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Pontal do Araguaia é 4º município da 9ª ZE a atingir 98% do eleitorado com biometria

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O município de Pontal do Araguaia (515 km de Cuiabá) atingiu a meta de 98% do eleitorado com cadastro biométrico feito. Com o feito, esta é a 4ª cidade da 9ª Zona Eleitoral a alcançar a porcentagem estabelecida pela Corregedoria Regional Eleitoral (CRE) do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Os demais municípios que atingiram a meta foram Ribeirãozinho, que atualmente está em 99,02%; Araguaiana, com 98,57%; e Torixoréu, que está em 98,75%.

O avanço da cobertura biométrica em Pontal do Araguaia deve-se a uma série de ações realizadas pelo Cartório da 9ª Zona Eleitoral. Em julho deste ano, do total de 5.072 eleitores e eleitoras aptos ao voto, 4.637, ou seja, 91,42% possuíam a biometria cadastrada. Foi projetada, então, a meta de alcançar 334 pessoas, para que a porcentagem do cadastramento biométrico chegasse a 98%.

A primeira ação foi a participação da 9ª Zona Eleitoral no Mutirão da Cidadania, realizado em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) – campus Barra do Garças, entre os dias 04 e 06 de setembro. Ao todo, foram feitos 119 atendimentos. Outro mutirão foi realizado na sede da Prefeitura Municipal, entre os dias 10 e 12 de novembro. Somente nesta iniciativa, foram realizados cerca de 80 atendimentos envolvendo a biometria.

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Segundo a servidora da 9ª Zona Eleitoral, Letícia Cristina da Silva Sousa, outro ponto positivo é que a população de Pontal do Araguaia tem um Posto Eleitoral à disposição, o que facilita a busca ativa do eleitorado. “Também destaco que a parceria da Prefeitura foi primordial nessa ação de busca ativa. Tivemos apoio do prefeito, Adelcino Lopo, convocando a população via redes sociais e, também, a atuação de agentes de saúde, auxiliando na busca de contatos de eleitores e eleitoras, bem como auxílio dos demais servidores e servidoras da Prefeitura. A Secretaria de Assistência Social também ajudou ativamente na busca, por meio do cruzamento de dados de eleitores e eleitoras beneficiários de programas sociais. Assim, fizemos contato via WhatsApp e ligação, eleitor por eleitor, até atingir a meta”, explicou.

Outra iniciativa do Cartório da 9ª Zona Eleitoral foi o atendimento itinerante fora do horário de expediente, com foco no eleitorado que não pode comparecer no horário de funcionamento do Cartório Eleitoral.

Na avaliação do juiz da 9ª ZE, Michel Lotfi Rocha da Silva, o expressivo alcance de 98% do eleitorado com biometria em Pontal do Araguaia é motivo de orgulho e celebração para toda a comunidade. “O resultado mostra que as cidadãs e os cidadãos atenderam de forma exemplar ao chamamento da Justiça Eleitoral, demonstrando confiança nas instituições e compromisso com a democracia. Esse marco só foi possível graças à parceria com o Poder Executivo municipal e ao trabalho dedicado, competente e incansável da equipe da 9ª Zona Eleitoral, incluindo todos os servidores, servidores, colaboradoras e colaboradores envolvidos”.

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O magistrado ressaltou, ainda, que o avanço alcançado fortalece a segurança do processo eleitoral e contribui para manter um cadastro cada vez mais atualizado, confiável e à altura da participação consciente do povo de Pontal do Araguaia.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: A imagem é um mosaico com três fotos tiradas em um espaço coberto, onde equipes do TRE-MT realizam atendimento ao público. Nas laterais, servidores e servidoras aparecem utilizando computadores e equipamentos de biometria, atendendo pessoas sentadas em cadeiras plásticas. Ao centro, um grupo de quatro servidores posa para a foto diante de um banner institucional, usando camisetas identificadas da ação de biometria. O ambiente tem mesas simples, ring lights e cabeamento visível, evidenciando uma estrutura montada para atendimento itinerante.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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