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Com 98,01% de cobertura biométrica, Dom Aquino atinge meta de campanha

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Dom Aquino (distante 172 km de Cuiabá) cravou 98,01% de cobertura biométrica nesta terça-feira (25), atingindo a meta da campanha Biometria 100% da Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT). Desta forma, é a 14ª cidade mato-grossense a conseguir esse resultado. Dom Aquino integra a 12ª Zona Eleitoral, com sede em Campo Verde. Na segunda-feira (24), Alto Taquari (a 486 km da Capital) conseguiu alcançar a meta da campanha, com 98,03% de biometria.

A lista dos municípios que conseguiram atingir a meta da campanha inclui Araguainha (100%), Ponte Branca (99,90%), Vale de São Domingos (99,55%), Indiavaí (99,49%), Planalto da Serra (99,25%), Ribeirãozinho (99,01%), Torixoréu (98,69%), Araguaiana (98,57%), Jangada (98,31%), Alto Araguaia (98,29%), Itanhangá (98,25%), Santa Rita do Trivelato (98,22%) e Itanhangá (98,25%). Há outros 10 municípios a menos de 1% para alcançar a meta da campanha. Os números são atualizados em tempo integral pelo sistema de monitoramento da biometria da Justiça Eleitoral.

A 12ª Zona Eleitoral estava confiante no trabalho, em virtude do empenho dos servidores do cartório em criar maneiras para chegar até o eleitorado. “A equipe estava bastante empenhada nesse resultado e a gente estava bem tranquilo que esse dia ia chegar até o fim do mês de novembro. Era um resultado aguardado que vem coroar o trabalho que estamos realizando não só em Dom Aquino, mas também em Campo Verde, que está bem próximo de alcançar a meta”, explica o chefe do Cartório da 32ª Zona Eleitoral, Arthur Henrique Ferreira da Silva.

De acordo com ele, entre as estratégias utilizadas pelo cartório eleitoral em Dom Aquino estão visitas domiciliares, ligações telefônicas, mensagens por WhatsApp, a partir de banco de dados da Justiça Eleitoral e também aqueles fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). “O trabalho continua para melhorarmos o índice de cobertura no município, pois é um trabalho de insistência e paciência”, completa o chefe do cartório.

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Em Dom Aquino são 6.625 pessoas aptas a votar, das quais 6.101 já possuem biometria. No município, faltam apenas 124 eleitores para a Justiça Eleitoral universalizar a biometria, cerca de 1,99%.

Com 98,01% de cobertura biométrica, Dom Aquino atinge meta de campanha 1
Em Dom Aquino são 6.625 pessoas aptas a votar, das quais 6.101 já possuem biometria

Campo Verde

O cartório da 12ª Zona Eleitoral incluiu visitas junto às empresas como estratégia para turbinar o cadastramento biométrico em Campo Verde (a 200 km de Cuiabá). No município, a cobertura alcança a marca de 96,28%, o equivalente a 31.729 eleitores dentro de um universo de 32.952 pessoas aptas a votar. Os mutirões que serão realizados na cidade procuram 1.123 eleitores que ainda estão sem biometria, o equivalente a 3,71%.

“Entendemos que esta é uma forma para chegarmos até o eleitorado que não vai ao cartório ou aos mutirões, alegando falta de tempo por causa do trabalho. Do mesmo modo, é uma forma de a Justiça Eleitoral estar mais perto do eleitor”, reforça Arthur Henrique Ferreira da Silva, chefe do Cartório da 12ª Zona Eleitoral. Outra estratégia já usada pela zona eleitoral para alcançar jovens eleitores é enviar mensagens aos pais de adolescentes com idade inferior a 18 anos. “Tivemos um resultado exitoso e acreditamos que essa estratégia vai nos ajudar novamente”, conclui.

Em Mato Grosso, o índice de cobertura biométrica é de 91,06%, o que representa um eleitorado de 2.319.947 dentro de um universo de 2.547.505 pessoas aptas a votar. Ainda faltam 8,94% dos eleitores, ou 227.558 pessoas, no Estado.

Atendimento

Para ser atendido, basta comparecer a um cartório ou posto de atendimento eleitoral e apresentar um documento oficial com foto, na versão física ou digital. Esse mesmo atendimento pode ser encontrado nos mutirões. Neles, o eleitor ou a eleitora sai com o título em mãos e recebe orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título.

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Em casos de transferência ou mudança de domicílio, é necessário apresentar um comprovante de endereço. Qualquer eleitor ou eleitora pode ser atendido em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso — não é necessário votar no local ou residir na cidade onde a ação é realizada.

Confira aqui os endereços de cartórios e postos eleitorais de atendimento em todo o Estado.

Biometria

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada eleitor vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra pessoa no momento da votação.

Representa um avanço tecnológico que fortalece a segurança e a inclusão no processo de votação. Ela impede a duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições.

Jornalista Anderson Pinho

Crédito da imagem: Cartório da 12ª Zona Eleitoral

#PraTodosVerem – A primeira imagem é composta por três cenas que mostram ações de atendimento eleitoral. Na primeira, duas mulheres conversam ao lado de um veículo branco, enquanto uma delas segura um equipamento portátil. Na segunda, um servidor caminha em direção a uma casa simples, cercada por um jardim e uma árvore florida. Na terceira, duas pessoas são atendidas em cadeiras plásticas, enquanto uma servidora da Justiça Eleitoral utiliza um notebook para registrar informações. O conjunto retrata atendimentos externos e domiciliares realizados pela equipe eleitoral. Na segunda imagem, aparece um homem sendo atendido em sua residência por uma servidora da Justiça Eleitoral. Ele utiliza um dispositivo de coleta biométrica sobre a mesa, enquanto ela, com um notebook aberto, acompanha o procedimento. A cena ocorre em um ambiente simples, com móveis domésticos e utensílios de cozinha ao fundo.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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