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TRE-MT realiza debate sobre obra antirracista de Djamila Ribeiro

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grossorealizará um encontro no dia 25 de junho para debater a obra “Pequeno Manual Antirracista”, da filósofa Djamila Ribeiro. Com participação da presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, e de cinco servidoras do órgão, o encontro ocorrerá no plenário do Tribunal, às 9h30. O objetivo é compartilhar experiências pessoais e reflexões sobre raça no âmbito institucional. 

O evento contará com transmissão online no canal do Tribunal no Youtube. 

“A escolha do livro foi porque se trata de uma obra concisa que propõe reflexões fundamentais sobre o racismo estrutural no Brasil. A autora oferece um guia prático para que pessoas não negras compreendam seu papel na luta antirracista e assumam a responsabilidade de enfrentar o preconceito e a desigualdade racial. Afinal a luta antirracista não é só uma luta de pretos e pardos, mas de todos”, explicou o segundo Secretário do Comitê Gestor de Promoção de Políticas para a Equidade Racial, Carlos Henrique Câdido.

Entre as convidadas para debater durante o encontro estão cinco servidoras do TRE-MT: Andréia Noronha, Helena Cadidé, Anavir Corrêa, Janete Clementino e Ozeny Vicente. Como mediadora da conversa está a presidente do Comitê, magistrada Kátia Rodrigues Oliveira.

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“Esse evento é um ponto de partida para todos no TRE-MT aprenderem um pouco sobre o racismo. Estar em um palco para debater a obra da Djamila é ter a oportunidade de aprender como uma sociedade igualitária precisa se portar, é unir teoria, vivência e compromisso ético com a justiça social”, destacou Anavir Corrêa. 

Fã do ensaio, Oseny Vicente afirma estar com grandes expectativas. Para ela, essa é uma forma de “contribuir nas  discussões sobre esse tema tão importante para a promoção de uma sociedade mais justa, através da sensibilização de nossa percepção, como componentes do TRE, sobre nossos preconceitos. 

A escolha do livro foi idealizada pela juíza Suzana Guimarães Ribeiro, ex-presidente do Comitê. Lançada em 2019, a obra se tornou uma das leituras obrigatórias para a discussão sobre raça e racismo no Brasil. Já foram distribuídos 92 exemplares para todos os setores do Tribunal e para os Cartórios Eleitorais. 

Como público-alvo estão servidores, servidoras, magistradas, estagiários, estagiárias e  funcionárias e funcionários do TRE-MT.

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Texto por: Maryelle de Campos (Supervisão Daniel Dino)

#DescriçãodaImagem: A imagem com fundo amarelo traz uma foto da escritora Djamila Ribeiro ao lado direito, ela é uma mulher negra de pele retinta, que usa um blazer e está de braços cruzados com uma expressão serena. Ao lado está o texto: “Roda de conversa, Mulheres Negras do TRE-MT comentam Djamila Ribeiro”. Abaixo está a data, o horário e o local.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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