Pérsio Landin, doutor Welder Queiroz, doutor Rafael Arantes. Na pessoa de Vossas Excelências, estendo os cumprimentos e o agradecimento a toda advocacia mato-grossense que, ao longo desses 93 anos, também contribui para o sucesso da Justiça Eleitoral mato-grossense”, enfatizou Gisela.

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O conselheiro Ulisses Rabaneda, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), enviou um vídeo exibido durante a sessão solene, felicitando a instituição pelos 93 anos de sua instalação.

“É uma alegria imensa participar desta celebração pelos 93 anos da Justiça Eleitoral do Estado de Mato Grosso. Tenho um carinho muito especial por essa Casa que, ao longo dos anos, eu aprendi muito sobre o valor da institucionalidade e sobre a responsabilidade de se defender a democracia com seriedade, equilíbrio e respeito ao cidadão. O período em que passei na Justiça Eleitoral de Mato Grosso foi muito gratificante. A Justiça Eleitoral do nosso Estado cresceu junto com o povo e junto com as nossas instituições”, pontuou.

Jornalista Anderson Pinho

Crédito das Imagens: Josi Dias | TJMT

#PraTodosVerem A imagem foca no deputado estadual Júlio Campos, 1º vice-presidente da ALMT, de óculos e terno, discursando em um púlpito de acrílico com um microfone à sua frente, durante uma cerimônia formal. Ele está no plano principal, sorrindo e gesticulando levemente, transmitindo a sensação de um momento de fala e homenagem. Ao fundo, desfocadas, veem-se duas pessoas sentadas à mesa de autoridades e, na parede, um crucifixo.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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